Os seguintes artigos são da edição online, datada de 17 de julho de 2017, do Revolution/Revolución, voz do Partido Comunista Revolucionário, EUA (http://revcom.us/quick/500en.php em inglês ou http://revcom.us/quick/500es.php em castelhano).

 

Revolution/Revolución, 15 de julho de 2017

Da Recusar o Fascismo (RefuseFascism.org):

15 de Julho: O início de algo novo

A todos os que se puseram de pé a 15 de julho em 18 cidades – para dizerem Em nome da humanidade, RECUSAMO-NOS a aceitar uns Estados Unidos fascistas! – e que em várias cidades enfrentaram a fúria odiosa e num caso a violência dos vampiros fascistas de Trump, NÓS SAUDAMOS-VOS!

 

A concentração começa em Chicago, no Parque Grant. (Foto: Especial para o revcom.us)

 

Protesto deitado (“die-in”) durante a manifestação em São Francisco. (Foto: Especial para o revcom.us)

 

Centenas de pessoas, em várias grandes cidades, saíram às ruas e ergueram uma exigência unificada: O REGIME DE TRUMP E PENCE TEM DE IR EMBORA! Isto significa algo novo. Uma força organizada que propõe um corajoso plano para exigir que todo um regime seja expulso do poder porque é fascista e o que isso significaria para o futuro da humanidade e do planeta. Toda a gente que saiu à rua hoje, toda a gente que se dedicou determinadamente a organizar este dia tem de saber que pusemos na mesa esta exigência, a posição e a organização da RefuseFascism.org.

Isso é importante. Dissemos no discurso hoje repetido em 18 cidades:

“Hoje é o início do que deve ser uma nova etapa da nossa luta. Não deve haver nenhuma ilusão em relação ao que enfrentamos. Temos de discutir, debater e lutar arduamente uns com os outros para compreendermos a imensa necessidade que enfrentamos ao confrontarmos um regime no país mais poderoso do mundo que está empenhado em consolidar o fascismo. Sim, é um fascismo norte-americano – o do Destino Manifesto e do excecionalismo norte-americano – um fascismo embrulhado numa Bíblia interpretada literalmente e na bandeira norte-americana, e saturado de racismo, misoginia e xenofobia.”

“A partir de hoje, o que fizermos e o que dissermos tem de romper com a ilusão e a auto-ilusão de que o que enfrentamos é apenas mais de uma longa linha de maus governos, e de que os ‘controlos e equilíbrios’ do sistema irão prevalecer e salvar-nos. NÃO! Isso seria virar a cara à situação que com que nos confrontamos.”

“A tarefa que temos perante nós não é simplesmente fortalecer a nossa resistência, encontrar formas de as nossas diferentes lutas se poderem unir. Mas temos de fazer soar o alarme e depois responder a esse alarme de que o que está em jogo é saber se haverá ou não espaço político, legal e cívico para a dissensão e a resistência. Estado após estado e a nível federal, eles já estão a agir para pôr em perigo a dissensão e o protesto. Os direitos e a dignidade das pessoas não têm lugar na agenda e no coração apertado deste regime. NÃO! Temos de transformar a nossa luta em algo mais sério, uma luta que possa alterar o curso da história – expulsando um regime que nos coloca a todos em perigo.”

Em nome da humanidade, RECUSAMO-NOS a aceitar uns Estado Unidos fascistas! O regime de Trump e Pence tem de se ir embora!

 

Revolution/Revolución, atualizado a 26 de junho de 2017

Da Recusar o Fascismo (RefuseFascism.org):

A 15 de julho de 2017:

A todos os que se angustiam e enfurecem com o que está a ser feito às pessoas – Protestem e exijam:

O REGIME DE TRUMP E PENCE TEM DE SE IR EMBORA!

Em nome da humanidade,
RECUSAMO-NOS a aceitar uns Estados Unidos fascistas!

Os imigrantes são seres humanos plenos, e não “ilegais” nem criminosos, para serem demonizados, aterrorizados, perseguidos, detidos e atirados borda fora. NÃO! Não iremos aceitar o futuro cruel e brutal do regime de Trump e Pence... Eles têm de se IR EMBORA!

Os muçulmanos e os refugiados são seres humanos plenos, e não pessoas que devam ser evitadas, proibidas e expulsas para serem tragadas por oceanos e guerras. NÃO! Não iremos aceitar o futuro cruel e brutal do regime de Trump e Pence... Eles têm de se IR EMBORA!

As mulheres e as pessoas LGBTQ são seres humanos plenos, e não objetos para serem agarrados, humilhados, vitimizados e negado o seu direito fundamental a controlarem a sua reprodução e ou a como escolhem viver. NÃO! Não iremos aceitar o futuro cruel e brutal do regime de Trump e Pence... Eles têm de se IR EMBORA!

Os negros e os latino-americanos são seres humanos plenos, e não pessoas a quem é negado até o direito a viverem, abatidas a tiro pela polícia com total impunidade, encarceradas em números genocidas e negados os direitos básicos. NÃO! Não iremos aceitar o futuro cruel e brutal do regime de Trump e Pence... Eles têm de se IR EMBORA!

As pessoas de todos os países são seres humanos plenos, e não danos colaterais sujeitos a gigantescos bombardeamentos, invasões, ocupações, ao perigo de uma guerra nuclear e a uma agenda de “Os Estados Unidos em primeiro lugar” que os esmague até à submissão. NÃO! Não iremos aceitar o futuro cruel e brutal do regime de Trump e Pence... Eles têm de se IR EMBORA!

As crianças, os velhos, os inválidos e os pobres deste país, tal como de todos os países, devem ter alimentos para sobreviverem, cuidados de saúde para viverem, casas para habitarem, e não ser-lhes negado isto com um calculismo cruel em benefício de alguns. NÃO! Não iremos aceitar o futuro cruel e brutal do regime de Trump e Pence... Eles têm de se IR EMBORA!

A Terra e as espécies que a habitam – incluindo a humanidade – devem ter uma vida sustentável e não serem pilhadas pela ignorância, a cobiça e o desrespeito pela ciência. NÃO! Não iremos aceitar o futuro cruel e brutal do regime de Trump e Pence... Eles têm de se IR EMBORA!

EM NOME DA HUMANIDADE: O REGIME DE TRUMP E PENCE TEM DE SE IR EMBORA! Só o povo, agindo coletivamente nas ruas e nas praças públicas, pode impor esta exigência perante o mundo. Se não o fizermos, o futuro e os valores aos quais aspiramos podem vir a ser brutalmente encurtados pelas ações do regime de Trump e Pence.

O governo de Trump e Pence tem vindo, passo a passo, a criminalizar a dissensão e a atacar a verdade, e muito pior está para vir. Eliminar os direitos mais básicos e o estado de direito está no âmago do fascismo. Grupo atrás de grupo está a ser demonizado e visado numa trajetória que conduz a verdadeiros horrores. Não podemos deixar que isto seja normalizado. A história tem mostrado que o fascismo deve ser parado antes que seja demasiado tarde.

A exigência de que “O regime de Trump e Pence tem de se ir embora” pode unir as pessoas e a nossa resistência. Há diferentes programas de luta contra os múltiplos ataques do regime de Trump e Pence, as pessoas têm diversas perspetivas de como chegar a um futuro melhor, e tudo isto deve ser divulgado, partilhado e debatido. Mas se não pararmos a consolidação do fascismo através de nos organizarmos em conjunto para exigir que o regime de Trump e Pence se vá embora, a vida das pessoas aqui e em todo o mundo e o próprio planeta irão enfrentar uma grande catástrofe.

