Tribunal indiano prolonga detenção de revolucionário do Nepal
22 de Setembro de 2003. Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar.

Um juiz em Chennai, no estado indiano do Tamil Nadu, decidiu a 18 de Setembro que Chandra Prakash Gajurel será mantido em custódia pelo menos durante mais 15 dias. As autoridades indianas prenderam este dirigente do Partido Comunista do Nepal (Maoista) no aeroporto de Chennai a 20 de Agosto quando se preparava para voar para a Europa para levar a cabo trabalho do partido. O camarada Gaurav, como é conhecido, é acusado de usar um passaporte falso. Em vez de tratar do assunto em poucos dias e impor uma multa, como é prática habitual em tais casos, as autoridades indianas actuaram como se se tratasse de uma ofensa grave. Foi-lhe negada fiança e mantiveram-no na prisão. Os seus apoiantes acreditam que ao detê-lo sob o pretexto de investigação adicional, as autoridades indianas de facto o estão a manter como um refém político contra o PCN(M). A Índia e os EUA são os principais suportes da reaccionária e completamente corrupta monarquia do Nepal que tem sido encurralada pela guerra popular dirigida pelo PCN(M).

Essa foi a primeira aparição em tribunal do Camarada Gajurel, um mês depois da sua prisão. Os seus apoiantes tinham convocado uma conferência de imprensa para depois da sessão. O juiz consentiu e os meios de comunicação social estiveram presentes, mas a polícia impediu a sua realização. Este é um tratamento altamente político para alguém cujo pedido de estatuto de prisioneiro político nem sequer teve a devida consideração.

O recente nº 4 do Boletim de Informação Maoista do PCN(M) advertia, "Entretanto foi noticiado que o regime real pediu a extradição do Camarada Gajurel e há um perigo real de o Estado indiano o entregar aos açougueiros do Nepal. Embora o tratado de extradição em vigor entre os dois países não obrigue legalmente à entrega de presos políticos ao outro lado, os governantes indianos têm vindo a invocar selectivamente diferentes tratados e leis à medida dos seus próprios interesses. Por exemplo, não entregaram os membros do Partido do Congresso do Nepal acusados de sequestrar um avião e do roubo de um banco nos anos 70, mas pronta e sorrateiramente entregaram o Camarada Bamdev Chhetri e outros no ano passado. A misteriosa detenção do Camarada Gajurel sem qualquer julgamento formal durante quase um mês naturalmente despertou agora a suspeita de muita gente de que algo suspeito se passa entre os dois estados reaccionários." (Texto completo em www.cpnm.org)

Apoiantes do Movimento de Resistência Popular Mundial, activo no apoio à guerra popular no Nepal, lançaram uma campanha para exigir a libertação imediata e incondicional do Camarada Gajurel. Cartas de protesto dirigidas ao primeiro-ministro da Índia começaram a chegar de todo o mundo. Muito pouco tempo após a sua prisão, declarações de apoio foram emitidas por um largo espectro de forças políticas, incluindo a Frente Democrática Nacional das Filipinas, o Partido do Trabalho da Bélgica, o Partido Comunista da Noruega, o Partido Comunista (ML) da Grécia e o Centro Comunista Maoista da Índia, ao mesmo tempo que estão a ser contactados proeminentes intelectuais e personalidades da Ásia Meridional e da Europa para também o fazerem.

Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese