Do Revolution/Revolución, voz do Partido Comunista Revolucionário, EUA (em inglês e em castelhano a 28 de fevereiro de 2026)

Nota da redação do Revolution/Revolución: O seguinte texto é um comunicado da organização de mulheres iranianas e afegãs Osyan (que significa “rebelião” na língua farsi), publicado esta manhã.

Da Osyan:

Fora do Irão, já!

Os criminosos mais sanguinários deste sistema tomaram o nosso destino nas mãos deles, e enviaram descaradamente uma mensagem às pessoas: “Não saiam das vossas casas porque as bombas estarão em todo o lado. Assim que terminarmos, vamos informar-vos!” (disse Trump, hoje). Quando é que terminarão vocês e o vosso sistema com os oprimidos do Irão e do mundo? Quando acabarem com o planeta que incendiaram? Antes, as vossas garras estavam “em todo o lado” para sugarem o petróleo e o sangue vital dos operários, dos trabalhadores e dos desempregados — agora, as vossas bombas estão em todo o lado! Vocês destroem vidas das pessoas a cada passo que dão (até agora, foram assassinadas 42 meninas na escola primária feminina de Minab) e até se vangloriam às pessoas de que deveriam “terminar o trabalho”? Fora do Irão, já!

Esta guerra NÃO é o mesmo que a Guerra de Doze Dias

Os Estados Unidos deram o passo final para impor o seu domínio total sobre o Irão e o Médio Oriente ao lançarem um ataque militar contra o Irão. Há alguns dias, Trump declarou arrogantemente: “Se efetivamente não chegarmos a um acordo com a República Islâmica, infelizmente será um dia muito mau para o Irão e o seu povo.” A República Islâmica, sabendo que uma rendição nas negociações significaria o seu fim, impôs esta guerra devastadora ao povo do Irão e da região. Desta vez, ao contrário de junho de 2025, atacou todas as bases norte-americanas na região.

Mas esta guerra não é só o produto das decisões de Trump ou Khamenei; é o resultado de toda a ordem imperialista-capitalista, cuja lógica só conhece a guerra, a pilhagem e a dominação para sua própria sobrevivência. Com a continuação desta trajetória, não é absurdo esperar uma guerra em grande escala. Ninguém sabe como irá acabar este ataque, mas é evidente que ambos os lados estão totalmente preparados para desencadear uma destruição massiva e um derramamento de sangue sobre o povo ao serviço dos seus próprios interesses!

Já não podemos permitir isso

Reza Pahlevi, em nome da máquina de morte e destruição de Israel e dos EUA, chama a este ataque massivo uma “intervenção humanitária” e, uma vez mais, vende falsas esperanças às pessoas que foram massacradas pela criminosa República Islâmica apenas no mês passado — alegando que esta é a “ajuda” que era suposto chegar! Parem de enganar as pessoas e de distorcer as palavras e a realidade! Vocês chamam “ajuda” aos “ataques”, chamam “liberdade” à “repressão”. Chamam “revolução” à “regressão reacionária” e, ao mesmo tempo que espumam pela boca pela “integridade territorial”, aplaudem a invasão norte-americana do Irão. Não podemos permitir que sequestrem as justas lutas do povo iraniano e o transformem num refém de criminosos globais.

A República Islâmica tem de se ir embora

Ao longo de 47 anos, o regime islâmico governante aprisionou a vida das pessoas dentro deste sistema, ao mesmo tempo que adotava posses vazias de independência e anti-imperialismo! Agora, no seu momento de maior fraqueza, ou assassina o próprio povo e intensifica a repressão numa situação de guerra, ou o deixa indefeso perante a máquina de guerra. A existência da República Islâmica enfraqueceu as pessoas na sua luta contra os imensos horrores que enfrentam, transformando-as em meros “números” de mortos e vítimas.

Nós, o povo, não ficaremos à margem perante as ordens de Trump e do gangue dele, nem ficaremos na retaguarda da chamada “batalha nacional” perante as ordens de Khamenei. Organizamo-nos para enfrentar os crimes e as maquinações imperialistas, e o derrube da República Islâmica é uma parte essencial da nossa luta. Os nossos interesses estão em nos levantarmos contra a totalidade deste sistema — não em alinharmos atrás de um dos seus polos que, em última instância, se reforçam uns aos outros.

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