Reportagem das ruas de Los Angeles

Do Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG) de 14 de novembro de 2016, aworldtowinns.co.uk

O seguinte artigo é da edição de 14 de novembro de 2016 do jornal Revolution/Revolución, voz do Partido Comunista Revolucionário, EUA (revcom.us).

De um correspondente:

Na sexta-feira, 11 de novembro, um protesto de 3000 pessoas bloqueou a Autoestrada 101 que atravessa o centro de Los Angeles [LA] e marchou pela baixa da cidade. Houve 200 detenções, a juntar às centenas de outras detenções de manifestantes na quarta e na quinta-feira. Outros protestos tiveram lugar em cidades e universidades ao longo de toda a Califórnia Sul.

No sábado de manhã, bem mais de 10 mil pessoas vindas de toda a Califórnia Sul – chocadas e indignadas com a eleição de Donald Trump – juntaram-se no Parque MacArthur, no centro da comunidade imigrante da América Central, e marcharam até ao Edifício Federal na baixa de Los Angeles. Era o quarto dia seguido em que manifestantes anti-Trump tomavam as ruas de LA. Vieram pessoas de muitos setores diferentes da sociedade com todo o tipo de cartazes feitos à mão, deixando coletivamente uma mensagem séria, determinada e poderosa de que a eleição de Donald Trump é inaceitável, e de que o programa fascista dele contra as pessoas tem de receber oposição.

Estudantes do ensino universitário e secundário vieram de muitas escolas diferentes onde nos dias anteriores tinham ocorrido protestos, manifestações e saídas organizadas. Havia uma poderosa presença de mulheres de todas as idades para exprimirem, juntamente com os homens, uma visceral repugnância pela vil e perigosa misoginia de Trump contra as mulheres. E havia um grande número de pessoas da comunidade LGBT cujas vidas estão ameaçadas pelo programa fascista cristão que Trump e Pence apoiam abertamente. Os manifestantes exprimiram fortemente o seu apoio aos imigrantes, incluindo com gritos de que “os imigrantes são bem-vindos aqui”, ao mesmo tempo que imigrantes da América Central enchiam as ruas.

Havia um sentimento palpável de que o país tinha acabado de entrar num novo e perigoso período. Neste momento, o título da declaração publicada pelo revcom.us, e divulgada em centenas de cartazes – “Em nome da Humanidade, RECUSAMO-NOS a aceitar uns Estados Unidos fascistas” – já teve um poderoso impacto em muitas, muitas pessoas, e no conjunto da manifestação. Exprimia a seriedade e gravidade deste momento histórico, ao mesmo tempo que eleva as perspetivas das pessoas para verem que estão a agir no interesse de toda a humanidade. Antes e durante a marcha, centenas de pessoas pediram cartazes e fizeram generosas doações para os pagar. Durante o dia foram recolhidos mais de $800 em doações para os cartazes.

Um vibrante contingente do Clube Revolução levou centenas e centenas de pessoas ao longo do dia a se comprometerem, de uma forma apelo-e-resposta a não conciliarem; a não se acomodarem; e a não colaborarem; e a agirem em nome da humanidade. E milhares de cópias da declaração “Em nome da Humanidade, RECUSAMO.NOS a aceitar uns Estados Unidos fascistas”, juntamente com o panfleto “COMO PODEMOS VENCER: Como podemos realmente fazer a revolução”, foram levados pelos manifestantes e pelos imigrantes que encheram as ruas.