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| Concentração a
9 de Junho em Camp Crame, sede da polícia filipina em Quezon City, a
exigir a libertação dos revolucionários presos |
Na viragem do século XX, como potência imperialista em ascensão, os EUA expulsaram a Espanha do hemisfério ocidental e de partes do Pacífico e do Sudeste Asiático e assumiram o controlo das suas colónias. As Filipinas fizeram parte da guerra de conquista norte-americana. Em 1898, os EUA chacinaram entre 250 mil e um milhão de combatentes anticoloniais e outros filipinos, segundo várias estimativas. Além dos massacres directos, os EUA também usaram rotineiramente a tortura (incluindo a tortura da água, waterboarding) e as detenções forçadas em campos de concentração. O “inimigo” era definido como qualquer pessoa com mais de dez anos de idade. Para defender os interesses norte-americanos no país, apoiou governantes desumanos como Ferdinando Marcos e o actual presidente subserviente aos EUA, Benigno S. Aquino III, cujo trabalho é facilitar a cruel opressão e exploração das massas filipinas e reprimir a luta delas pela sua libertação.
Publicamos de seguida excertos de um comunicado de Laya Guerrero, porta-voz da Kabataang Makabayan, sobre estas detenções, o qual foi inicialmente publicado na Web Central da Revolução Filipina, a página internet oficial do PCF.
A Kabataang Makabayan (KM) condena nos mais fortes termos a prisão e detenção ilegal de Adelberto Silva pelas tropas mercenárias EUA-Aquino no passado dia 1 de Junho de 2015 em Molino Bacoor, Cavite. Silva é um consultor de paz da Frente Democrática Nacional das Filipinas (FDNF) e está coberto pelo Acordo Conjunto de Garantia de Segurança e Imunidade (JASIG).
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Ao abrigo do Acordo Conjunto de Garantia de Segurança e Imunidade que foi assinado por anteriores governos filipinos com a FDNF, Silva e todos os consultores de paz têm uma garantia de imunidade à prisão, detenção, vigilância, hostilização, buscas e outros actos punitivos.
As FAF [Forças Armadas das Filipinas] e a PNF alegam que as operações coordenadas foram planeadas há mais de um ano e que Silva esteve sob vigilância constante das tropas mercenárias de Aquino. Isto apenas prova que o regime de Aquino nunca foi sincero nas negociações de paz para resolver as causas essenciais da revolução armada que atravessa as zonas rurais. O regime EUA-Aquino está a ridicularizar perversamente as negociações de paz e os anteriores acordos assinados pelo governo filipino com a FDNF e a atacar sistematicamente membros da FDNF que estão directamente envolvidos no processo.
Isto e as detenções de outros consultores de paz da FNDF, Roberto Saluta, Benito Tiamzon e Wilma Áustria-Tiamzon, eleva para 16 o número de consultores de paz traiçoeiramente detidos sob o regime fantoche EUA-Aquino, ficando entre os 527 presos políticos que definham nas prisões do país.
A KM exige a libertação de Adelberto Silva, bem como de Cabusao, Isidro de Lima e outros consultores da FDNF e de todos os presos políticos sob o regime EUA-Aquino.
| Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese |