O seguinte comunicado do Partido Comunista do Irão (Marxista-Leninista-Maoista) foi publicado na edição online de 13 de janeiro de 2020 do jornal Revolution/Revolucón, voz do Partido Comunista Revolucionário, EUA (em inglês em revcom.us/a/630/statement-from-the-communist-party-of-iran-en.html).

Comunicado do Partido Comunista do Irão (Marxista-Leninista-Maoista):

Qassim Suleimani era o braço militar de um regime islâmico reacionário que foi morto por ordem de Trump, o presidente fascista de um país imperialista invasor

No Irão, houve protestos generalizados após o governo ter aumentado o preço da gasolina
No Irão, houve protestos generalizados após o governo ter aumentado o preço da gasolina. (Foto: Human Rights Watch)
Iranianos protestam frente à embaixada dos EUA em Teerão, a 4 de novembro de 2019
Iranianos protestam frente à embaixada dos EUA em Teerão, a 4 de novembro de 2019. (Foto: AP)

O que vemos em contenda aqui, com a Jihad de um lado e o McMundo/McCruzada [o imperialismo ocidental cada vez mais globalizado] do outro, são estratos historicamente obsoletos da humanidade colonizada e oprimida contra estratos dominantes e historicamente obsoletos do sistema imperialista. Estes dois polos reacionários reforçam-se um ao outro, ainda que ao mesmo tempo se oponham um ao outro: se alinharmos com qualquer um destes ‘obsoletos’ acabamos por fortalecer os dois.

Ainda que esta seja uma formulação muito importante e seja crucial para se compreender muitas das dinâmicas que impulsionam as coisas no mundo neste período, ao mesmo tempo temos de ser claros em relação a qual destes ‘historicamente obsoletos’ tem causado os maiores danos e constitui a maior ameaça à humanidade: são os ‘estratos dominantes e historicamente obsoletos do sistema imperialista’, e em particular os imperialistas norte-americanos.

Bob Avakian, O BÁsico 1:28

Mao Tsétung, líder da revolução chinesa e do movimento comunista internacional, tem uma muito conhecida afirmação em que diz que algumas mortes pesam mais que uma montanha a pressionar o nosso coração e outras mortes são mais leves que uma pena. A morte de milhares de homens e mulheres jovens na revolta do passado novembro de 2019 no Irão pertence à primeira categoria e a morte de Qassim Suleimani está na segunda categoria, e Donald Trump, que ordenou a morte dele, sem dúvida pertence está na mesma categoria que Suleimani. O assassinato dele por ordem do fascista Trump não apaga os crimes de guerra cometidos por Qassim Suleimani, nem os crimes de guerra cometidos pelas forças repressivas do regime iraniano que dispararam e assassinaram pessoas famintas que protestavam nas ruas [de muitas cidades do Irão] contra a situação delas.

Khamenei decretou três dias de luto nacional por Suleimani, ao mesmo tempo que os mártires da rebelião de novembro são secretamente enterrados ou os corpos torturados deles são encontrados nas águas das barragens ou em lixeiras sob as pontes e muitas pessoas continuam desaparecidas e milhares de pessoas foram presas e estão a ser torturadas. Khamenei nem sequer permite que os familiares daqueles que perderam a vida nas batalhas de rua façam uma cerimónia para recordar a morte dos seus entes queridos martirizadas na insurreição de novembro, porque o regime sabe que se permitisse que isso acontecesse, iria haver um fluxo ininterrupto de pessoas nas ruas do Irão e que o povo do Khuzestão (no sul do país) iria encher os pântanos de Mahshar (para onde foram levados e metralhados centenas de manifestantes), derramando lágrimas e que a fúria ardente das pessoas se iria virar ainda mais contra este regime.

E agora, com as cerimónias de luto por Suleimani, o miserável regime da República Islâmica do Irão (RII) pretende transformar o assassinato do fascista Qassim Suleimani, levado a cabo por um rufião fascista ainda maior como Trump, num acontecimento para branquear o derramamento do sangue das massas populares na revolta de novembro. Talvez não tenha sido Suleimani a ordenar o assassinato em massa na revolta de novembro, mas ordenou aos homens dele na Força al-Quds e nos grupos afiliados dela no Iraque que disparassem a matar sobre os manifestantes iraquianos nas revoltas que engolfaram esse país em outubro e novembro de 2019.1Mas não iremos permitir que isso aconteça; não iremos permitir que este regime utilize as suas disputas mafiosas com o imperialismo norte-americano para comprar a sua legitimidade e justificar a sua existência.

