A luta radical do povo iraniano no Ashura prenunciou novos desenvolvimentos no movimento popular e desencadeou reacções de pânico dentro de diferentes facções da classe dominante e outros sectores da burguesia. Face à extrema brutalidade do regime, os manifestantes defenderam-se, responderam e deram aos assassinos e arruaceiros do regime uma amostra do potencial poder do povo.
Por Clark C. Kissinger
Joseph teve um tipo de morte que ninguém merece ter, no centro norte-americano Krome de detenção de refugiados na Florida. O pastor protestante de 81 anos, portador de um visto norte-americano válido, tinha entrado legalmente nos EUA e pedido asilo político. Se fosse cubano, ter-lhe-ia sido atribuído automaticamente. Os haitianos são considerados de uma forma diferente.
A 26 de Dezembro, milhões de iranianos saíram uma vez mais às ruas em todo o país, na continuação da sua luta contra o tirânico e reaccionário regime islâmico. Ignoraram os conselhos dos líderes do “movimento verde”, de alguns intelectuais liberais e da comunicação social pró-imperialista para ficarem quietos face à brutal violência.
As pessoas em todo o mundo estão a assistir aos acontecimentos no Haiti com o coração na boca. As imagens que se vêem na televisão são muitas vezes insuportáveis. Raramente um povo precisou tanto da ajuda internacional como os haitianos neste momento.
O que fez com que tantos haitianos vivessem tão perto do precipício que, quando um desastre natural atingiu as suas vidas, passaram da catástrofe diária a um pesadelo inimaginável? Qual a ligação entre como as coisas ficaram no Haiti e as políticas reaccionárias que os EUA estão a implementar, quando o povo haitiano precisa de ajuda de emergência como poucos povos alguma vez precisaram?
Uma entrevista, realizada em Londres em Novembro passado, com G. N. Saibaba, Secretário-Geral da Frente Democrática Revolucionária da Índia, sobre a Operação Caçada Verde, uma ofensiva do governo indiano contra os revolucionários maoistas nas montanhas e florestas da Índia central e oriental.
Por Larry Everest
Na realidade, os EUA ajudaram a instigar a invasão soviética do Afeganistão. Em Julho de 1979, cerca de cinco meses antes da invasão soviética, os EUA iniciaram uma campanha encoberta para destabilizar o governo pró-soviético do Afeganistão, armando e financiando a oposição islâmica.
Qual a ligação entre o arquivamento das acusações contra os guardas da Blackwater que assassinaram 17 civis e feriram mais 27 num cruzamento em Bagdad em 2007, um atentado suicida contra uma base da CIA no Afeganistão e os dois últimos massacres de civis nesse país? Estes acontecimentos de fim de ano no Iraque e no Afeganistão fizeram notícia, mas os principais meios de comunicação social não uniram os pontos.
Após meses de debate entre os principais estrategas militares e políticos dos EUA e de consultas com outros governos imperialistas ocidentais, o Presidente norte-americano Barack Obama anunciou finalmente as linhas gerais de uma nova estratégia para o Afeganistão. O aspecto mais importante foi a sua decisão de enviar durante os próximos seis meses tropas adicionais suficientes para quase triplicar o número de ocupantes desde que recebeu a Casa Branca de George W. Bush.
O Corredor Maoista vai do Bengala Ocidental aos estados indianos de Jharkhand, Orissa, Chhattisgarh, Andhra Pradesh e Maharashtra. Inclui zonas florestadas como a floresta de Dandakaranya. Os seus milhões de habitantes tribais foram empurrados para as regiões florestais por vagas de invasores. Têm uma longa história de rebeliões e insurreições contra o domínio colonial britânico e têm sido uma importante base da actividade comunista.
Os protestos do 7 de Dezembro, Dia Nacional do Estudante, revelaram uma situação em evolução na insurreição do Irão. Entre esses protestos estiveram algumas das acções de rua tacticamente mais combativas desde o início do actual movimento após as eleições presidenciais de Junho passado, envolvendo escolas e universidades de todo o país, incluindo no Curdistão iraniano.
A 25 de Novembro de 1960, numa escura estrada na República Dominicana, arruaceiros contratados pelo regime de Trujillo emboscaram e assassinaram as três irmãs Mirabel. O exemplo dessas jovens que dedicaram as vidas ao derrube de um governante imposto pelos norte-americanos inflamou ainda mais uma luta que acabaria por levar em 1965 a uma insurreição armada contra uma invasão dos EUA. Há várias décadas que activistas contra o imperialismo e a opressão das mulheres marcam este aniversário em muitos países.