Este é o momento de agir. O escândalo e o tumulto que o regime enfrenta são uma abertura através da qual a ação massiva das pessoas pode entrar e fazer com que a nossa exigência seja ouvida em todo o país, nos corredores do poder e em todo o mundo.

A 15 de julho, “O regime de Trump e Pence tem de se ir embora” deve ser dito, gritado e praticado com uma determinação ferozmente criativa. Temo-nos manifestado corretamente pelas mulheres, pela ciência, pelo clima, pelos imigrantes, pelas Vidas dos Negros, pelo Orgulho LGBTQ. Agora, a resistência tem de se unir para expulsar este regime do poder.

O 15 de Julho tem de ser um dia em que todas as pessoas, todos os grupos – religiosos, comunitários, de serviços, organizações políticas – todos os que sentem a imensa ameaça à humanidade colocada pelo regime de Trump e Pence – se ergam em conjunto, mostrando ao mundo que as pessoas de aqui estão decididas de que este regime tem de se ir embora... não daqui a dois ou quatro anos, mas agora.

O 15 de Julho tem de marcar um salto para uma luta mais permanente, inspirando as pessoas a verem a possibilidade de expulsar este regime através da libertação do imenso poder das pessoas – tendo em vista o momento em que seja possível mobilizar milhões de pessoas para encherem as ruas das cidades e vilas dia após dia e noite após noite, declarando ilegítimo todo este regime – Exigindo, e não parando até que o regime de Trump e Pence seja expulso do poder.

A 15 de julho, com convicção e coragem, vencendo o medo e a incerteza, iremos agir em junto para resistir e dizer NÃO!... Não só para nós mesmos, mas em nome da humanidade.

Subscreve AQUI o Apelo para os Protestos do 15 de Julho.

Contacta a Recusar o Fascismo para te ofereceres como voluntário ou para tornares a tua organização signatária ou copatrocinadora do 15 de Julho:
+1-917-407-1286; Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

 

Revolution/Revolución, atualizado a 19 de julho de 2017

Os Democratas, juntamente com os jornais The New York Times e o Washington Post, etc., estão a tentar resolver a crise da presidência de Trump nos termos definidos por este sistema, e ao serviço dos interesses da classe dominante deste sistema, que eles representam. Nós, as massas populares, temos de sair todos à rua e de nos mobilizarmos aos milhões, para resolvermos isto ao serviço dos nossos interesses, dos interesses da humanidade, os quais são fundamentalmente diferentes e opostos aos da classe dominante.

Isto, claro, não significa que a luta entre os poderosos seja irrelevante ou não tenha importância; pelo contrário, a maneira de compreender e abordar isto (e este é um ponto que também deve ser repetidamente levado a casa das pessoas, incluindo através de uma necessária luta, e corretamente implementado) é, em termos de como se relaciona, e que aberturas pode fornecer, “à luta dos de baixo” – para a mobilização das massas populares em torno da exigência de que todo o regime tem de se ir embora, devido à sua natureza e ações fascistas e ao que está em jogo para a humanidade.

A 15 de julho de 2017, declaramos:

O REGIME DE TRUMP E PENCE TEM DE SE IR EMBORA!

Em nome da humanidade, RECUSAMO-NOS a aceitar uns Estados Unidos fascistas

 

Aos corajosos lutadores e sonhadores do 15 de Julho

Do Partido Comunista Revolucionário, EUA

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Em Chicago, Carl Dix lê a declaração do Partido Comunista Revolucionário, EUA

Nas próximas semanas continuaremos a analisar e a avaliar o dia nacional de protestos do 15 de Julho em revcom.us.

 

Nova Iorque

Cidade de Nova Iorque: Manifestação até à Torre Trump, para expulsá-los do poder

A mensagem do 15 de Julho ecoou entre as paredes e ruas de Manhattan, chegando às pessoas, abanando-as e desafiando-as. Os manifestantes eram de todos os setores sociais, com um vasto leque de perspetivas e indignações, e com uma determinação comum em expulsar o regime.

O dia começou com cerca de uma dúzia de pessoas que tinham participado nas 100 horas de NÃO! Em nome da humanidade, acusamos a FASCISTA FOX NEWS. Elas manifestaram-se pelo meio de uma feira de rua, desceram a 6ª Avenida, gritando: “Não ao agarrar de vaginas, não ao sistema patriarcal, não a uns EUA fascistas” e “Não a Trump, não ao KKK, não a uns EUA fascistas”.

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Los Angeles, Califórnia

Enfrentando os arruaceiros fascistas que gritavam “EUA, EUA, EUA”, centenas de pessoas concentram-se e manifestam-se para dizerem: “A HUMANIDADE EM PRIMEIRO LUGAR”!

Centenas de manifestantes juntaram-se no cruzamento entre as ruas Hollywood e Highland, no local onde está a Estrela de Hollywood de Trump, para protestarem e se manifestarem contra o regime fascista de Trump e Pence. Alguns arruaceiros fascistas apareceram para contestar a manifestação, para tentarem intimidar e silenciar os manifestantes e para “defenderem” a Estrela de Trump. Não conseguiram. As pessoas juntaram-se em dois locais diferentes e manifestaram-se nas ruas, bloqueando o Hollywood Blvd. e exigindo poderosamente que o Regime de Trump e Pence tinha de se IR EMBORA!

Vê o vídeo da RefuseFascism.org em: https://www.facebook.com/RefuseFascismLA/videos/407937989607430/

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São Francisco, Califórnia

Centenas de pessoas concentraram-se na Praça das Nações Unidas e manifestaram-se pelo bairro Mission

Mais de 300 pessoas participaram na concentração “O Regime de Trump e Pence tem de se ir embora!” na Praça das Nações Unidas. De seguida, cerca de 240 pessoas manifestaram-se, partindo da Rua do Mercado, a rua principal desta cidade, e depois avançando para o bairro Mission, entrando pela Rua Mission e indo até à 24ª Rua.

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Chicago, Ilinóis

15 de Julho: Concentração e manifestação de centenas de pessoas no centro da cidade

A manifestação, que passou pelo centro da cidade e foi até à Torre Trump, teve um grande impacto – centenas de pessoas alinharam-se ao lado da manifestação, aplaudindo, juntando-se às palavras de ordem e tirando fotos; algumas pessoas pegaram em cartazes e juntaram-se à manifestação...

