33 anos depois do assassinato de
Ribeiro Santos

30 anos depois do assassinato de
Alexandrino de Sousa

 

Um pequeno grupo de revolucionários deslocou-se no passado dia 9 de Outubro ao Cemitério da Ajuda, onde se situam as campas dos camaradas Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa, numa romagem organizada pelo Pró Centro de Estudos Operários - Memória Laboral (Pró CEO-ML).

Este ano a homenagem teve um particular significado porque passaram exactamente 30 anos sobre a morte de Alexandrino de Sousa. A 9 de Outubro de 1975, Alexandrino de Sousa integrava uma brigada que, na Praça do Comércio em Lisboa, colava cartazes a convocar um comício para assinalar o 3º aniversário da morte de Ribeiro Santos. Os membros da brigada foram subitamente cercados por dezenas de elementos ligados à organização neo-revisionista UDP que, aproveitando-se da sua superioridade numérica, os insultaram e agrediram, lançando-os de seguida ao rio Tejo. Com a ajuda de populares que vieram em seu socorro, os restantes membros da brigada foram levados para o hospital para serem tratados, mas Alexandrino de Sousa foi retirado da água já morto, por afogamento.

José Alexandrino de Sousa era um militante maoista de longa data. Antes de Abril de 1974, fora espancado por gorilas fascistas-marcelistas e preso e torturado pela PIDE. Notabilizou-se na direcção das lutas estudantis, em particular na Faculdade de Direito onde estudava (e onde ainda hoje se pode ver o seu retrato por cima da entrada principal, ao lado do de Ribeiro Santos, também ele estudante de Direito). Na altura da sua morte, integrava o Comité Revolucionário dos Estudantes da Faculdade de Direito, era dirigente da Federação de Estudantes Marxistas-Leninistas (FEM-L) - a organização do MRPP para a juventude estudantil - e também director do jornal Guarda Vermelho.

Durante a romagem, que decorreu numa atmosfera de grande combatividade, alguns camaradas leram poemas de homenagem aos dois revolucionários e disseram algumas palavras em sua memória. Recordar os camaradas caídos em combate é um dever dos revolucionários. A preparação para novos combates requer o conhecimento das lições e dos exemplos do passado.

15 de Outubro de 2005

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