Um assassino em série andou a estrangular mulheres num bairro negro pobre de Cleveland. A polícia acabou por fazer buscas à casa dele, depois de ele ter tentado sequestrar outra mulher. Encontraram os restos mortais de pelo menos 11 mulheres. Mas muito mais começou a vir a lume. Veio-se a verificar que as autoridades tinham motivos para saber o que estava a acontecer e não se preocuparam.
Em 2002, as tropas norte-americanas começaram a fazer abertamente missões militares nas Filipinas. Desde então, os EUA já forneceram 1,6 mil milhões de dólares em ajuda militar e económica ao governo filipino, muita dela centrada na historicamente muçulmana (“moro”) e profundamente oprimida ilha meridional de Mindanao.
A nova vaga de protestos que rebentou a 4 de Novembro em Teerão e noutras cidades do Irão foi grande e combativa. Ocorreu numa data contestada, não, como seria de esperar, entre a facção dominante do regime e a facção da oposição islâmica mas entre o regime e a liderança verde por um lado e os opositores mais radicais ao regime por outro.
Pela primeira vez desde a sua chegada ao poder no Irão, o regime islâmico tem estado em conversações directas e publicamente admitidas com os EUA. Este processo começou com uma reunião entre o Irão e os 5 membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha.
O governo indiano iniciou uma vaga de prisões de alegados líderes do Partido Comunista da Índia (Maoista) como parte dos seus preparativos para desencadear uma ofensiva militar generalizada contra as zonas de guerrilha.
Aproveitando a presença do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad na ONU em Nova Iorque, milhares de iranianos de toda a América do Norte e de outros locais levaram a cabo dois dias de vigorosos protestos contra esse ícone do ódio para muitos milhões dos seus compatriotas. Neles participaram uma grande diversidade de pessoas, incluindo muitos veteranos da revolução de 1979 forçados ao exílio e jovens de ascendência iraniana nascidos nos EUA e no Canadá.
Passa pouco das 10h da manhã. As ruas estão a encher-se de pessoas que vieram para protestar. Algumas dirigem-se à Rua Enghelab, outras sobem a rua em que estou. Algumas dirigem-se às ruas e vielas laterais. Estão a tentar juntar-se a uma outra manifestação, evitando serem dispersas.
A 18 de Setembro, os iranianos encheram uma vez mais as ruas para exprimirem o seu ódio ao regime. Este tem reprimido brutalmente qualquer tipo de oposição nas últimas seis semanas e não autorizou nenhuma manifestação nos últimos três meses, mas desta vez viu-se perante uma contradição que fez com que não pudesse negar ao povo esta oportunidade de protestar.
A denúncia por parte de alguma comunicação social da oferta do governo de Uribe para deixar as forças armadas norte-americanas terem bases na Colômbia revelou apenas uma parte da realidade. Essa oferta é esperada há um ano, desde o desfile de vários representantes dos EUA que foram à Colômbia.
Após quase 2 anos de proibição, reapareceu a People's March, uma revista maoista da Índia. O editor P. Govindan Kutty, que passou 21 meses na prisão sem qualquer acusação, mantém-se sem se vergar perante o governo, apesar das ameaças de voltar a ser preso. Ele está decidido a continuar a publicar a revista. E isso é uma vitória para a luta popular.
Por Ravindran
Não há dúvida nenhuma que o exército do Sri Lanka obteve uma importante vitória militar sobre os Tigres de Libertação do Tamil Eelam (LTTE na sigla em língua inglesa). Como é que uma das forças de guerrilha mais poderosas do mundo pode ter sofrido uma tal derrota?
Um incidente fez com que os ocupantes ficassem muito mal vistos, não só no Afeganistão como também entre o público ocidental a quem estavam a pedir que aceitasse um novo aumento do número de tropas ocupantes, exactamente numa altura em que no Ocidente se começa a evaporar o apoio à guerra. Mas a própria controvérsia é criminosa e também mostra quão criminosa é esta guerra.
A Colômbia emergiu como a peça central das movimentações de Washington para intensificar a presença militar norte-americana na América Latina. Contrastar a forma como a administração Obama tem tratado os presidentes da Colômbia e das Honduras ajuda a clarificar a hipocrisia norte-americana e revela as suas verdadeiras intenções.
Hillary Clinton foi à Índia com uma agenda mortífera. A Índia temia uma alteração das suas relações com os EUA com o novo governo Obama. Além disso, com a visita a ocorrer apenas dias depois de o G8 ter reafirmado um compromisso de não-entrega de tecnologias de enriquecimento e reprocessamento nuclear a países não signatários do Tratado de Não Proliferação Nuclear, a Índia, não signatária desse tratado, pode ter pensado ter razões de preocupação.