A Organização de Cooperação de Xangai: Quão séria é a ameaça ao domínio mundial norte-americano?

Do Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG) de 10 de Setembro de 2012, aworldtowinns.co.uk

A décima segunda cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) teve lugar em Pequim em Junho. A OCX é uma organização regional que inclui a China, a Rússia, o Cazaquistão, o Quirguistão, o Tajiquistão e o Uzbequistão como membros plenos, e a Mongólia, o Irão, a Índia e o Paquistão como observadores (o Afeganistão foi admitido como observador na cimeira deste ano). A característica mais importante da reunião deste ano foi a sua forte tomada de posição contra a intervenção “externa” e as tentativas de mudança de regime nos países do Médio Oriente, uma referência clara à Síria e ao Irão.

A cimeira foi planeada para ser uma demonstração de unidade e sucesso, mostrando os interesses e as preocupações comuns dos seus membros em relação às questões políticas mundiais e regionais, embora insistindo em que a OCX não é um bloco militar.

O grupo comprometeu-se a trabalhar mais estreitamente com o governo afegão em questões de segurança e outras, sem fornecer detalhes. A ênfase principal da reunião foi a “segurança regional”, elaborando um plano para o desenvolvimento estratégico e de médio prazo da OCX e um “Mecanismo de Resposta a Acontecimentos que Coloquem em Risco a Paz, a Segurança e a Estabilidade Regionais” (7 de Junho de 2012, Eurasianet.org).

Na sequência desta cimeira, a OCX iniciou exercícios militares conjuntos no Tajiquistão. Segundo o centro de imprensa do Ministro do Tajiquistão, “durante os exercícios, será realizada uma operação antiterrorista especial numa zona de montanha. Serão utilizados novos métodos de detecção, bloqueio e destruição de formações armadas ilegais fictícias que tomaram uma aldeia de montanha.” Cerca de 2000 soldados e 500 veículos e aeronaves militares da Rússia, China, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão participaram nesse exercício militar anual.

O exercício foi chamado de “Missão de Paz”. Mas há boas razões para duvidar de que o objectivo dessas operações seja pacífico, uma vez que elas tiveram lugar como parte de uma série de movimentações e manobras militares na região. Além disso, quando enquadradas no contexto da política mundial tal como ela se manifesta nessa região e de outros acontecimentos ocorridos durante as duas últimas décadas, ainda mais dúvidas surgem.

Em meados de Abril de 2012, realizaram-se exercícios militares conjuntos norte-americanos e filipinos que também incluíram tropas da Austrália, Japão, Coreia do Sul, Indonésia e Malásia. Neles participaram cerca de 4500 fuzileiros navais [Marines] norte-americanos, juntamente com 2500 membros das Forças Especiais filipinas. Os EUA também levaram a cabo o que chamaram de “Intercambio Naval” com o Vietname, um país cujas forças marítimas têm estado envolvidas num confronto com a China sobre reivindicações territoriais antagónicas no Mar do Sul da China. Essa zona é rica em reservas de gás e petróleo, além de ser estrategicamente sensível para a China. Muita da energia e das matérias-primas importadas a nível mundial atravessam essas rotas marítimas. Numa mudança de política, em Novembro passado Obama declarou que os EUA iriam passar a focar-se na região da Ásia-Pacífico como sua principal prioridade estratégica. A China e a Rússia também levaram a cabo exercícios navais conjuntos no Mar Amarelo, praticando a defesa de rotas marítimas.

Há mais actividades militares de larga escala em preparação. Uma outra organização regional importante, chamada Organização do Tratado de Segurança Colectiva (OTSC, que integra a Rússia, a Arménia, a Bielorrússia, o Cazaquistão, o Quirguistão e o Tajiquistão – o Uzbequistão suspendeu a sua filiação em Junho deste ano), irá fazer manobras militares este Setembro na Arménia e em Outubro no Cazaquistão. Não foram anunciados os detalhes e as dimensões, mas os exercícios militares da OTSC de Setembro passado envolveram 24 000 tropas e foram concebidos para se oporem a uma assumida ameaça vinda do Afeganistão, onde na altura estavam estacionados mais de 100 000 soldados da NATO.

Alguns observadores têm-se interrogado porque é que a Arménia foi escolhida como campo de batalha dos próximos exercícios militares da OTSC. Em primeiro lugar, a OTSC deve ser encarada tendo em conta o desejo da Rússia de re-expandir a sua influência ao sul da Ásia Central e ao Afeganistão, e a sua preocupação com os esforços norte-americanos para se apoderar do que a Rússia historicamente considera ser o seu “quintal das traseiras”. Além disso, seleccionar a Arménia como “campo de batalha” de treino pode estar relacionado com as ameaças norte-americano-israelitas de atacarem o Irão. A Arménia e o vizinho Azerbaijão têm lutado pelo disputado território do Nagorno-Karabakh. Os EUA e Israel estão a tentar transformar o Azerbaijão numa base militar para um possível ataque ao Irão e já têm acesso ilimitado ao seu território, incluindo aos seus aeroportos e portos no Mar Cáspio. Isto coloca o exército norte-americano muito próximo da fronteira iraniana. O Azerbaijão está a comprar a Israel um sistema de defesa aérea de 1,3 mil milhões de dólares. Recentemente, foram reabertas as velhas feridas da guerra entre o Azerbaijão e a Arménia e aumentaram as actividades militares em ambos os lados.

O surgimento da Organização de Cooperação de Xangai

A OCX saiu dos “Cinco de Xangai”, um grupo formado em 1996 entre a China, a Rússia, o Cazaquistão, o Quirguistão e o Tajiquistão para resolver questões fronteiriças. Para a China, bem como para os países da Ásia Central, as disputas fronteiriças e o crescimento dos movimentos separatistas e nacionalistas e dos movimentos fundamentalistas islâmicos na maioria dos países da Ásia Central e no Xingjian (China) tornaram-se numa questão de segurança. Os desenvolvimentos no Tibete foram outro factor na criação de preocupações para a China.

Na cimeira de Julho de 2000, a que Putin assistiu pela primeira vez, os líderes dos países envolvidos anunciaram que essa organização devia “exercer uma influência significativa, não só na região, mas também a nível global” (Eurasianet.org, 2 de Setembro de 2008).

Na cimeira de 2001, em que o Uzbequistão também participou, os Cinco de Xangai transformaram-se na Organização de Cooperação de Xangai. O objectivo declarado da OCX era combater “o terrorismo, o separatismo e o extremismo”, bem como promover várias formas de cooperação. A Rússia tentou usar a OCX e outros tratados para limitar a influência dos EUA e outras potências ocidentais na Ásia Central e defender os seus próprios interesses na região.

Após o fim da Guerra Fria e da desintegração do bloco soviético, os EUA emergiram como única superpotência imperialista e fizeram o seu melhor para tirarem proveitos da situação e garantirem o seu domínio sobre o mundo durante um longo período futuro. Outros países imperialistas e estados ocidentais poderosos também têm tentado usar este período turbulento a seu favor. Na sequência do colapso do bloco soviético, passou a haver mais contradições e conflitos regionais, nalguns casos de forma muito violenta, como as várias guerras balcânicas. Esta situação também esteve reflectida nas invasões norte-americanas do Afeganistão e do Iraque.

Ao invadirem e ocuparem o Afeganistão, os EUA e outros países imperialistas ocidentais também estavam a tentar expandir a influência deles na região. Portanto, eles tinham um olho no Médio Oriente e outro na Ásia Central e no Sudeste Asiático.

Em conjunto com esta invasão, os EUA instalaram bases militares no Uzbequistão e no Quirguistão. Estes avanços na região foram levados a cabo como tentativa de cercar a Rússia e também de deixar a China numa posição muito desconfortável. Os regimes da Ásia Central, em parte sob pressão da Rússia e em parte para se protegerem a si mesmos dos fundamentalistas islâmicos e do crescimento de oposições armadas, sentiram-se compelidos a aderir à organização.

