Governo filipino prende revolucionários

Do Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG) de 15 de Junho de 2015, aworldtowinns.co.uk

Adelberto Silva, Rosanna Cabusao e Isidro de Lima, membros da Frente Democrática Nacional das Filipinas (FDNF), foram detidos a 1 de Junho. Como foi explicado por Luis Jaladoni, presidente do Painel de Negociações da FDNF, a FDNF é uma organização que representa o “governo democrático popular” liderado pelo Partido Comunista das Filipinas (PCF) nas agora proteladas negociações de paz com o governo filipino. Jaladoni chamou a isto “um acto de sabotagem [...] numa altura em que a FDNF estava a dar passos em direcção a uma possível retoma das conversações formais de paz”.

Na viragem do século XX, como potência imperialista em ascensão, os EUA expulsaram a Espanha do hemisfério ocidental e de partes do Pacífico e do Sudeste Asiático e assumiram o controlo das suas colónias. As Filipinas fizeram parte da guerra de conquista norte-americana. Em 1898, os EUA chacinaram entre 250 mil e um milhão de combatentes anticoloniais e outros filipinos, segundo várias estimativas. Além dos massacres directos, os EUA também usaram rotineiramente a tortura (incluindo a tortura da água, waterboarding) e as detenções forçadas em campos de concentração. O “inimigo” era definido como qualquer pessoa com mais de dez anos de idade. Para defender os interesses norte-americanos no país, apoiou governantes desumanos como Ferdinando Marcos e o actual presidente subserviente aos EUA, Benigno S. Aquino III, cujo trabalho é facilitar a cruel opressão e exploração das massas filipinas e reprimir a luta delas pela sua libertação.

Publicamos de seguida excertos de um comunicado de Laya Guerrero, porta-voz da Kabataang Makabayan, sobre estas detenções, o qual foi inicialmente publicado na Web Central da Revolução Filipina, a página internet oficial do PCF.

A Kabataang Makabayan (KM) condena nos mais fortes termos a prisão e detenção ilegal de Adelberto Silva pelas tropas mercenárias EUA-Aquino no passado dia 1 de Junho de 2015 em Molino Bacoor, Cavite. Silva é um consultor de paz da Frente Democrática Nacional das Filipinas (FDNF) e está coberto pelo Acordo Conjunto de Garantia de Segurança e Imunidade (JASIG).

Exigimos a libertação imediata de Adelberto Silva, da mulher dele Rosanna Cabusao e de Isidro de Lima, os quais foram detidos com ele e também estão acusados nos mesmos processos que Silva. A alegação da PNF [Polícia Nacional Filipina] de que apreenderam granadas propulsionadas por rockets a todos eles é totalmente absurda e um claro álibi para justificar o desencadear dos processos de acusações sem fiança contra eles. Silva foi acusado de casos forjados de assassinato e posse ilegal de explosivos.

Ao abrigo do Acordo Conjunto de Garantia de Segurança e Imunidade que foi assinado por anteriores governos filipinos com a FDNF, Silva e todos os consultores de paz têm uma garantia de imunidade à prisão, detenção, vigilância, hostilização, buscas e outros actos punitivos.

As FAF [Forças Armadas das Filipinas] e a PNF alegam que as operações coordenadas foram planeadas há mais de um ano e que Silva esteve sob vigilância constante das tropas mercenárias de Aquino. Isto apenas prova que o regime de Aquino nunca foi sincero nas negociações de paz para resolver as causas essenciais da revolução armada que atravessa as zonas rurais. O regime EUA-Aquino está a ridicularizar perversamente as negociações de paz e os anteriores acordos assinados pelo governo filipino com a FDNF e a atacar sistematicamente membros da FDNF que estão directamente envolvidos no processo.

Isto e as detenções de outros consultores de paz da FNDF, Roberto Saluta, Benito Tiamzon e Wilma Áustria-Tiamzon, eleva para 16 o número de consultores de paz traiçoeiramente detidos sob o regime fantoche EUA-Aquino, ficando entre os 527 presos políticos que definham nas prisões do país.

A KM exige a libertação de Adelberto Silva, bem como de Cabusao, Isidro de Lima e outros consultores da FDNF e de todos os presos políticos sob o regime EUA-Aquino.