Recebemos da Plataforma Anticapitalista, que agrupa o Colectivo de Comunistas Revolucionários, o Colectivo Mudar de Vida e o Colectivo Política Operária, a seguinte folha que reproduzimos. Uma versão em formato PDF está disponível aqui.


Plataforma Anticapitalista
Setembro 2009

O capital que pague a crise

Patronato, governo e partidos do poder fazem-nos crer que a recuperação da presente crise capitalista exige sacrifícios partilhados por todos. Na verdade, são os trabalhadores assalariados que estão a suportar o grosso dos sacrifícios.

O ponto central da nossa posição é de que os trabalhadores devem rejeitar pagar os custos da crise – pela acção de massas, pelo apoio mútuo, pela solidariedade de classe (nacional e, sempre que possível, internacional).

Consideramos que a resposta à crise não está na habilidade das “soluções” propostas, mas na força posta no confronto de classes.

Para os trabalhadores, o resultado depende da resistência que opuserem às medidas aplicadas por governos e patrões, das exigências que colocarem, da energia que puserem na sua defesa.

A expressão que resume esta ideia é: O capital que pague a crise

As exigências concretas que pretendemos popularizar são as seguintes:

1. Trabalho para todos

2. Combate à pobreza e à degradação do nível de vida

3. Mais justiça social em vez de polícia

4. Pôr em minoria os partidos do capital

Colectivo de Comunistas Revolucionários
Colectivo Mudar de Vida
Colectivo Política Operária

5 Julho 2009


Encontros da Plataforma Anticapitalista

Diversas organizações e pessoas a título individual encontraram-se, em Abril, Junho e Julho, para trocarem informações e para analisarem em comum a presente situação política do país e do mundo.

Em resultado, decidiram:

1. Dar continuidade aos encontros com as seguintes finalidades:

2. Criar uma folha, não periódica, mas com desejável regularidade, com vista a divulgar posições sobre acontecimentos políticos, apoiar acções de luta de trabalhadores, etc, que os participantes dos encontros achem pertinentes.

3. Discutir e definir uma plataforma reivindicativa com o objectivo de criar uma base de acção comum. Em consequência das discussões travadas, foi aprovada a plataforma “O capital que pague a crise”. (divulgada nesta folha)

A meta imediata é dar a conhecer posições políticas anticapitalistas, hoje francamente minoritárias, sobre a situação portuguesa e internacional, particularmente em resposta à presente crise mundial.

O propósito é lançar e divulgar o mais possível um conjunto de exigências económicas e políticas de alcance imediato que respondam à situação actual e que, desse modo, encontrem eco entre os trabalhadores.

Tais exigências têm em conta os problemas presentes das classes trabalhadoras e o estado de consciência da maioria.

Mas em vez de pregarem a moderação e a resignação, procuram pôr em contraste os interesses de classe que se chocam na presente crise e incentivar os trabalhadores a reagirem e a rejeitarem pagar-lhe os custos.

4. Promover uma campanha de divulgação pública da plataforma aprovada e de recolha de apoios.

5. Marcar novo encontro para debater as eleições legislativas e autárquicas.

Colectivo de Comunistas Revolucionários
Colectivo Mudar de Vida
Colectivo Política Operária

5 Julho 2009