Durante esse período, a política imperialista norte-americana foi a principal força motriz, embora todas as potências imperiais tenham estado a tentar salvaguardar e defender os interesses delas. O mundo e a configuração das coligações imperialistas mudaram dramaticamente entre as duas guerras contra o Iraque. (Embora seja muito improvável que os EUA pudessem ter desencadeado a sua guerra de 1991 se a União Soviética já não estivesse na agonia do colapso.)

A ascensão da China como potência agressiva após o derrube do socialismo aí e o ressurgimento do imperialismo russo das cinzas do bloco imperialista soviético (onde o capitalismo já tinha sido efectivamente restabelecido duas décadas antes, apesar de ainda reter formas socialistas) são duas das características mais importantes que marcam o último quarto de século. A associação destes dois gigantes, em conjunto com outros países, na OCX é, até agora, a mais séria tentativa de desafiar a influência norte-americana, pelo menos na região. Esta pode ter sido uma das razões por que os imperialistas norte-americanos mudaram a atenção deles para a região da Ásia-Pacífico para se oporem a um potencial desafio.

A Rússia em particular tem estado activa durante as duas últimas décadas tentando impedir mais golpes ao seu poderio e reemergir novamente, se não como superpotência, pelo menos como potência regional dominante com uma maior influência nas questões mundiais.

O surgimento da China como a segunda maior economia do mundo deve ser visto no contexto do tipo de economia que ela é e de que lógica a motiva. Quando uma nova classe capitalista tomou o poder num golpe de estado após a morte de Mao Tsétung, a China transformou-se numa economia capitalista, motivada pelo lucro e pela competição de expandir-ou-morrer inerente ao capitalismo e à lógica e às forças titânicas do mercado mundial, pelo que o seu desenvolvimento colocou a sua classe dominante totalmente capitalista em conflito com os imperialistas ocidentais e com outras potências, pelos mercados, pela matérias-primas e por destinos para o seu investimento.

Embora apenas cerca de mil tropas tenham participado no primeiro exercício militar da OCX, elas representavam um tratado recém-formado que tinha conseguido unir dois poderosos países da Ásia e alguns países regionais de menor dimensão mas ainda assim importantes. Esta organização rapidamente atraiu o interesse dos regimes reaccionários de outros países da região como a Índia, o Paquistão, o Afeganistão, o Irão, a Turquia e a Mongólia, e aumentou as preocupações dos EUA e de outros imperialistas ocidentais.

Logo após a sua formação, a OCX tentou afastar a influência norte-americana na Ásia Central. A seguir à cimeira de Julho de 2005, numa declaração conjunta, apelou ao fim das bases militares norte-americanas na Ásia Central. Os EUA tiveram de retirar todas as suas forças do Uzbequistão alguns meses depois e só mantiveram a sua base no Quirguistão depois de algumas manobras políticas e de concordarem com pagamentos muito mais elevados. Nesse mesmo ano, foi concedido ao Irão, ao Paquistão e à Índia o estatuto de observadores, tendo a Mongólia obtido esse estatuto um ano antes. Em 2007, os exercícios militares da OCX tiveram lugar na China e na Rússia, envolvendo 6000 tropas.

Na última década, a OCX consolidou a sua posição como bloco militar e económico. Isto envolveu exercícios militares conjuntos, programas de treino e outras medidas para modernizar as forças armadas dos estados membros, e esforços para atrair outros países da região e de fora dela. Além da cooperação militar e de segurança, tem havido investimentos mútuos de muitos milhares de milhões de dólares, sobretudo da China, em infra-estruturas (estradas, caminhos de ferro, aeroportos, centrais hidroeléctricas, minas, poços de gás e oleodutos para petróleo) e no sistema bancário (a OCX tem uma união interbancária que funciona em conjugação com fundos de investimento russo-chineses e outras formas de investimento).

Esta cooperação tem fortalecido tanto a Rússia como a China. Pequim não só tem beneficiado da força militar da Rússia enquanto parceiro, mas também como fonte de equipamento e tecnologia militar avançada que permitiu à China produzir as suas próprias armas mais avançadas. Um exemplo é o avião de combate SU-27, uma variante do “avião de superioridade aérea” de concepção russa que visava competir com os mais avançados aviões de guerra dos EUA e de outras potências ocidentais, e que é agora fabricado na China. A Rússia também está a desempenhar um papel na transformação da marinha chinesa à medida que a sua missão se altera de defesa das costas marítimas para projecção de poder “de águas azuis” no Pacífico ocidental e meridional.

A relação com a China também fortalece a posição da Rússia ao lidar com o Ocidente – nas negociações sobre energia com a União Europeia e também nas conversações com os EUA sobre o escudo de mísseis.

Ambos beneficiam nas questões internacionais relacionadas com a obtenção ou preservação de esferas de influência. A Rússia e a China têm trabalhado em conjunto na oposição aos “escudos” de mísseis norte-americanos que iriam reduzir a capacidade de retaliarem contra um ataque norte-americano de mísseis em primeira investida. Muito especialmente, esta aliança tem sido um sério factor na rivalidade com os EUA no Médio Oriente, em particular no Irão e na Síria – o bloqueio russo e chinês à proposta liderada pelos EUA junto do Conselho de Segurança da ONU de apoio a uma intervenção militar estrangeira na Síria é o exemplo mais conhecido dessa relação.

A China também precisa das regiões da Ásia Central e do Mar Cáspio para o seu abastecimento estratégico de energia. Foram concluídos dois oleodutos, um terceiro está quase concluído e a construção de um quarto começará em breve. Isto permite à China tornar-se menos dependente do abastecimento do Médio Oriente, onde os EUA dominam o fluxo de petróleo e gás. A China tem vindo a garantir uma estrutura de preços mais reduzidos a longo prazo com alguns estados da Ásia Central. Já começou a bombear petróleo no Afeganistão e tem assinado contratos que irão tornar a China num importante concorrente entre os vários planos estrangeiros para grandes operações mineiras no Afeganistão, se e quando as condições políticas o permitirem.

Os investimentos em infra-estruturas da China no Xingjian e a passagem por aí de milhares de milhões de dólares em bens chineses de consumo exportados para toda a Ásia Central têm criado um sector de estratos ricos e médios no Xingjian, uma região na fronteira ocidental chinesa cuja população é predominantemente muçulmana de etnia turca, embora a China está a deslocar para aí colonos Han [a principal etnia chinesa]. Isto tem ajudado a estabilizar e a fortalecer o domínio do regime chinês nessa região.

Uma certa alteração das políticas estratégicas do imperialismo norte-americano de forma a pôr mais ênfase na região da Ásia-Pacífico – cujo objectivo principal é limitar a influência da China – tem, pelo menos temporariamente, ajudado a Rússia, ao encorajar a China a inclinar-se para a força militar da Rússia.

As contradições e os limites da OCX

Devido a estas relações e desenvolvimentos, alguns analistas reaccionários e a comunicação social por vezes descrevem a OCX como o “Bloco Oriental”, a “OPEP com bombas nucleares” ou a “NATO do Leste”.

Mas a cooperação e a colaboração no seio da OCX não existe sem constrangimentos. De facto, desde o início dessa cooperação que têm surgido em paralelo importantes contradições entre os países participantes, e algumas dessas contradições têm aumentado em vez de diminuírem.

Se virmos isto de um ponto de vista económico, as duas principais potências da OCX têm inúmeros laços com os EUA e outros países ocidentais. Os EUA são o principal parceiro económico da China. A China tem bilhões [milhões de milhões] de dólares em investimentos no sistema financeiro norte-americano. O comércio da China com a Rússia representa apenas dois por cento do seu comércio externo. Além disso, a Rússia não está nada satisfeita com as incursões da China na Ásia Central. O lucrativo comércio da China, os seus investimentos, empréstimos e sobretudo contratos de petróleo e gás podem transformar-se num problema para a Rússia, não só economicamente, mas também porque esses laços económicos poderão fortalecer a influência política da China numa região que a Rússia pretende dominar.

