Da edição online, com a data de 8 de julho de 2017, do jornal Revolution/Revolución, voz do Partido Comunista Revolucionário, EUA (http://revcom.us/a/498/hamburg-correspondence-supporters-of-bob-avakians-new-communism-en.html em inglês ou http://revcom.us/a/498/hamburgo-correspondencia-simpatizantes-del-comunismo-nuevo-de-bob-avakian-es.html em castelhano).

Correspondência de Hamburgo de apoiantes do novo comunismo de Bob Avakian

Apoiantes do novo comunismo de Bob Avakian atraíram manifestantes atacados pela polícia em Hamburgo e chegaram a milhares de pessoas através de folhetos que promoviam o novo comunismo e da declaração da Recusar o Fascismo: NÃO! Em nome da humanidade, RECUSAMO.NOS a aceitar uns Estados Unidos fascistas! Afastar o regime de Trump e Pence! (Foto: Especial para o Revolution/Revolución)
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Quinta-feira à noite – Na sequência do mortífero ataque jihadista do ano passado, Donald Trump vomitou desdenhosamente a palavra “inferno” para escarnecer dos bairros marginalizados da Europa – e a juventude rebelde desses bairros não se esqueceu. Uma enorme faixa erguia-se bem alto sobre a multidão concentrada num quente dia de verão ao longo do velho porto de Hamburgo, proclamando desafiadoramente a Trump e aos líderes do G20: “G20 – Bem-vindos ao Inferno!” Os 12 mil manifestantes, com vários milhares de militantes anarquistas do “black bloc” [“bloco negro”] à frente, mal tinham caminhado 300 metros quando foram bloqueados por uma falange da polícia antimotim com cerca de 10 fileiras de profundidade. Numa questão de minutos, a polícia antimotim começou a correr contra os manifestantes de bastões erguidos, tentando separar e isolar aqueles que consideravam ser o núcleo duro dos militantes. A cidade de Hamburgo mobilizou um arsenal de 33 canhões de água em permanência durante vários dias e três deles começaram a fustigar os manifestantes. Grande parte da imprensa oficial alemã exprimiu estupefação perante a brutalidade e a grande escala do ataque não provocado.

Enquanto milhares de pessoas recuavam face à arremetida policial, a brigada de apoiantes do novo comunismo desfraldou duas das faixas que tinha trazido e funcionou como ponto de encontro. Depressa atraiu cerca de duas centenas dos manifestantes que se tinham dispersado numa marcha de corrida que durou quase uma hora através das ruas de Hamburgo. Os manifestantes foram calorosamente saudados pelos residentes dos blocos de habitação social, entre os quais estavam alguns dos recém-chegados refugiados da Síria e do Médio Oriente. A manifestação foi seguida a partir de cima por um dos 23 helicópteros da polícia que agora enxameiam os céus da cidade quase 24 horas por dia. Por fim, os esquadrões da polícia antimotim foram mobilizados para dispersar a manifestação – mas não antes de a palavra da revolução e do novo comunismo ter sido amplamente divulgada numa nova parte da cidade.

Foram distribuídos vários milhares de folhetos e a brigada suscitou um amplo respeito e curiosidade devido à sua corajosa promoção da revolução e do novo comunismo, não só por parte de muitos dos jovens radicais que tinham vindo principalmente da Alemanha mas também de toda a Europa do norte e mesmo de mais longe, como também por parte da imprensa de mais de uma dúzia de países. Foram dadas entrevistas à comunicação social russa e chinesa, curiosas com o “novo comunismo”, e a muitos outros órgãos de comunicação.

Uma pergunta que foi feita sobretudo por alguma da comunicação social oficial foi sobre a violência – e isto na sombra da cimeira dos líderes do G20 cujas guerras têm derramado o sangue de muitas centenas de milhares de pessoas, que encarceram milhões de pessoas, que expulsaram milhões de pessoas das casas delas e que ficam a ver de braços cruzados enquanto vários milhares de pessoas se afogam todos os anos no mar que, aos olhos deles, “protege” a Europa da África e do Médio Oriente.

Sexta-feira – quando a cimeira começou de facto, a cidade estremeceu até à paralisia. Uma enorme greve estudantil levou centenas de estudantes do ensino secundário e universitário até ao limite da “zona azul” – uma grande zona tampão que cercava a mais interior “zona vermelha”, reservada exclusivamente aos participantes na cimeira. Os estudantes, aos quais se juntou a brigada, avançaram corajosamente e manifestaram-se pelas ruas da cidade, passando pelas dezenas de polícias antimotim que guardavam todos os principais cruzamentos que davam acesso à zona azul.

Quando o massivo protesto de sábado chegou ao fim, tinham sido distribuídas mais de 20 mil cópias de um folheto intitulado, em alemão, “A humanidade precisa da revolução e do novo comunismo”, juntamente com muitos milhares de cópias da declaração da organização Recusar o Fascismo: “NÃO! Em nome da humanidade, RECUSAMO-NOS a aceitar uns Estados Unidos fascistas! Afastar o regime de Trump e Pence!”