Recebemos da Plataforma Anticapitalista, que agrupa o Colectivo de Comunistas Revolucionários, o Colectivo Mudar de Vida e o Colectivo Política Operária, a seguinte folha que reproduzimos. Uma versão em formato PDF está disponível aqui.
Patronato, governo e partidos do poder fazem-nos crer que a
recuperação da presente crise capitalista exige sacrifícios
partilhados por todos. Na verdade, são os trabalhadores assalariados
que estão a suportar o grosso dos sacrifícios.
O ponto central da nossa posição é de que os trabalhadores devem rejeitar pagar os custos da crise – pela acção de massas, pelo apoio mútuo, pela solidariedade de classe (nacional e, sempre que possível, internacional).
Consideramos que a resposta à crise não está na habilidade das “soluções” propostas, mas na força posta no confronto de classes.
Para os trabalhadores, o resultado depende da resistência que opuserem às medidas aplicadas por governos e patrões, das exigências que colocarem, da energia que puserem na sua defesa.
A expressão que resume esta ideia é: O capital que pague a crise
As exigências concretas que pretendemos popularizar são as seguintes:
Colectivo de Comunistas Revolucionários
Colectivo Mudar de Vida
Colectivo Política Operária
5 Julho 2009
Diversas organizações e pessoas a título individual encontraram-se, em Abril, Junho e Julho, para trocarem informações e para analisarem em comum a presente situação política do país e do mundo.
Em resultado, decidiram:
1. Dar continuidade aos encontros com as seguintes finalidades:
2. Criar uma folha, não periódica, mas com desejável regularidade, com vista a divulgar posições sobre acontecimentos políticos, apoiar acções de luta de trabalhadores, etc, que os participantes dos encontros achem pertinentes.
3. Discutir e definir uma plataforma reivindicativa com o objectivo de criar uma base de acção comum. Em consequência das discussões travadas, foi aprovada a plataforma “O capital que pague a crise”. (divulgada nesta folha)
A meta imediata é dar a conhecer posições políticas anticapitalistas, hoje francamente minoritárias, sobre a situação portuguesa e internacional, particularmente em resposta à presente crise mundial.
O propósito é lançar e divulgar o mais possível um conjunto de exigências económicas e políticas de alcance imediato que respondam à situação actual e que, desse modo, encontrem eco entre os trabalhadores.
Tais exigências têm em conta os problemas presentes das classes trabalhadoras e o estado de consciência da maioria.
Mas em vez de pregarem a moderação e a resignação, procuram pôr em contraste os interesses de classe que se chocam na presente crise e incentivar os trabalhadores a reagirem e a rejeitarem pagar-lhe os custos.
4. Promover uma campanha de divulgação pública da plataforma aprovada e de recolha de apoios.
5. Marcar novo encontro para debater as eleições legislativas e autárquicas.
Colectivo de Comunistas Revolucionários
Colectivo Mudar de Vida
Colectivo Política Operária
5 Julho 2009