Também a Rússia olha para a Europa Ocidental tendo em vista um comércio grandemente incrementado (em particular nas exportações de energia) e quer desenvolver laços políticos, sobretudo com a Alemanha, um país muito importante para os interesses imperialistas russos tanto em termos económicos como políticos. A China e a Rússia têm dependido até certo ponto da Europa e dos EUA para o desenvolvimento das suas próprias indústrias, muitas vezes com implicações militares.

Também há uma contradição em relação à expansão da OCX. Tanto o Paquistão como a Índia querem ter laços mais estreitos com a OCX. Embora a Rússia possa estar interessada em incluir a Índia, isso não seria bem acolhido pela China devido às suas questões fronteiriças não resolvidas e à rivalidade na Ásia. A China considera a Índia um importante patrocinador dos tumultos no Tibete. Porém, a China pode estar mais interessada em atrair o Paquistão. A China apoia o Paquistão nas suas disputas fronteiriças com a Índia. Mas incluir o Paquistão ou o Irão também pode complicar as relações com outros países. A futura expansão da OCX coloca problemas agudos a toda a organização, sobretudo se envolver outros grandes países como a Índia.

Também há alguns países que podem não merecer a confiança da organização. Por exemplo, a Turquia também tem mostrado interesse na organização, mas apenas recebeu o estatuto de “diálogo”. Como a Turquia é membro da NATO, é improvável que alguma vez seja aceite como membro pleno. Os EUA pediram a admissão em 2005, mas o seu pedido foi rejeitado.

Embora a Rússia pareça estar a tentar forjar um bloco a partir da OCX, tendo em conta as contradições da organização e o medo de Moscovo da influência da China e do seu possível domínio sobre a organização, isso pode não ser facilmente conseguido. A Rússia também está a construir uma alternativa à OCX através da OTSC, uma organização que a Rússia claramente controla. Pelo menos neste momento, a Rússia parece considerar a China como concorrente, além de aliado, e ainda não é claro quão próximo se irão alinhar. Pode ser sintomático desta situação contraditória o facto de que, embora a Rússia esteja a ajudar a China a expandir-se militarmente, não pareça estar a partilhar os seus sistemas de armamento mais avançados, muito da mesma forma que os EUA tratam certos aliados.

Será a OCX um verdadeiro desafio?

Muitos países imperialistas têm interesses contraditórios e não estão satisfeitos com as decisões e movimentações unilaterais norte-americanas em que os outros têm de seguir e de basicamente dançar ao som da música dos EUA.

A política e a margem de manobra dos EUA têm-se mudado do Afeganistão para o Iraque e da Líbia para a Síria. A sua posição tem sido posta em causa.

A Rússia está a tentar capitalizar as contradições emergentes entre os EUA e os países da Europa ocidental, sobretudo a Alemanha. A Rússia também está a tentar influenciar a Europa ocidental através do fornecimento de gás e petróleo e a tentar afastá-la do domínio norte-americano neste mercado.

A interacção desta rivalidade emergente com a actual crise financeira internacional (por exemplo, o pedido alemão de apoio financeiro à China para que ajude a reforçar o sistema financeiro europeu) e as possíveis consequências globais para a estabilidade política imperialista da agitação popular e outras formas de insurreição introduz outros elementos de incerteza em futuros desenvolvimentos.

A situação é extremamente fluida. O desafio é real mas a posição final de quaisquer destes países num futuro alinhamento ainda não está decidida. Têm emergido algumas tendências à medida que os imperialistas e outros países poderosos governados por reaccionários competem pela influência e o domínio do mundo ou de parte do mundo, mas outros factores e acontecimentos poderão acelerá-los ou desacelerá-los – ou mesmo desarticulá-los.