“Talvez não encontremos nenhuma arma de destruição em massa, mas conseguimos libertar-nos de um ditador verdadeiramente terrível.” Um ano após o início da guerra, esta é a linha oficial, de Bush a Blair.
Ao mesmo tempo que a monarquia do Nepal lançava um ataque sem precedentes contra os jornalistas em geral, os EUA movimentavam-se para bloquear a crítica internacional ao regime feudal.
Finalmente, são os ocupantes que estão a ter um pequeno gosto de “choque e temor” no Iraque. É claro que continuam a afirmar que mantêm a sua potência militar e que se vingarão das humilhações que têm sofrido nas últimas semanas.
Falluja foi durante muitos anos um alvo dos crimes norte-americanos. O sangue que inúmeras vezes as suas gentes derramaram irrigou uma resplandecente flor de resistência. Os EUA começaram a matar gente em Falluja em 1991.
Os 4 mercenários mortos em Falluja eram funcionários da Blackwater Security, uma empresa que recruta ex-militares, ex-agentes do FBI e ex-polícias, ansiosos por ganharem muito dinheiro ajudando o exército norte-americano.
Uma vez mais, as autoridades indianas prenderam um importante líder do PCN(M). A 30 de Março, a polícia indiana capturou Mohan Baidya em Siliguri, no Bengala Ocidental onde ele estava a fazer um tratamento às cataratas.
“Bremer realmente deu-lhes uma cajadada”, disse um funcionário norte-americano acerca da primeira reunião oficial do governador nomeado pelos EUA com líderes curdos do Iraque, a 2 de Janeiro de 2004.
Bombaim foi um local apropriado para o que aconteceu na semana de 16 a 22 de Janeiro: um desabrochar de resistência anti-imperialista que não só foi sentida em toda a cidade, como reverberará indubitavelmente em toda a região e mesmo em todo o planeta.
O Relatório Hutton, encomendado pelo primeiro-ministro britânico Tony Blair, provou uma coisa acima de qualquer dúvida: quando Blair escolhe alguém para encobrir algo, sabe o que está a fazer.
O EPL tem dado sérios golpes ao mercenário ERN. Vitoriosas acções militares, sob a forma de emboscadas, minas, ataques-surpresa e sabotagens, têm sido levadas a cabo quase diariamente em diferentes partes do país.
As chegadas de turistas ao Nepal aumentaram mais de 50% em Novembro e Dezembro de 2003. Isso foi inesperado, porque o governo pôs o país inteiro sob estado de emergência e muitos governos ocidentais aconselharam os seus cidadãos a evitar o país por causa da guerra popular.
A Amnistia Internacional emitiu um relatório em que condena “um padrão generalizado de ‘desaparecimentos’ pelas forças de segurança, como parte das suas operações de contra-insurreição contra os membros e apoiantes do PCN(M).”
Num passo enorme para a emancipação de todo o Nepal, o povo da região Magar, na parte ocidental do país, estabeleceu o seu próprio governo regional autónomo revolucionário.
Rolpa é conhecida como um bastião da guerra popular no Nepal. Agora, o povo dirige a maior parte do interior do país através dos seus comités revolucionários de aldeia, enquanto a monarquia apoiada pelos EUA nem sequer é capaz de controlar completamente muitas das cidades.
No papel, o Nepal é uma monarquia constitucional, ou seja, um estado onde o poder do rei está limitado pela lei e é partilhado com o parlamento. Mas, de facto, o rei tomou todo o poder e este é cada vez mais abertamente baseado no Exército Real.
O vale de Katmandu é supostamente uma praça-forte do regime monárquico apoiado pelos EUA. Apesar disso, a guerra popular maoista tem aí golpeado seriamente o regime, de acordo com artigos recentes de um serviço noticioso pró-maoista.
Nada de bom pode vir da captura de Saddam Hussein. Pessoas em todo o mundo adoeceram com os regozijos vomitados para cima do mundo vindos de Washington e de Londres com o objectivo de justificar e manter a ocupação do Iraque.
Eles usam serras eléctricas e machetes. E normalmente estão carregados de armas. A batalha anual pela colheita da azeitona palestiniana tornou-se ainda mais amarga este ano. As colheitas anteriores foram arruinadas, mas a actividade dos sionistas tomou uma nova dimensão em 2003.
Ao escrever na imprensa de Istambul sobre os recentes carros-bomba, um conselheiro frequente do Subsecretário da Defesa dos EUA advertiu: “Não perguntem a quem beneficia. Essa lógica conduz numa direcção errada.” Mas ao analisar acontecimentos políticos, essa é frequentemente a melhor pergunta.
“Sabemos que outro mundo é possível, apenas não temos a certeza qual...”
Relato de um activista do MRPM que assistiu ao FSE.
Seria supostamente uma viagem para coroar uma guerra vitoriosa e celebrar uma aliança imperial que tinha sido selada em sangue. Quando, há muitos meses atrás, Blair e Bush planearam a primeira visita do Presidente dos EUA a Londres esta semana, deve ter sido difícil para eles imaginarem que algo pudesse estragar esse momento.