Bruxelas: “Trump não é bem-vindo!”

Do Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG) de 30 de maio de 2017, aworldtowinns.co.uk

A chegada de Donald Trump a Bruxelas foi recebida por um animado protesto de cerca de 10 mil pessoas vindas de várias cidades da Bélgica, das vizinhas França e Alemanha e de outros países. Um vasto espectro de organizações políticas, ONGs, grupos estudantis e indivíduos manifestaram-se pelo centro da cidade atrás de uma grande faixa onde se lia: “Trump não é bem-vindo!”. Outras palavras de ordem protestavam contra a NATO e a cimeira a que ele tinha vindo assistir, o outro alvo principal dos dois dias de ação. Muitos cartazes criticavam o presidente norte-americano pelas declarações e políticas anti-imigrantes e islamofóbicas dele, e em particular contra a tentativa dele de usar os ataques fundamentalistas islâmicos para alegar que os imigrantes tinham transformado Bruxelas num “buraco do inferno”. Cartazes e cânticos jogaram com este tema: “Chamas-nos buraco do inferno, és um idiota”. As jovens estiveram particularmente proeminentes entre a multidão. Alguns dos manifestantes usavam os “chapéus de gatinha” [“pussy hats”] cor-de-rosa tornados famosos pela marcha das mulheres contra Trump em Washington e denunciaram a misoginia em palavras de ordem furiosas e criativas. A ameaça ao planeta foi outro grande foco de protesto. O presidente da câmara [prefeito] da cidade disse à comunicação social que tinha recusado “um pedido vindo do exterior” para proibir a manifestação.

Um contingente de apoiantes do novo comunismo de Bob Avakian vindos de vários países participou na manifestação e fez uma extensa distribuição de comunicados. A faixa em francês que se vê na foto acima dizia: “Varramos este sistema imperialista criminoso e assassino! Revolução, nada menos!” Membros e apoiantes da Organização de Mulheres 8 de Março (Irão-Afeganistão), alguns membros do contingente do novo comunismo e uma variedade de outras pessoas levavam faixas e cartazes com as palavras de ordem “Em nome da humanidade, recusamo-nos a aceitar uns Estados Unidos fascistas – Afastar o regime fascista de Trump e Pence!”

No dia seguinte, cerca de uma centena de pessoas foram detidas depois de terem bloqueado durante um breve período o acesso à nova sede da NATO. Mais três dúzias de pessoas foram presas por terem escalado os muros adjacentes para colocarem faixas anti-NATO. Alguns ativistas da Greenpeace subiram a uma grande grua de construção e penduraram à frente do hotel onde Trump tinha passado a noite uma faixa gigante onde se lia: “Resistam”. Todos eles ficaram retidos até Trump ter saído da cidade. Vários milhares de manifestantes também marcharam contra a reunião do G7 em Taormina, na ilha italiana da Sicília, onde terminou a viagem de Trump, apesar das táticas de intimidação policial que visavam impedir as pessoas de chegar à cidade situada no alto de uma montanha.