Com o assassinato de Suleimani por ordem de Trump, alguns dos lacaios intelectuais dos “dois obsoletos putrefactos” — ou seja, do regime islâmico reacionário e dos imperialistas norte-americanos — iniciaram uma nova ronda da campanha para tentar polarizar as pessoas entre esses dois obsoletos: ou ao lado da RII ou do imperialismo norte-americano. Alguns dos lacaios da RII recitaram poesia para Qassim Suleimani, louvando-o como “digno filho do Irão”2. E os lacaios de Trump empilharam loas por ele ter assassinado Suleimani. Estes obsoletos são dois polos da mesma estupidez e são igualmente desonrosos e reprováveis: aqueles que louvam a política reacionária de construção de um Império Islâmico Xiita como “resistência ao imperialismo”, bem com aqueles que não veem a natureza fascista da “América Primeiro” de Trump e exigem que Trump, que é um mestre a atirar crianças para jaulas, “liberte o povo do Irão” das garras da RII!

Irão e EUA: Uma disputa reacionária em relação ao Iraque

Como escrevemos no passado: “A sobrevivência da República Islâmica depende de ter um importante papel no tumultuoso cenário do Médio Oriente e, a este respeito, faz e continuará a fazer grandes movimentações militares e políticas”.3

Nos últimos 21 anos, Qassim Suleimani e a Força al-Quds sob o comando dele desempenharam um papel central nesta questão. Ele acabou por ser assassinado durante uma dessas jogadas. Antes de morrer, Qassim Suleimani estava envolvido numa campanha multifacetada para manter a influência da República Islâmica no Iraque. Ele tentou:

  1. Acabar com as vagas de protestos que engoliram o Iraque nos últimos meses, recorrendo a uma cruel repressão das pessoas e ao derramamento de sangue,
  2. Unificar as milícias xiitas que rivalizam com a Força al-Quds (com este fim, ele levou Muqtada al-Sadr a Teerão para se encontrar com Khamenei),
  3. Pressionar o governo iraquiano para manter afiliados da Força al-Quds incorporados na administração, nas forças armadas e nos serviços de segurança e de informações iraquianos (incluindo postos-chave na chamada “Zona Verde” e no Aeroporto de Bagdad),
  4. Pressionar os parlamentares iraquianos a aprovarem a “retirada norte-americana do Iraque”.

Os recentes esforços zelosos e as viagens frenéticas de Qassim Suleimani entre Damasco, Bagdad e Teerão visavam impedir o colapso da influência da República Islâmica no Iraque — uma tendência que tem aumentado desde que começaram em outubro passado os protestos em massa em todo o país contra o regime iraquiano e a influência da República Islâmica do Irão. As vagas de protestos em massa espalharam-se a todo o país, incluindo cidades como Najaf, que é considerada uma praça-forte da Força al-Quds. O consulado-geral da República Islâmica em Najaf foi incendiado várias vezes. Além disso, as sedes de várias milícias islâmicas — quer afiliadas à Força al-Quds ou a rivais dela — foram alvo de indignação pública. Protestar contra a corrupção do governo, o desemprego e a influência do regime iraniano nos assuntos internos do Iraque são os sentimentos gerais dos manifestantes que ocupam as praças e pontes de Bagdad.  Na sequência disso, centenas de pessoas foram assassinadas pelas forças de segurança iraquianas, e o Irão apoiou as milícias das brigadas Hashd al-Shaabi e da Força al-Quds. Esta resistência ainda está a decorrer. Esta revolta popular também aprofundou as fendas e fissuras nas fileiras do governo xiita iraquiano e destruiu a legitimidade de todas as suas fações. Mesmo os aliados do Irão neste governo tentaram distanciar-se apressadamente da República Islâmica, exprimindo preocupação e nojo pelo assassinato dos manifestantes. O governo dos Estados Unidos ficou extremamente contente com este desenvolvimento e viu-o como uma oportunidade para abalar a influência do Irão no Iraque e expulsar a Força al-Quds para fora dos cálculos nesse país. A 29 de dezembro de 2019, os Estados Unidos fizeram ataques aéreos contra o Kata’ib Hezbollah (um ramo da milícia xiita diretamente sob o comando da Força al-Quds) na província de al-Anbar, no norte do Iraque (segundo os relatos, matando pelo menos 25 membros das milícias e ferindo outros 55). Após a chuva de mísseis ter caído sobre a sede deste grupo, a República Islâmica, e sobretudo Khamenei, tentaram usar o incidente para transformar a vaga anti-RII nas cidades iraquianas numa vaga antiamericana e restaurar a legitimidade da Força al-Quds e das milícias xiitas. Hashd al-Shaabi emitiu uma ordem de “retaliação” que resultou no ataque à embaixada dos EUA na protegida “Zona Verde” de Bagdad, a 31 de dezembro. A milícia xiita entrou facilmente nessa área porque eles próprios faziam parte da segurança da Zona Verde. Mas esta “demonstração de força” não teve grande impacto no clima político do Iraque e a República Islâmica não beneficiou muito com isso. A principal operação norte-americana ocorreu quando Qassim Suleimani chegou a Bagdad com os seus associados do Hezbollah libanês num voo vindo de Damasco e os líderes seniores das Hashd al-Shaabi os foram receber.