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A manifestação passou pelo centro da cidade, indo até à Torre Trump de Chicago

O Clube Revolução de Chicago na manifestação (Vídeo: Recusar o Fascismo, Chicago)

 
Depois da concentração do dia anterior frente à sede da NRA na Virgínia contra os recentes vídeos fascistas da NRA, as pessoas caminharam até Washington DC e fizeram uma concentração frente ao Departamento de Justiça (DOJ) na manhã de sábado. Vê o artigo: “Não seremos intimidados até ao silêncio” – Manifestantes denunciam os vídeos inflamatórios da NRA. (Foto: Especial para o revcom.us)
As pessoas manifestaram-se do DOJ até ao Hotel Trump em Washington DC, como parte dos protestos nacionais “Trump e Pence têm de ir embora!”. (Foto: Especial para o revcom.us)

Washington, DC

Reportagem de Washington DC – Manifestação anti-NRA

De um(a) leitor(a):

A 15 de julho, de manhã, mais de 200 pessoas participaram na concentração frente ao Departamento de Justiça – que era a continuação do protesto convocado por organizadoras da Marcha das Mulheres, a Marcha das Mulheres #NRA2DOJ, em resposta aos virulentos vídeos da Associação Nacional do Rifle (NRA, vê o comunicado da Recusar o Fascismo – “Temos de apoiar aqueles que estão a ser atacados”). Este protesto tinha começado no dia anterior na sede da NRA, numa zona residencial da Virgínia. As pessoas caminharam 28 km dessa sede até ao Departamento de Justiça, onde houve uma concentração na manhã seguinte. Foram feitas reivindicações muito contundentes sobre os vídeos fascistas incitadores de ataques que o NRA tinha publicado recentemente. Estiveram presentes defensores do controlo de armas e pessoas com familiares que tinham sido mortos a tiro. Linda Sarsour, Carmen Perez e Tamika Mallory da Marcha das Mulheres foram algumas das pessoas que falaram. Apareceram alguns apoiantes da NRA e de Trump, talvez 10, do outro lado da rua, mas globalmente não houve o ambiente ameaçador que tinha havido no dia anterior na sede da NRA.

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Houston, Texas

Houston: Enfrentar os fascistas armados – e não parar até este regime ser expulso do poder

Aqui no Texas, houve uma mistura de entusiasmo, tensão e medo antes da concentração e manifestação de 15 de julho para exigir: Trump e Pence têm de se ir embora. Cerca de uma semana antes, soubemos que um grupo de fascistas se estava a agrupar para acabar com o nosso evento, e de facto estavam a planear que se tornasse numa presença armada em todos os protestos para manterem os manifestantes sob controlo.

 

Atlanta, Geórgia

 

A manifestação começou com uma concentração e sessão de denúncia [speak-out] frente ao sítio histórico Martin Luther King Jr. Cerca de 75 pessoas participaram na concentração, mas centenas de turistas pararam para ouvir e tirar fotografias. A concentração transformou-se numa manifestação que desceu pela Beltline, um caminho que circunda a cidade e em que muitas centenas de pessoas caminham e andam de bicicleta. A manifestação terminou no Parque Piedmont. A multidão era diversificada e incluía imigrantes, estudantes, negros e brancos, de diversas idades. Estiveram presentes membros do movimento Impeach [Destituir], muitos dos quais tinham vindo diretamente da Marcha das Mulheres (que tinha decorrido algumas horas antes da nossa manifestação). Estiveram presentes pessoas dos anos 1960 e outras que tinham vindo fazer um teatro de rua, como Donna J. Trump, que imita e ridiculariza Trump. Entre os oradores esteve um imigrante somali que é ativista pelos refugiados e uma mulher que trabalha com o Conselho Para as Relações Americano-Islâmicas (CAIR).

O seguinte texto foi lido no protesto do 15 de Julho em Atlanta:

Quando nasci, há 80 anos, Franklin Roosevelt era presidente dos Estados Unidos. Vi muitos presidentes chegar e partir, mas Trump é sem dúvida o pior até agora! Ele é um homem perigoso! Que obviamente se vê a si mesmo como ditador! É mais que tempo de que se erga uma “grande vaga” de oposição popular. O silêncio é aceitação! Estou encantado por este grupo se ter juntado hoje para pôr o Governo de Trump de aviso de que as pessoas estão “incendiadas” e de que não irão aceitar mais isto!

– Pelo Dr. Joe Beasley, que foi Diretor Regional Meridional da Coligação Nacional Arco-Íris/PUSH e é presidente da Fundação Internacional Benedita da Silva e do Centro Americano-Asiático em Atlanta.

 

Boston, Massachusetts

A concentração do 15 de Julho [J15] ocorreu no Parque da Estátua na Praça Davis, em Somerville, no final de um festival de artes que durou todo o dia. A concentração teve a participação de 85-100 pessoas, a maioria das quais veio por ter tido conhecimento através do Facebook. Algumas pessoas estavam com grupos como o Indivisible [Indivisível] e a Interfaith Worker Justice [Justiça Operária Ecuménica]. Uma mulher disse que tinha votado em Hillary Clinton mas que agora estava tão furiosa com os Democratas como com Trump e que queria colaborar com a Recusar o Fascismo. Os oradores e as declarações lidas na concentração foram: a Recusar o Fascismo; o Rev. Rob Mark da Igreja da Aliança; “Aos corajosos lutadores e sonhadores do 15 de Julho”, do Partido Comunista Revolucionário, EUA; um(a) ativista da Coligação Justiça Operária Ecuménica, sobre o caso de um imigrante salvadorenho que recentemente, quando estava a pedir uma extensão do visto de trabalho, foi detido pela ICE (agência da emigração) e está em vias de ser deportado; os Académicos Contra o Fascismo (AAF); uma declaração de uma mulher ativista da Recusar o Fascismo que é tetraplégica e que não pôde estar presente na concentração (a declaração foi lida por um médico ligado à AAF); uma mulher salvadorenha (nascida nos EUA) que não tinha planeado falar até ter ouvido a declaração da Recusar o Fascismo. A concentração terminou com um cantor/autor que cantou a música de Woody Guthrie, “Deportee” [“O Deportado”].

 

Cleveland, Ohio

Na concentração esteve presente um grupo diversificado de 60 pessoas: jovens negros e brancos do ensino secundário, mulheres octogenárias, um jovem negro que se exprimiu orgulhosamente com um cartaz NÃO! em cores arco-íris, pessoas em cadeiras de rodas eletrificadas, uma mulher muçulmana com um hijab e pessoas ligadas ao Indivisible e à Cuyahoga Progressive Caucus [Comissão Progressista de Cuyahoga]. Apareceram vários homens membros de milícias fascistas, armados com espingardas automáticas e vestidos com uniformes, tentando intimidar as pessoas. Não deixámos que esses fascistas nos impedissem de cumprir a nossa missão. Na concentração, oradores com diferentes perspetivas falaram sobre a urgência da exigência: NÃO! Em nome da humanidade, o regime de Trump e Pence tem de SE IR EMBORA!

 

Denver, Colorado

Da RefuseFascism.org:

“Estávamos naquela capital do estado (uma das fotos mostra a capital estadual com cartazes erguidos e alinhados de ‘J'accuse... Os crimes contra a humanidade do regime de Trump e Pence’). Eu fiz um discurso de dois parágrafos. Falei sobre cada um dos cartazes... Gritámos ‘Trump e Pence têm de se ir embora!’ assim que começámos a descer a Rua Lincoln rumo à Fox News.”

“No caminho para lá, [parámos em] dois outros canais noticiosos... Parámos frente à CBS e gritámos palavras de ordem, e depois caminhámos até ao canal noticioso seguinte, a ABC, e gritámos palavras de ordem. Eles olharam para fora através das janelas. Continuámos até à Fox 31 e alinhámos os Cartazes de Acusação [Indictment] e começámos a gritar palavras de ordem para mostrar à Fox 31 que estávamos a protestar juntamente com a Recusar o Fascismo a nível nacional. Houve 3 pessoas que estavam no hall de entrada que nos viram chegar. Todos eles começaram a fugir, como se as apenas 8 pessoas que éramos fossem atacar violentamente o local. Pedi a uma pessoa da minha brigada que contactasse a Fox 31 por telefone e eles mandaram um jornalista. Entreguei ao jornalista as acusações em linguagem jurídica. Ele voltou para dentro do edifício e nós recomeçámos a gritar palavras de ordem. Fomos bem-sucedidos no que pretendíamos fazer e ficámos contentes por o termos feito juntamente com todas as pessoas que protestaram em todo o país.”

“A caminhada foi de 2,5 km. Um médico esteve sempre connosco.”

 

Detroit, Michigan

Cinquenta pessoas reuniram-se no Memorial Joe Louis Fist, no centro da cidade, para se juntarem aos protestos a nível nacional. Entre os oradores estiveram a Recusar o Fascismo, a Metro-Detroit Political Action Network [Rede de Ação Política Metro-Detroit] e outros. Seguiu-se uma animada manifestação pelo centro da cidade atrás de um cartaz artesanal: “NÃO! Expulsar o regime de Trump e Pence!” (O Grémio Nacional de Advogados, NLG, forneceu observadores legais.)

 

Harrisburg, Pensilvânia

 

 

Honolulu, Havai

A nossa manifestação foi ruidosa, visível e andou a grande velocidade à medida que avançava pelo bairro turístico de Waikiki durante a apinhada hora da ceia. As praias e as calçadas estavam abarrotadas; as pessoas que estavam a comer vieram à janela e os turistas saíram dos hotéis para nos ver. Muitos deles bateram palmas, ergueram os punhos ou juntaram-se aos cânticos. Alguns gritaram que apoiavam Trump e alguns GIs tentaram reunir um grupo para se nos oporem, enquanto um outro grupo de GIs nos mostrou o seu apoio. Embora muito menor do que tínhamos antecipado (apenas cerca de 25 pessoas) a manifestação terminou com um ânimo elevado e uma determinação fortalecida.

 

Filadélfia, Pensilvânia

 

Seattle, Washington

 

Revolution/Revolución, 17 de julho de 2017

Cidade de Nova Iorque:
Manifestação até à Torre Trump para expulsá-los do poder

“Estou com os manifestantes em todo o país e no mundo em reconhecimento de que o regime de Trump e Pence é anti-progresso, anti-clima, anti-intelectual e de facto anti-humano. O regime de Trump e Pence é violento, brutal, amoral, divisionista e claramente concebido para beneficiar e enriquecer os monstros do pântano que nos prometeram que seriam extirpados de Washington. Que diabo, não aceitaremos uns Estados Unidos fascistas!”


Arturo O'Farrill, 15 de julho de 2017

A mensagem do 15 de Julho ecoou entre as paredes e ruas de Manhattan, chegando às pessoas, abanando-as e desafiando-as. Os manifestantes eram de todos os setores sociais, com um vasto leque de perspetivas e indignações, e com uma determinação comum em expulsar o regime.

O dia começou com cerca de uma dúzia de pessoas que tinham participado nas 100 horas de NÃO! Em nome da humanidade, acusamos a FASCISTA FOX NEWS. Elas manifestaram-se pelo meio de uma feira de rua e desceram a 6ª Avenida gritando: “Não ao agarrar de vaginas, não ao sistema patriarcal, não a uns Estados Unidos fascistas” e “Não a Trump, não ao KKK, não a uns Estados Unidos fascistas”. Perto da Torre Trump, juntaram-se a outras pessoas vindas de toda a Cidade de Nova Iorque. Do outro lado da rua, algumas dezenas de fascistas vociferaram insultos e gritaram “EUA! EUA!” e “Vamos construir aquele muro”.

A Torre Trump foi o ponto de partida onde as pessoas se concentraram com cartazes “NÃO!, O regime de Trump e Pence tem de se ir embora!” Jay Walker, da Gays Against Guns [Gays Contra as Armas], falando em nome da organização Rise and Resist [Ergue-te e Resiste], falou enquanto as pessoas se preparavam para a manifestação. Quando as pessoas começaram a andar, a multidão cresceu para perto de 500 pessoas. O que as compeliu a estarem presentes? Uma setuagenária branca disse: “Isto é fascismo – um outro Hitler, o que significa deportação de pessoas, ausência de economia, lei marcial, Gestapo em todo o lado. Os meus amigos não veem isto como sendo assim tão grave. Mas a minha família veio para aqui [da Europa] antes da II Guerra Mundial e descreveu como foi. Isso realmente moldou-me a mim e à maneira como vejo as coisas agora.”

Uma jovem latino-americana com pouco mais de 20 anos disse: “Como mulher de cor, este regime afeta-me diretamente a mim e à minha família – deportações em massa, ataques aos direitos das mulheres e ao acesso aos cuidados de saúde. Mas não se trata de que os meus problemas sejam piores que os das pessoas que são separadas das famílias devido à interdição dos muçulmanos. Todo o sofrimento é igual!”

Uma mulher imigrante falou sobre vencer o medo para participar: “Mesmo que não sejamos cidadãos, ainda assim temos direito a falar, pelo que temos de o fazer. Donald Trump opõe-se a tudo o que ensino aos meus filhos sobre o que é certo e o que é errado. A tudo. Hoje somos poucos, mas representamos milhões de pessoas que não puderam vir, ou que tiveram medo de vir.”

Um jovem ativista da ACT UP [AGIR] disse que estava a protestar contra os cortes num programa que salva vidas por proporcionar medicamentos a pessoas com VIH e fornecer cuidados médicos a pessoas que vivem no sul global. “Estamos a protestar contra a revogação do Affordable Care Act [Lei dos Cuidados de Saúde] e contra os cortes no Medicaid que irão deixar um grande número de pessoas VIH-positivas sem acesso a medicamentos que salvam vidas.”

Um jovem árabe-americano, que tem andado a ler Bob Avakian (BA), disse: “Trump representa o potencial do fascismo com tudo o que isso implica: a glorificação da ignorância, os ataques à ciência, a violência e o ódio contra os oprimidos que passarão a ser muito mais prevalecentes. E todo o progresso das últimas décadas será obliterado. E tudo o que é preciso é que as pessoas não façam nada – não têm de apoiar Trump nem de gostar de Trump, basta que fiquem de braços cruzados e isto ACABARÁ por se tornar fascista. Por isso, as pessoas têm de se organizar sob a liderança de um partido de vanguarda, que para mim é o PCR, porque a obra de BA tem feito muito para explicar como o mundo poderia ser diferente, tal como mostra a nova Constituição. É muito importante que as pessoas leiam essa Constituição. Mas a inação é um consentimento implícito. Por isso, assim que as pessoas percebam o que está em jogo, podemos chegar aos números necessários para os expulsar.”

Estiveram presentes estudantes universitários, que estavam a participar em programas de verão na Cidade de Nova Iorque. Esteve presente um representante de meia-idade do sindicato dos siderúrgicos do Wisconsin que estava de visita a Nova Iorque com a família. Ele agarrou num cartaz NÃO! e juntou-se à concentração. A maioria das preocupações dele tinham a ver com a situação dos outros trabalhadores e com o facto de as coisas estarem a piorar. Ele opunha-se a tudo o que Trump está a fazer exceto... em relação aos tratados comerciais, onde ele pensava que talvez ele faça alguma coisa boa.

