Justiça para K. Muraleedharan (Ajith)!

Do Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG) de 12 de setembro de 2016, aworldtowinns.co.uk

O seguinte texto é do sítio internet do jornal indiano Sanhati (publicado a 12 de setembro).

A globalmente conhecida pensadora feminista e filósofa Judith Butler, Professora na Universidade da Califórnia em Berkeley, apoiou a campanha global para que sejam fornecidos cuidados médicos formais ao doente e preso maoista em fase de julgamento, K. Muraleedharan, do estado indiano do Querala, detido durante os últimos 15 meses na Prisão Central de Yerawada, perto de Pune. A Prof.ª Butler endossou o apelo numa mensagem de correio eletrónico enviado ao Justiça para Murali, um coletivo global que exige cuidados médicos e fiança para Muraleedharan, de 62 anos, que sofre de doenças cardíacas.

Intelectuais públicos e cientistas sociais globalmente conhecidos como o Prof. Noam Chomsky, o Prof. Gayatri Chakravarty Spivak e o Prof. Partha Chatterjee já endossaram o apelo.

O Prof. G. Haragopal, do Comité de Defesa para a Libertação dos Presos Políticos, e o poeta Varavara Rao apelaram à concessão imediata de fiança ao Sr. Muraleedharan por razões médicas. “Como doente do coração, ele requer tratamento e ajuda médica atempadas. As autoridades estão a negar-lhe até estes direitos básicos”, disseram eles. O Prof. GN Saibaba, o Prof. C. Sheshayya, Presidente do Comité das Liberdades Civis do Andhra Pradesh, o Prof. G. Lakshman, Presidente do Comité das Liberdades Civis do Telengana, estão entre as pessoas que vieram a público exigir cuidados médicos formais e fiança para o Sr. Muraleedharan.

Justiça para Murali (Camarada Ajith)

O Justiça para Murali é um coletivo global que emergiu para assegurar cuidados e tratamento médico formais e fiança para Muraleedharan K. (Murali Kannampilly), um ativista político radical durante as últimas quatro décadas e um distinto estudioso de economia política e estudos dalits e autor de “Terra, Casta e Servidão”, uma análise pioneira das relações agrárias no estado indiano do Querala. Murali tem vindo a definhar na Prisão Central de Yerawada, perto de Pune, ao longo dos últimos 15 meses como preso em fase de julgamento.

As condições de saúde de Murali, de 62 anos, que já foi submetido a uma cirurgia de coração aberto, têm sido desde então uma questão de grande preocupação para os amigos, camaradas, familiares e outras pessoas que desejam o bem dele, desde a prisão dele. Tal como se temia, a situação de saúde dele deu uma volta para pior, forçando as autoridades prisionais a levá-lo para o Hospital Governamental Sassoon, em Pune, a 4 de setembro de 2016. Mas as autoridades prisionais retiraram-no do hospital a 6 de setembro de 2016, depois de o advogado dele ter entregado uma petição para que lhe sejam assegurados cuidados formais no hospital e para que seja permitido ao filho ajudá-lo, já que nem sequer há ninguém para levar para o laboratório as amostras de urina que o médico tinha dado instruções para serem testadas. As autoridades prisionais tomaram essa medida mesmo quando intelectuais e cientistas sociais globalmente conhecidos como o Prof. Noam Chomsky, o Prof Gayatri Chakravarty Spivak e o Prof. Partha Chatterjee apoiaram o apelo para que sejam fornecidos cuidados médicos formais ao Sr. Muraleedharan.

O justiça para Murali foi formado para estender esta campanha a uma escala ainda mais vasta, para assegurar cuidados médicos formais ao prisioneiro doente, bem como para exigir a libertação dele da prisão. Visamos ajudar e apoiar todas as pessoas que acreditam na democracia, nos direitos humanos e na liberdade individual, para que se juntem à exigência de cuidados médicos formais e de libertação de Murali da prisão. Após a prisão dele sob a acusação de ser um dirigente do Partido Comunista da Índia (Maoista), nos últimos 15 meses ele só foi apresentado uma vez num tribunal aberto. Detido numa prisão de alta segurança, as autoridades prisionais também lhe proibiram o acesso a livros e outras publicações.

A atuação das autoridades prisionais vai contra os direitos fundamentais garantidos pela Constituição indiana, contra os princípios garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Convenção das Nações Unidas contra a Tortura. Apelamos uma vez mais ao apoio de todas as pessoas que acreditam na liberdade, nos direitos humanos e na dignidade individual, para que se juntem à campanha para assegurar cuidados médicos formais e a libertação do Sr. Muraleedharan da prisão.

Lista de pessoas proeminentes que já se juntaram à campanha:

1: Prof. Noam Chomsky: MIT

2: Prof. Gayatri Chakravarty Spivak: Universidade de Columbia

3: Prof.ª Judith Butler: Universidade da Califórnia, Los Angeles

4: Prof. Partha Chatterjee: Universidade de Columbia

5: Prof. Anand Teltumbde: IIT Khargapur

6: Prof. Prabhat Patnaik: Professor Emérito, Universidade Jawaharlal Nehru

7: Bernard D'Mello, Editor Adjunto, Semanário Político e Económico

8: Dr. KT Rammohan: Ex-Decano da Faculdade de Ciências Sociais, Universidade Mahatma Gandhi

9: Dr. TT Sreekumar: Professor, MICA, Escola de Ideias, Ahmedabad

11: Dr. J. Devika: Professor Auxiliar, Centro de Estudos para o Desenvolvimento, Thiruvananathapuram

12: Prof. AK Ramakrishnan: Professor, Centro de Estudos da Ásia Ocidental, Universidade Jawaharlal Nehru, Deli

13: K Satchidandan: escritor poeta

14: Meena Kandasamy: escritor poeta

15: Kanam Rajendran: Secretário Estadual, Partido Comunista da Índia, Querala

16: BRP Bhaskar: Eminente jornalista e escritor

17: K Venu: Escritor e comentador social

18: MM Somasekharan: Escritor e comentador social

19: Njamal Babu (TN Joy): Intelectual público

21: PK Venugopal: Janakeeya Kala Sahitya Vedi

22: Prof. G Haragopal: Comité de Defesa, Comité para a Libertação dos Presos Políticos

23: Varavara Rao, Presidente da Frente Democrática Revolucionária [FDR], Fundador da Associação de Escritores Revolucionários

24: Rajkishore, Secretário-Geral da FDR

25: Prof. G N Saibaba, Secretario Adjunto da FDR

26: Varalakshmi, Secretário, Virasam (Associação de Escritores Revolucionários)

27: Prof C Sheshayya, Presidente da APCLC

28: Prof. G Lakshman, Presidente do Comité de Liberdades Civis do Telengana