O papel de Suleimani na República Islâmica

Qassim Suleimani era a encarnação e o executor da política da República Islâmica de expandir a sua influência no exterior. A sobrevivência da República Islâmica depende da continuação desta política — não devido à pretensa “defesa das fronteiras iranianas”, mas porque a República Islâmica não é meramente um regime teocrático dentro das fronteiras do Irão, é antes a peça central de um movimento islamita reacionário nesta região e, como lhe chamam os ideólogos da política da RII, é o Um al-Ghora4 do Islão ou a “Metrópole Islâmica” de outras “cidades islâmicas”. E o objetivo dela é usar o seu poder do estado no Irão para estabelecer um Império Islâmico numa região para além do Irão. Esta visão não só tornou a República Islâmica numa repressiva potência regional, como também intensificou a imposição fascista da lei da Xariá dentro do próprio Irão. Uma tal visão requer que o regime da RII faça do Irão um modelo para todas as outras “cidades islâmicas”. Esta missão reacionária estimula as guerras da Força al-Quds fora das fronteiras iranianas, bem como a chacina das massas populares dentro das fronteiras do Irão.

As guerras no Médio Oriente têm sido indubitavelmente, em grande medida, o resultado das invasões levadas a cabo pelo imperialismo norte-americano e seus aliados, especialmente desde as ocupações norte-americanas, primeiro do Afeganistão em 2001 e depois do Iraque em 2003. Mas a República Islâmica tem desempenhado um importante papel no alastramento destas guerras e tem procurado criar um espaço para desenvolver e expandir as suas milícias xiitas e, ao fazê-lo, chegaram a dar as mãos às forças armadas e de segurança dos EUA no Iraque, no Afeganistão e noutros lugares do Médio Oriente. Após a ocupação norte-americana do Iraque em 2003 e o derrube de Saddam Hussein, cresceram grandes revoltas entre os árabes sunitas contra as forças armadas dos EUA, e elas foram recebidas com uma cruel repressão pelos militares norte-americanos, mas nesta repressão a Força al-Quds em particular e a República Islâmica do Irão em geral ajudaram os EUA. Foi durante os anos de repressão interna no Iraque em 2007-2008 que foram criadas as milícias xiitas, e particularmente o Kata’ib Hezbollah, sob a liderança de Qassim Suleimani. O papel da Força al-Quds e do Kata’ib Hezbollah no assassinato das elites e intelectuais sunitas na Universidade de Bagdad não tem sido suficientemente divulgado. Depois de 2011, o Kata’ib Hezbollah desempenhou um papel decisivo na sangrenta repressão da “Primavera Árabe” na Síria e na preservação no poder do regime de Bashar al-Assad. Consequentemente, o “anti-imperialismo” da República Islâmica e de Qassim Suleimani tem sido muito “situacional” e puramente enganador.

Mais guerras devastadoras à espreita no horizonte

O conflito entre a República Islâmica e os Estados Unidos é antigo, mas com a ocupação da Casa Branca por um regime fascista pleno, esta contradição deu uma nova volta e floresce num contexto qualitativamente diferente do contexto do passado.

O regime de Trump estilhaça todos os tratados e pactos internacionais, e age como um desenfreado rufião agressivo com o objetivo de estabelecer novas normas nas relações globais e isto também abrange as relações com a República Islâmica do Irão. Com o regime de Trump, o imperialismo norte-americano tomou este “caminho” para fazer face aos desafios que enfrenta interna e internacionalmente. O estatuto do imperialismo norte-americano como “única e não-desafiada superpotência” do mundo inteiro foi abalado e ele é agora confrontado com vários desafios económicos, políticos e militares que lhe são lançados por outras potências imperialistas, nomeadamente a União Europeia, a Rússia e especialmente a China. Entretanto, a República Islâmica está a tentar garantir a sua sobrevivência tentando manobrar através das fendas e fissuras entre as potências imperialistas. O regime de Trump e Pence nos EUA está a abalar a forma “convencional” de governação da burguesia e o regime teocrata-fascista do Irão está sentado no topo de um sistema capitalista dependente do imperialismo. Mas nenhum deles pode ser considerado um “remendo inadaptado” para o funcionamento do sistema capitalista-imperialista. Eles só demonstram o potencial do sistema capitalista mundial no seu antagonismo aos interesses da maioria da população do mundo.

O imperialismo norte-americano e a República Islâmica são inimigos dos povos do Irão e de todo o Médio Oriente. A contradição entre eles tem um caráter inteiramente reacionário e parasitário, de ambos os lados da equação, e tem sido uma imensa fonte de sofrimento para os povos do Médio Oriente. O camarada Avakian conceptualizou esta contradição como sendo:

(…) estratos historicamente obsoletos da humanidade colonizada e oprimida contra estratos dominantes e historicamente obsoletos do sistema imperialista. Estes dois polos reacionários reforçam-se um ao outro, ainda que ao mesmo tempo se oponham um ao outro: se alinharmos com qualquer um destes “obsoletos” acabamos por fortalecer os dois.

Ainda que esta seja uma formulação muito importante e seja crucial para se compreender muitas das dinâmicas que impulsionam as coisas no mundo neste período, ao mesmo tempo temos de ser claros em relação a qual destes “historicamente obsoletos” tem causado os maiores danos e constitui a maior ameaça à humanidade: são os “estratos dominantes e historicamente obsoletos do sistema imperialista”, e em particular os imperialistas norte-americanos. (…)5

Nos últimos 40 anos, a República Islâmica tem vindo a fazer muitas declarações bombásticas contra os Estados Unidos, alegando ter alcançado a sua “independência” em relação aos EUA. Mas tem amarrado cada vez mais a economia iraniana aos ditames norte-americanos, expondo o país e o povo às cruéis sanções económicas dos EUA. Não só a República Islâmica do Irão, como os fundamentalistas islâmicos em geral, representam os interesses dos estratos e classes que aspiram a chegar ao poder no âmbito das relações imperialistas e para este fim têm utilizado abusivamente o ódio das massas do Médio Oriente ao imperialismo norte-americano. As ferramentas e os meios utilizados pela República Islâmica e pelo imperialismo norte-americano refletem o profundamente enraizado ódio deles às massas populares.

É desnecessário dizer que nenhum regime reacionário jamais chegará próximo do imperialismo norte-americano no nível de agressão, chacina e saque. O objetivo das forças armadas norte-americanas no Iraque e no Médio Oriente não é senão dominar uma região que tem uma significativa importância estratégica e geopolítica para a dominação do mundo inteiro. Os EUA estão no Médio Oriente para pilharem os povos destes países e os recursos deles. Os Estados Unidos estão no Médio Oriente para subordinarem as potências imperialistas da China, da Europa, do Japão e da Rússia à sua própria hegemonia global. Os EUA estão no Médio Oriente para subjugarem a República Islâmica e outros regimes reacionários da região aos interesses deles. Mas a questão é que os EUA e a República Islâmica e as guerras no Médio Oriente são produtos de um “sistema”. Sentado no topo do sistema está o imperialismo norte-americano, mas este facto não torna a República Islâmica menos criminosa, nem torna menos importante o derrube dela o mais rapidamente possível.