Um jovem negro disse ter ficado atónito quando Jeff Sessions foi nomeado Procurador-Geral: “Jeff Sessions? Um homem como ele?” Apontando com a mão para a manifestação, disse: “Vejam isto, todas as cores, nações e idades? Isto é uma amostra dos Estados Unidos, é esta a nossa força.”

As pessoas caminharam da Torre Trump para o cruzamento da Rua Broadway com a 48ª Rua, perto da Times Square, para uma concentração com oradores e artistas, que incluíram um representante da ACT UP Nova Iorque, as Raging Grannies [Vovós Furiosas], Hawk Newsome da Black Lives Matter [As Vidas dos Negros São Importantes] da Grande Nova Iorque, uma leitura dramática da declaração do 15 de Julho – que levou a multidão a gritar: “Eles têm de se ir embora!” Noche Diaz, do Clube Revolução de Nova Iorque, leu uma declaração do Partido Comunista Revolucionário. O discurso da Recusar o Fascismo foi um ponto alto da concentração; dando às pessoas um sentimento de propósito enquanto se mobilizavam nas ruas para levarem a mensagem a muito mais gente. De seguida, a manifestação dirigiu-se para o centro da cidade, parando num cruzamento onde a 20 de março um racista branco que tinha ido a Nova Iorque para matar negros assassinou Timothy Caughman, um negro. Hawk falou sobre o significado desse assassinato e da ligação a Trump e houve um momento de silêncio de 10 segundos. Uma pequena brigada levou a marcha a descer até à Union Square [Praça de União], chegando a partes da cidade com um apoio mais intenso à mensagem – punhos erguidos, com uma concentração final.

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Revolution/Revolución, 16 de julho de 2017

Protestos do 15 de Julho em Los Angeles:

Enfrentando os arruaceiros fascistas que gritavam “EUA, EUA, EUA”, centenas de pessoas concentraram-se e manifestaram-se para dizer: “A HUMANIDADE EM PRIMEIRO LUGAR”!

Centenas de manifestantes juntaram-se no cruzamento entre as ruas Hollywood e Highland, no local onde está a Estrela de Hollywood de Trump, para protestarem e se manifestarem contra o regime fascista de Trump e Pence. Alguns arruaceiros fascistas apareceram para contestar a manifestação, para tentarem intimidar e silenciar os manifestantes e para “defenderem” a Estrela de Trump. Não conseguiram. As pessoas juntaram-se em dois locais diferentes e manifestaram-se nas ruas, bloqueando o Hollywood Blvd. e exigindo poderosamente que o regime de Trump e Pence tinha de se IR EMBORA!

 

Nas concentrações antes e depois da manifestação, um vasto leque de oradores realçou porque é que o regime de Trump e Pence deve ser afastado do poder. Isabel Cardenas (uma ativista salvadorenho-americana e co-iniciadora da Recusar o Fascismo), GrayWolf (Lobo Cinzento, diretor adjunto da Secção do Sul da Califórnia do Movimento Indígena Norte-Americano, AIM), Alex Sanchez (Movimento Defend), Crystal Keshawarz (ativista muçulmano-americana), o Reverendo Frank Alton (Centro da Catedral de S. Paulo), Ernestine Henning (supervisora [reformada] da Igreja AME), Josiah González (Coligação Liberdade Califórnia), Tala Deloria (porta-voz do Clube Revolução de Los Angeles), Perry Hoberman (representando a Recusar o Fascismo de Los Angeles) e Steve Gregoropoulos (músico) falaram e um deles cantou, denunciando os crimes do regime de Trump e Pence e mostrando a urgência de ocupar as ruas para exigir que este regime fascista seja afastado.

Mais de 400 manifestantes saíram às ruas para exprimirem a sua indignação. Embora estivessem representadas muitas organizações, a grande maioria das pessoas estava em nome individual – não tinham ido sob nenhuma bandeira, apenas estavam indignadas com o regime e o rumo do país. Estiveram presentes representantes da comunidade LGBTQ, entusiastas e professores de ciência, membros de sindicatos, de organizações religiosas e do Movimento Indígena Norte-Americano, dançarinos astecas, estudantes e jovens, famílias, pessoas mais velhas, pessoas sem-abrigo, pessoas LGBTQ, negros e latino-americanos, punks, rappers e artistas. Cerca de 18 diferentes agências de notícias e órgãos de imprensa cobriram o evento.

As pessoas vieram de toda a Califórnia e estiveram representadas pessoas de todo o mundo. Muitas vieram porque tinham visto cartazes NÃO! por toda a cidade, ou visto o evento no Facebook, ou ouvido falar dele na Rádio Pacífica, ou recebido um telefonema da Recusar o Fascismo. Os estudantes de uma faculdade de artes liberais de Hollywood tinham visto o cartaz dos protestos do 15 de Julho, tiraram uma foto e mandaram-na aos amigos que foram ao protesto. Houve gente do leste de Los Angeles, do Vale de San Fernando, do Vale de San Gabriel, do Vale Antelope, de Joshua Tree e de San Clemente. Estiveram presentes pessoas do Canadá, da Austrália, da Coreia do Sul e de diversos países africanos que compraram t-shirts NÃO! e fizeram donativos. Uma pessoa da Austrália disse: “Isto é realmente fantástico, achas que embora sejamos da Austrália podemos participar e colaborar lá?” Uns turistas da Alemanha, uma família inteira, leram os painéis que denunciavam os ultrajes do regime de Trump e Pence. Em alemão e em inglês, a mãe explicou à filha os ataques de Trump e Pence aos direitos das mulheres, apontando para o painel da Recusar o Fascismo que descrevia isso de uma maneira poderosa. Um voluntário da Recusar o Fascismo disse­-lhes: “Trump é como Hitler”. E elas disseram: “Sim, estamos de acordo”. Essa família juntou-se ao protesto e ficou emocionada com toda a experiência.

Cerca de 80 fascistas tentaram perturbar a concentração e a manifestação. Eles atacaram duas pessoas e incomodaram e tentaram intimidar muitas outras. Tentaram interromper as palavras de ordem, empurraram máquinas fotográficas e megafones para as caras das pessoas e rasgaram cartazes e materiais. Alguns espectadores mantiveram-se indiferentes e nas linhas secundárias, enquanto outros, assim que compreenderam qual era o objetivo da concentração, avançaram e enfrentaram os fascistas, não os deixando intimidar e perturbar a concentração. Algumas pessoas fizeram perguntas sobre a faixa de homenagem aos Heróis de Portland – os dois homens que foram mortos e um terceiro que foi ferido por um neonazi supremacista branco apoiante de Trump quando eles o tentaram impedir de incomodar uma jovem que usava um hijab e um negro amigo dela. Depois de ouvirem falar sobre a corajosa ação levado a cabo por esses heróis, estas pessoas elogiaram a coragem deles e juntaram-se à manifestação. Apesar de terem tentado arduamente, os fascistas não conseguiram parar-nos. Houve um momento em que eles começaram a gritar: “EUA, EUA, EUA”. A multidão respondeu com “A HUMANIDADE EM PRIMEIRO LUGAR, A HUMANIDADE EM PRIMEIRO LUGAR” e isto fez com que os fascistas ficassem fulminantemente silenciosos e esse momento teve um efeito muito profundo em todos os participantes.

