A 15 de Outubro, o Fórum Social Europeu de Londres transformou-se num campo de batalha entre duas forças opostas. Os apoiantes da ocupação do Iraque teimavam em impor um conhecido colaboracionista com ligações ao fantoche governo interino iraquiano como um dos principais oradores num plenário intitulado “Fim à Ocupação do Iraque”.
Soubemos recentemente de um desenvolvimento muito importante no movimento comunista na Índia – a formação do Partido Comunista da Índia (Maoista). O Partido foi formado pela fusão do Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista) (Guerra Popular) e do Centro Comunista Maoista da Índia, as duas maiores organizações maoistas da Índia.
Os investigadores dos EUA que na semana passada anunciaram a descoberta de centenas de cadáveres em duas valas comuns no norte do Iraque disseram estar à procura de provas para processar Saddam Hussein por crimes contra a humanidade. O momento desse anúncio pareceu suspeito a muita gente, mas esse é o mal menor de todo este assunto.
Ao mesmo tempo que Kerry e Bush faziam o seu primeiro debate, as forças de ocupação dos EUA no Iraque anunciavam que milhares de soldados norte-americanos, apoiados por tanques de guerra, estavam prestes a atacar a cidade de Samarra.
Quando os conquistadores espanhóis decidiram que o Novo Mundo seria seu a ferro e fogo, eles não disseram: “É por causa do ouro.” Não disseram que o seu objectivo era escravizar toda uma importante região do mundo e os seus povos e manter de fora todos os outros impérios.
É preciso pôr algumas coisas no seu devido lugar, no que diz respeito à questão do rapto e morte de reféns no Iraque. Algumas formas de resistência fazem avançar a luta do povo, enquanto outras não o fazem. Raptar e matar civis inocentes é mais do que contraproducente. É desumano e degradante para todos os envolvidos e não tem nada a ver com a libertação de um povo e de toda a humanidade.
O EPL do Nepal desferiu ao Exército Real dois rudes golpes em duas importantes emboscadas gémeas no espaço de 5 dias. A primeira deu-se a 14 de Junho em que o EPL fez detonar minas para obrigar a parar uma unidade de 37 homens. Uma emboscada semelhante ocorreu a 19 de Julho.
O que se chama a um iraquiano que se especializou em colocar carros-bomba, instalar dispositivos explosivos e sabotar instalações públicas no seu próprio país ao serviço de uma organização estrangeira? O que se chama a um homem de cujos agentes se diz terem feito explodir um cinema de Bagdad, com muitas vítimas civis?
No final de Abril, os EUA substituíram o seu representante no Nepal. A administração Bush fez regressar a casa o embaixador Michel Malinowski seis meses antes de este completar o seu mandato, tendo sido nomeado James Francis Moriarty para o substituir.
Temos a honra e o orgulho de anunciar que o movimento comunista (MLM) do Afeganistão se unificou no Partido Comunista (Maoista) do Afeganistão. Esta importante vitória é o resultado do processo de unificação do movimento MLM do Afeganistão que culminou na realização vitoriosa do Congresso do Partido.
Por Phillip Watts
Quase 600 GIs estão dados como “ausentes sem licença”. Entre os GIs que responderam a uma sondagem recente, 50% declararam uma moral reduzida. Mais de 600 GIs morreram no Iraque e mais alguns milhares ficaram gravemente feridos.
O 1º de Maio de 2004 foi novamente cenário de uma efusão em massa de sentimentos revolucionários e de luta militante contra a classe dominante da Alemanha e contra todo o sistema mundial imperialista de exploração e opressão. Ambos os lados deste conflito prepararam as suas forças para a manifestação.
As fotografias de soldados norte-americanos a torturar prisioneiros iraquianos expuseram muitas coisas, mas o que mais precisa de ser revelado é isto: a utilização da tortura como política sistemática dos governos dos EUA e da Grã-Bretanha é uma consequência da natureza da própria guerra.
São o que se chama imagens definidoras, porque elas definem aos olhos do mundo o veredicto sobre um acontecimento. No Vietname, foi a imagem da jovem vietnamita que gritava de dor por causa do napalm enquanto corria pela estrada atravessando os arrozais, fugindo de um ataque dos EUA.
O jornal New York Times escrevia a 23 de Abril: “Um activista israelita dos direitos humanos divulgou uma fotografia que mostra um jovem palestiniano de 13 anos amarrado à frente de um jipe da polícia israelita. Supostamente, estava a ser utilizado como escudo humano durante os confrontos de 15 de Abril numa aldeia da Cisjordânia, para impedir que outros palestinianos atirassem pedras aos polícias.”