Sem dúvida que Trump irá tentar aproveitar o melhor possível o assassinato de Suleimani e a escalada de tensões com a República Islâmica para reforçar as suas contradições com outras fações da classe dominante dos EUA, e pode mesmo desencadear uma guerra mais vasta com o Irão para encontrar uma justificação para impor o regime fascista dele nos Estados Unidos. Alguns membros do Partido Democrata nos EUA já compararam o assassinato de Qassim Suleimani a “atirar dinamite para uma caixa inflamável”. Tudo isto é real, e o vórtice de caos e as devastadoras turbulências no Médio Oriente irão girar ainda mais rapidamente. A questão é: qual é a solução para as pessoas no Irão e no Iraque, bem como nos Estados Unidos e em todo o mundo?

É urgente a emergência de um movimento mundial que exija o fim das guerras reacionárias e imperialistas no Médio Oriente — exatamente igual ao movimento global contra a destruição do meio ambiente. As massas populares — do Afeganistão, Iraque, Irão, Líbano e Síria aos EUA, Egito, Hong Kong e Moscovo — devem unir-se e declarar que não irão tolerar a continuação e expansão destas guerras e que estão determinadas a pôr fim a todas as ações dos imperialistas norte-americanos, da República Islâmica do Irão e de outros regimes reacionários da região, incluindo os senhores da guerra islâmicos. Mais especificamente, há uma necessidade de estabelecer uma ligação/unidade política e prática, vinda de baixo, entre a luta de massas contra a República Islâmica do Irão e a luta de massas nos Estados Unidos para derrubar o regime fascista de Trump e Pence. Isto será um fator dinâmico para uma eficaz e inspiradora resistência às guerras no Médio Oriente.

É essencial uma massiva e global resistência às guerras, mas estas guerras são produtos de um problema muito mais profundo. A situação no mundo atingiu um ponto em que não só o Irão, como toda a humanidade, enfrentam uma encruzilhada crucial: enfrentar as catastróficas consequências que resultam do próprio funcionamento do sistema capitalista mundial, ou pôr fim a este sistema através de revoluções comunistas e mudar o curso da sociedade humana em direção a um futuro vibrante que seja milhões de vezes melhor do que é hoje.

Como irá evoluir a situação atual, que altos e baixos e que voltas e reviravoltas irão ocorrer e qual será o resultado disso, depende de vários fatores.

Mas a liberdade e a oportunidade das pessoas e do nosso partido (o Partido Comunista do Irão/MLM) estão em organizar o derrube revolucionário da República Islâmica do Irão e em estabelecer a Nova República Socialista do Irão e ajudar a abrir o mesmo caminho em qualquer outro ponto desta região.

Fortalecer este caminho num país como os EUA e sob a liderança do Partido Comunista Revolucionário, EUA, terá um profundo impacto na moral e na visão das pessoas em todo o mundo e irá anunciar-lhes que este mundo de opressão e crueldade pode ser derrubado através de uma revolução concreta. Com esta visão e a bússola do “Novo Comunismo”, resolvemos abrir o nosso caminho através das voltas e reviravoltas e dos caminhos tumultuosos em direção a um futuro radicalmente diferente. Já estamos atrasados, por isso aproveitemos o momento.

Revolução, e nada menos!
Abaixo as guerras imperialistas e reacionárias!
Abaixo a República Islâmica do Irão — Abaixo o imperialismo norte-americano!
Viva a unidade internacionalista!
Avançar na revolução comunista para uma Nova República Socialista do Irão!

Partido Comunista do Irão (Marxista-Leninista-Maoista)
5 de janeiro de 2020


1.  O Hashd al-Shaabi (ou Mobilização Popular) no Iraque é uma milícia xiita afiliada à Força Quds e a Quds é o ramo externo das forças armadas da República Islâmica.

2.  Isto foi feito pelo famoso vulto literário e romancista muito conhecido Mahmoud Dolatabadi. Ele tem mais de 80 anos e foi no passado apoiante do Partido Tudeh (um partido iraniano apoiante do partido revisionista da então União Soviética).

3.  Declaração Analítica do PCI(MLM) — 17 de maio de 2019.

4.  Que significa literalmente “a mãe de todas as aldeias”.

5.  Bob Avakian, Desenvolver Um Outro Caminho, Seção “Mais sobre os ‘dois historicamente obsoletos’”, revcom.us/avakian/anotherway/ (em inglês) ou revcom.us/avakian-es/ba-forjar-otro-camino-es.html (em castelhano).