Do Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG) de 5 de Janeiro de 2004, aworldtowinns.co.uk

O Exército Popular de Libertação do Nepal continua a atingir o regime real

O seguinte relato sobre os avanços da guerra revolucionária no Nepal é retirado, ligeiramente editado, do Boletim de Informação Maoista n.º 7 (de 15 de Dezembro de 2003), publicado pelo Partido Comunista do Nepal (Maoista). O PCN(M) tem dirigido a Guerra Popular desde 1996.

O heróico Exército Popular de Libertação (EPL) do Nepal tem dado severos golpes ao mercenário ERN (o Exército Real do Nepal, apoiado pelos EUA), dia após dia e em todas as frentes possíveis em todo o país. Há relatos quase diários de minagens bem-sucedidas (minas terrestres usadas contra veículos militares), de emboscadas, de ataques comando e de diversas batalhas fronteiriças contra as genocidas forças armadas reais. Organizadas pelo Comando Unificado, estas acções revolucionárias mataram centenas de soldados inimigos e resultaram na apreensão de grandes quantidades de munições. Isso forçou os assassinos contratados da despótica monarquia a retirarem-se para os recentemente fortalecidos quartéis em áreas estratégicas seleccionadas.

As forças revolucionárias controlam agora mais de 80 por cento do país. Para esconderem a sua derrota e embaraço, os açougueiros reais têm vindo a movimentar-se furtivamente em áreas vizinhas e a massacrar activistas políticos desarmados e as massas em geral, para cumprirem a sua quota diária de “mortes em combate” que serão alardeadas pela comunicação social controlada pelo estado.

No mais recente ataque bem-sucedido contra os mercenários reais, 14 membros da Força Policial Armada (FPA), incluindo um inspector e vários oficiais de grau inferior, foram mortos a 14 de Dezembro, quando o seu veículo explodiu numa emboscada com minas terrestres ao longo da estrada Jaleshwor-Bardibas, no distrito de Mahottari, Terai oriental. (Ao contrário de muitas outras regiões montanhosas, o Terai, a região de planícies ao longo da fronteira com a Índia, era até recentemente uma das zonas onde o ERN aparentava ser mais forte.)

O EPL deu ao ERN um golpe fatal a 1 de Dezembro, numa das batalhas fronteiriças mais longas com os mercenários reais. Morreram quinze homens do ERN e outros 17 ficaram feridos em Khimdi, Pandaun (distrito de Kailali), no extremo ocidental do Terai. O EPL também conseguiu apreender quatro SLRs com 5000 salvas de munição e 20 cartuchos, quatro espingardas .303, uma Magnum, um conjunto de comunicações e uma grande quantidade de outras munições e material. Porém, sete camaradas foram martirizados durante essa acção, incluindo o chefe de batalhão, Camarada Prahar, e dois chefes de companhia, Camaradas Kushal e Sameer.

Anteriormente, a 15 de Novembro, o General-Brigadeiro Sagar B. Pande, chefe do departamento de produção do ERN, e três outros soldados, explodiram numa emboscada perto de Bhaise, distrito de Makwanpur (Terai central interior).

Acções militares bem-sucedidas tiveram lugar quase diariamente em diferentes partes do país. Na Região Ocidental, um feroz encontro com os mercenários reais teve lugar a 13 de Dezembro, em Pachhawang, no distrito de Rolpa. Foram mortos mais de 10 soldados do ERN. Porém, quatro camaradas, incluindo o Comissário de Batalhão, Camarada Vivek, foram martirizados durante essa acção. A 10 de Dezembro, foi morto um mercenário do ERN e vários ficaram feridos numa emboscada em Jamune, no distrito de Tanahu. Foram mortos dois açougueiros do ERN num ataque comando aos escritórios alfandegários de Nepalganj, a 8 de Dezembro. Num encontro com o ERN na selva Baghchheda de Balchhen, no distrito de Doti, a 6 de Dezembro, foram mortos dois mercenários e vários outros ficaram feridos.

A 7 de Dezembro, um inspector policial foi mortalmente atingido a tiro em Yaduwa, distrito de Dhanusha, na Região Oriental, e dois polícias foram eliminados no distrito de Dhankuta. Numa emboscada em Aitbare Ramite, no distrito de Morang, a 4 de Dezembro, quatro mercenários do ERN conheceram uma morte ignominiosa. Numa mina de estrada em Magurmadi, na municipalidade de Mechi, foram mortos três polícias a 24 de Novembro. Dois membros da FPA foram mortos numa emboscada em Tehrathum, Ratmate, a 21 de Novembro. Em Kanepokhari, no distrito de Morang, a 18 de Novembro, foram mortos 11 homens da FPA e 4 ficaram feridos, numa das minagens de estrada mais devastadoras. Foram mortos quatro mercenários do ERN num encontro em Mangalbare, no distrito de Ilam, a 16 de Novembro.

Houve notícia de outras emboscadas e minagens, nas quais vários membros do Exército Real do Nepal foram mortos, muitos mais ficaram feridos e muito armamento foi apreendido.

Noutro desenvolvimento de nota nos meses recentes, soldados têm continuamente abandonado as forças armadas do antigo estado para se juntarem ao campo revolucionário. Até agora, muito mais de 500 pessoas abandonaram o ERN, a FPA e a polícia civil. No mais recente incidente, o Chefe de Pelotão Lal B. Ranjali, de Surkhet, que servia no acampamento do ERN em Bajura, desertou e juntou-se ao EPL. Trouxe consigo uma espingarda M-16 e 150 salvas de munição e apelou a outros membros do ERN para que seguissem o seu exemplo.

Porém, os propagandistas reais têm escondido estas notícias do público. (A comunicação social ocidental também repetiu falsos relatos de perdas revolucionárias em Dezembro.)

O texto completo do Boletim de Informação Maoista e outros documentos do Partido estão disponíveis na página internet dos apoiantes do CPN(M): www.cpnm.org.