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Revolution/Revolución, 17 de julho de 2017

Protesto do 15 de Julho em São Francisco:

Centenas de pessoas concentraram-se na Praça das Nações Unidas e manifestaram-se pelo bairro Mission

Mais de 300 pessoas participaram na concentração “O regime de Trump e Pence tem de se ir embora!” na Praça das Nações Unidas. De seguida, cerca de 240 pessoas manifestaram-se, partindo da Rua do Mercado, a rua principal desta cidade, e depois avançando para o bairro Mission, entrando pela Rua Mission e indo até à 24ª Rua.

(Foto: Especial para o revcom.us)

 

Uma grande variedade de pessoas veio para participar, apoiar, falar e manifestar-se. Um grupo veio com uma faixa artesanal que dizia: “Cuidados de saúde para todos – Que ninguém fique de fora”. Vieram pessoas de toda a Zona da Baía – depois de terem visto o evento no Facebook, alguns estudantes vieram da Universidade Estadual de São Francisco e da Universidade da Califórnia em Berkeley [UC Berkeley]. Algumas pessoas de delegações do Indivisible estiveram presentes. Várias pessoas que estavam na lista de correio eletrónico da Recusar o Fascismo e que ainda não tinha participado noutros eventos também apareceram.

(Foto: Especial para o revcom.us)

 

A Colectiva de Mujeres do bairro Mission de São Francisco [SF] – um grupo de mulheres imigrantes – chegou num contingente de mais de uma dúzia de pessoas, falou na concentração e participou na manifestação. Alex U. Inn, grande marechal da parada do orgulho gay, a ORGULHO SF, falou e apelou a que toda a gente desafiasse a agenda de Trump. O Rev. J. Alfred Smith Jr., da Igreja Batista de Allen Temple, em Oakland Oriental, denunciou de uma maneira poderosa o regime de Trump como fascista e apelou apaixonadamente à resistência. A organização El/La Para TransLatinas do bairro Mission expôs de uma maneira comovente a situação dos transexuais, incluindo os imigrantes. Sharif Zakout, um importante organizador do Centro de Organização de Recursos Árabes, falou sobre o efeito da interdição de muçulmanos e salientou que os refugiados que estão a ser interditados são, na sua esmagadora maioria, os que foram forçados a abandonar as terras deles devido a guerras levadas a cabo ou apoiadas pelos EUA. Tony Serra, um advogado do povo de longa data, instou a multidão a “resistir, rejeitar e repudiar tudo o que Trump representa, de todas as maneiras que sejam capazes. Esta é a luta deste século.” (Vê mais abaixo excertos de algumas das declarações.) Um dos organizadores leu um poderoso poema sobre como confrontar aquilo que é de facto fascismo. A saudação “Aos corajosos lutadores e sonhadores do 15 de Julho”, do Partido Comunista Revolucionário, foi lida com paixão.

(Foto: Especial para o revcom.us)

 

A concentração teve início com uma poderosa leitura do apelo da Recusar o Fascismo e terminou com a leitura da mensagem da Recusar o Fascismo a estes protestos. A manifestação foi ruidosa e as palavras de ordem sacudiram as ruas de São Francisco. A Brass Liberation Orchestra [Orquestra de Metais de Libertação] acrescentou uma dimensão única. Muitas pessoas que se estavam a manifestar na primeira ação delas com a Recusar o Fascismo ajudaram a dirigir as palavras de ordem. Todo o evento teve um espírito de “Cabe-nos a nós” expulsar este regime. Toda a gente que lá estava foi convidada a participar na próxima concentração da Recusar o Fascismo da Zona da Baía.

 

As forças da alt-right [direita “alternativa”], que nas redes sociais tinham ameaçado estar presentes, de facto apareceram, mas em pequeno número. Três deles estiveram lá para filmar a concentração e a manifestação. Dois outros pareciam estar a ajudá-los nisso. Eles não tentaram interromper. Também esteve presente um pequeno grupo de Republicanos Universitários da UC Berkeley, que se limitou a observar.


Publicamos de seguida excertos de algumas das declarações lidas na concentração na Praça das Nações Unidas:

La Colectiva de las Mujeres:
“Temos de nos unir. Temos de nos unir para dizer: Não à interdição, Não ao muro. Temos de nos unir para dizer que nos estamos a juntar para afastar Trump. Precisamos de um futuro diferente. Um futuro que seja digno de seres humanos, um futuro para a humanidade. Não queremos mais grilhetas. Não queremos mais intimidação. Temos de nos manter fortes, unidos, e lutar até expulsarmos este sujeito e todo o regime. Temos de vencer o medo e lutar para que as futuras gerações possam ver que lutámos por elas.”

Johanna, da El/La Para TransLatinas:
“Como TransLatinas, somos imigrantes. Eles dizem que somos um perigo. Mas somos nós que estamos em perigo. Viemos para aqui para trabalhar e estão a negar-nos os nossos direitos básicos. Exigimos que o direito internacional seja respeitado. Exigimos direitos plenos para a comunidade latino-americana e para todos os imigrantes neste país. Viemos para aqui para trabalhar como mulheres. Não queremos viver numa situação em que a nossa esperança de vida é de 35 anos. Queremos uma vida plena e viver a nossa velhice de uma maneira plena.”

Alex U. Inn, Grande Marechal da Parada do Orgulho de São Francisco 2017:
“Há uma pequena janela de oportunidade, meus amigos. Se não agirmos com base nisto, teremos perdido o poder. As nossas vozes, a nossa ação, tudo em ti como ser humano hoje é o que é preciso para estares a defender e a dizer que não serás intimidado. Malditos, não vou para nenhum outro lugar, e vocês vão ouvir a minha voz, vão sentir o meu poder. Vocês são aqueles que eu irei afastar do poder e eu estarei frente a vocês para o fazer.”

J. Tony Serra, advogado do povo:
“Em nenhum outro momento nos últimos 50 ou 60 anos, apesar de eu ter participado como advogado em muitos casos de direitos civis, houve um maior desafio que atualmente. Nós estamos envolvidos numa luta para preservar a alma da nação. Trump declarou uma guerra aos pobres, à classe operária e aos imigrantes. Trump declarou uma guerra contra as etnias, contra as religiões. (...) O conceito que todos temos de adotar é o de resistir. Resistir ao racismo dele, resistir ao fanatismo religioso dele. Este país não pertence aos ricos, aos brancos e aos cristãos. Resistir, rejeitar, repudiar tudo o que Trump defende de todas as maneiras de que sejam capazes. Esta é a luta deste século. A alma da nossa democracia, a alma das nossas liberdades constitucionais, a alma da grande maioria das pessoas está em perigo. O tempo não irá voltar para trás. Temos de rejeitar esta trajetória. Por isso resistam, meus amigos, e iremos vencer.”

Rev. J. Alfred Smith Jr., Pastor Sénior, Igreja Batista de Allen Temple, Oakland:
“As pessoas parecem estar muito familiarizadas com as atrocidades que se têm multiplicado diariamente, mas em muitos casos não têm dito o nome do responsável. Há um elefante na sala e ninguém quer dizer o nome do elefante. Hoje, esse elefante foi nomeado muitas vezes, mas caso algum de nós seja lento a ver o quadro todo, a cara do elefante na sala, tudo o que temos de fazer é ligar os muitos pontos que descrevem esse elefante. Temos ouvido dizer que se trata de um regime autocrático e autoritário que governa através do medo: este é um dos pontos. Que se trata de um regime racista e supremacista branco que promove a perseguição, a discriminação e a violência patrocinadas pelo estado contra as pessoas de cor, em particular contra as vidas dos negros, dos latino-americanos e dos nossos povos nativos. Ele tem feito isto contra os imigrantes, contra os muçulmanos, contra as irmãs e irmãos LGBTQI, contra as mulheres. Isto inclui quase todos nós. Contra os pobres, contra os vulneráveis. Este regime tem atacado a ciência e violado o meio ambiente. Este regime está a pegar em partes do governo que supostamente devem ser dirigidas por civis e está a entregá-las a generais militares. Estão aqui os pontos todos. Muitos outros pontos têm sido identificados. Basta ligarmos os pontos para vermos uma imagem panorâmica tridimensional da cara feia do fascismo. Um organizador do protesto perguntou-me: ‘Vai usar a palavra começada por f?’. Eu sou bastante, livre mas quando ele mencionou a ‘palavra começada por f’ fiquei surpreendido. Disse-lhe: ‘Não, não penso que vá usar essa palavra’, embora alguns outros oradores a tenham usado hoje. Mas ele não estava a falar dessa palavra começada por f. Estava a falar do fascismo. Minhas irmãs e meus irmãos, vamos ter de enfrentar o fascismo. Vamos ter de combater o fascismo. Vamos ter de recusar o fascismo. Vamos ter de resistir ao fascismo.”

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Revolution/Revolución, 16 de julho de 2017

Chicago, 15 de julho:
Concentração e manifestação de centenas de pessoas no centro da cidade

No centro da cidade houve uma animada concentração de cerca de 100 pessoas, de todas as idades e setores sociais. Entre os oradores estiveram: Linda Solotaire da Recusar o Fascismo; Salman Aftab da Força Especial Muçulmana Norte-Americana Sobre Direitos Civis e Eleições; Carl Dix, que leu a declaração do Partido Comunista Revolucionário aos protestos do 15 de Julho; o Bispo Gregg L. Greer, Presidente da Liberdade Primeiro Internacional; Curtis Harris, da Chicago ADAPT, uma organização pelos direitos dos incapacitados; Bro. Michael Oboza, feminista LGBTQ; e Ted Sirota, músico de jazz e fundador dos Artistas Degenerados Contra o Fascismo (DAAF). Matt Skolar cantou um blues sobre como “nenhum ser humano é ilegal”; Shontay Luna leu dois poemas; e Steakhouse Mints cantou uma nova canção: “Estamos unidos, não temos medo, não estamos cansados, estamos a manifestar-nos, estamos em fogo!”

A concentração começa em Chicago, no Parque Grant. (Foto: Especial para o revcom.us)

 

Formaram-se vários contingentes para a manifestação, a qual cresceu para cerca de 300 pessoas, entre os quais: “as mulheres reprodutoras” vestidas com batas vermelhas e chapéus brancos – como que saídas do livro Crónica de Uma Serva [ou O Conto da Aia, no Brasil]; “os encarcerados em massa e os torturados”, com macacões laranja; grotescos fantoches gigantes de Trump, de Pence e do “ceifeiro sinistro” [a morte] Stephen Bannon; um contingente de homenagem aos Heróis de Portland; o Clube Revolução com uma faixa de apoio ao J15 assinada por negros do bairro South Side de Englewood; e um grupo de mulheres percussionistas que colabora com Ted Sirota.

 

A manifestação, que passou pelo centro da cidade e foi até à Torre Trump, teve um grande impacto – centenas de pessoas alinharam-se ao lado da manifestação, aplaudindo, juntando-se às palavras de ordem e tirando fotos; algumas pessoas pegaram em cartazes e juntaram-se à manifestação. Estiveram presentes pessoas de uma grande variedade de origens que tinham tido conhecimento da Recusar o Fascismo de muitas maneiras diferentes – na Parada do Orgulho Gay, na Marcha Pelo Clima, na Marcha das Mulheres em Chicago, na Manifestação das Aias, na contramanifestação contra os reacionários que andam a propagar o ódio antimuçulmano sob o disfarce de serem “anti-Xariá”; pessoas que souberam do protesto do 15 de Julho nos serviços noticiosos televisivos matinais e que decidiram juntar-se a ele; e algumas pessoas que estavam simplesmente a andar pelas ruas.

O Contingente dos Heróis na manifestação do 15 de Julho em Chicago.

 

Alguns estudantes do ensino secundário que se tinham juntado ao contingente das Aias disseram que havia muitas razões para protestar contra Trump, entre as quais a ameaça de guerra contra a Coreia do Norte, as alterações climáticas e os ataques à ciência, a proibição da imigração e o muro, as mentiras e o nepotismo, os ataques aos cuidados de saúde e às mulheres, e ao aborto em particular, e os arruaceiros fascistas que estão a ser mobilizados para atacar as pessoas. Uma latino-americana de 14 anos disse que tinha participado “para fazer uma mudança. (...) Somos a próxima geração. (...) Somos aqueles que podem fazer isso acontecer, ter um mundo melhor. Trump é machista, contra as nacionalidades, mas nós somos seres humanos, todos temos um coração e sentimentos.” Uma mulher judia mais velha, quando ouviu dizer que não era o Partido Democrata mas sim pessoas que querem EXPULSAR Trump, disse: “Sim! Isto é para mim.” Uma cientista que tinha vindo dos subúrbios disse ter retirado lições dos recentes acontecimentos na Coreia do Sul, onde semanas de protestos por parte de milhões de pessoas tinham forçado uma presidente odiada a se demitir, e que é possível expulsar todo o regime.

O Clube Revolução de Chicago na manifestação. (Vídeo: Recusar o Fascismo, Chicago)

 

Shontay Luna, uma poetisa que leu dois dos poemas dela na concentração, disse: “Até ele ter ganho as eleições, nunca me considerei uma ativista. Até esse momento, considerava-me uma rebelde quando se tratava de escrever palavras. Mas o ativismo era algo que deixava que outros o fizessem. Mas vejo que ele está agora na Casa Branca – e eu sabia que isso podia acontecer –, mas estando ele agora na Casa Branca, cada um de nós que não votou nele, todos temos de ser ativistas agora porque já não é possível (...) ficarmos simplesmente de braços cruzados nas linhas secundárias a olhar e a dizer: ‘Oh, bolas’. Ele ganhou, ele está lá. Todos os que estamos contra ele, todos nós temos de o expulsar.”

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Revolution/Revolución, 16 de julho de 2017

Reportagem de Washington DC – Manifestação anti-NRA

De um(a) leitor(a):

A 15 de julho, de manhã, mais de 200 pessoas participaram na concentração frente ao Departamento de Justiça – que era a continuação do protesto convocado por organizadoras da Marcha das Mulheres, a Marcha das Mulheres da NRA para o DOJ, #NRA2DOJ, em resposta aos virulentos vídeos da NRA (ver o comunicado da Recusar o Fascismo – “Temos de apoiar aqueles que estão a ser atacados”). Este protesto tinha começado no dia anterior na sede da NRA, numa zona residencial da Virgínia. As pessoas caminharam 28 km dessa sede até ao Departamento de Justiça, onde houve uma concentração na manhã seguinte. Foram feitas reivindicações muito contundentes em relação aos vídeos fascistas incitadores de ataques que o NRA publicou recentemente. Estiveram presentes defensores do controlo de armas e pessoas com familiares mortos por armas. Linda Sarsour, Carmen Perez e Tamika Mallory, da Marcha das Mulheres, foram algumas das pessoas que falaram. Apareceram alguns apoiantes da NRA e de Trump, talvez uns 10, do outro lado da rua, mas globalmente não houve o ambiente ameaçador que tinha havido no dia anterior na sede da NRA.

Depois da concentração do dia anterior frente à sede da Associação Nacional do Rifle [NRA] na Virgínia contra os recentes vídeos fascistas da NRA, as pessoas caminharam até Washington DC e fizeram uma concentração frente ao Departamento de Justiça [DOJ] na manhã de sábado. Ver o artigo: “Não seremos intimidados até ao silêncio” – Manifestantes denunciam os vídeos inflamatórios da NRA. (Foto: Especial para o revcom.us)

 

Alguns de nós da Recusar o Fascismo fomos lá para apoiar e participar nesta manifestação e concentração de dois dias. No final da concentração de sábado, a principal moderadora subiu ao palco e disse que queria saudar a Recusar o Fascismo, ergueu o folheto do 15 de Julho e encorajou as pessoas a se ligarem às pessoas da Recusar o Fascismo que estavam entre a multidão.

As pessoas manifestaram-se do DOJ até ao Hotel Trump em Washington DC, como parte dos protestos nacionais “Trump e Pence têm de se ir embora!” do 15 de Julho. (Foto: Especial para o revcom.us)

 

Depois de a reunião ter terminado oficialmente, um(a) do(a)s ativistas da Recusar o Fascismo fez uma intervenção ao microfone sobre a importância de expulsar o regime de Trump e Pence e a sua ligação direta aos temas centrais da concentração. Uma multidão de pessoas juntou-se numa roda e exprimiu o seu firme acordo. Depois, com muitas pessoas da multidão a gritar as palavras de ordem “Não a Trump, Não à NRA, Não a uns Estados Unidos fascistas”, 75 pessoas juntaram-se numa manifestação rumo ao Hotel Trump Internacional, a dois quarteirões de distância. Muitas delas ficaram frente ao hotel numa animada sessão de denúncia ao microfone [speak-out]. No início e no final, as pessoas fizeram o juramento: “NÃO – Em nome da humanidade, RECUSAMO-NOS a aceitar uns Estados Unidos fascistas!”

Ao longo da sessão, foi salientado que hoje, 15 de julho, era um dia nacional de ação para expulsar o regime de Trump e Pence, em mais de 18 cidades, e que todas as pessoas presentes na sessão estavam a contribuir para juntar as poderosas vozes de Washington DC a este dia nacional de ação.

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Revolution/Revolución, 14 de julho de 2017

Aos corajosos lutadores e sonhadores do 15 de Julho

Do Partido Comunista Revolucionário, EUA

Esta declaração será lida nos protestos em todos os Estados Unidos a 15 de julho de 2017.

Em nome do Partido Comunista Revolucionário, quero saudar todos os que saíram às ruas hoje. Todos os que resistiram à intimidação e às ameaças, todos os que lutaram contra o derrotismo que nos rodeia, todos os que têm respondido à implacável implantação do fascismo com a mais eloquente das respostas: NÃO! Saudamos em especial todos aqueles que nestes últimos meses ajudaram a fazer nascer a organização absolutamente vital que é a Recusar o Fascismo, e em especial aqueles de vós que estavam a viver as vossas vidas e que depois responderam à chamada colocada pelos eventos e que tanto se têm envolvido nisto. Este veículo da Recusar o Fascismo é precioso e agora é hora de se tornar muito maior, muito mais forte e muito mais abrangente para que possamos expulsar este regime antes que seja demasiado tarde!

Continuem não só a resistir, mas vão mais longe nesta batalha. Isto é uma questão de vida ou morte para dezenas de milhões de pessoas ou talvez mais. Nos dias que aí vêm lutemos para retirar todas as lições que possamos do dia de hoje e de tudo o que conduziu até ele; questionemos o que fizemos e depois façamos melhor... porque o que está em jogo é demasiado para se fazer menos. Hoje pode ser e deve ser não apenas uma “boa coisa a fazer”, mas um ponto de partida para todo um novo nível de luta.

Também queremos pedir-vos que vão mais longe. Ouçam o seguinte convite do líder do Partido Comunista Revolucionário, Bob Avakian, ou BA, na 3ª página da edição deste mês do jornal Revolution/Revolución:

Um Convite
de Bob Avakian

Juntos, iniciemos uma jornada crucial – plena de unidade contra a opressão e em animada luta sobre a fonte e a solução do problema. Prossigam das vossas próprias convicções – de que os ultrajes que vos mobilizam são intoleráveis – para a conclusão lógica delas e mantenham-se determinados a não parar até que esses ultrajes sejam eliminados. E se, ao fazerem isto, bem como ao conhecerem outros ultrajes e as ideias sobre como tudo isto se articula em conjunto e resulta de uma fonte comum – e como se pode acabar com tudo isto e criar algo muito melhor – se tudo isto levar na direção de não só se ver a necessidade de uma resistência ousada e determinada, mas também a necessidade da revolução e, no final, do comunismo, então não virem as costas a isso porque vos faz sair da vossa zona de conforto, porque desafia o que têm sido as vossas profundas convicções, ou devido a preconceitos e calúnias. Em vez disso, procurem ativamente conhecer mais sobre esta revolução e a sua meta do comunismo e determinar se é de facto a solução necessária, e possível. E depois ajam de acordo com isso.

Há uma maneira de aceitar este convite. Conheçam BA. Leiam O NOVO COMUNISMO que explica exatamente o que diz o título – um novo comunismo, uma maneira de compreender cientificamente o mundo e de o transformar, de fazer a revolução e de manter essa revolução no caminho para a emancipação. Leiam A Constituição Para a Nova República Socialista da América do Norte, a qual estabelece um plano e um quadro para um mundo radicalmente novo e muito, muito melhor que de facto é possível através dessa revolução. Procurem e levem convosco O BÁsico, o manual para lutadores revolucionários.

Eis uma oportunidade, e um desafio, para conhecerem de onde vem esta loucura que hoje estamos a combater... de como ela resulta de um SISTEMA, o capitalismo-imperialismo. Para saberem POR QUE precisamos de uma revolução e por que essa revolução pode e tem de derrubar o sistema. Para conhecerem como essa revolução pode acontecer de facto. E para conhecerem o vosso papel nisto.

Vão diariamente a www.revcom.us e conheçam como os eventos se encaixam em conjunto e o que significam para a revolução. Vão a uma das Revolution Books [Livrarias Revolução] se houver uma por perto. Juntem-se ao Clube Revolução onde não só podem aprender mais sobre tudo isto como participar na luta contra o poder como parte de fazer a revolução, fazendo frente a cada ultraje e lutando em todos os cantos da sociedade, em que podem mudar o mundo e mudar-se a vocês próprios neste processo, com pessoas como vocês e com pessoas muito diferentes de vocês, num espírito de luta e questionamento, de coragem e amor.

Avancemos juntos, expulsemos este regime e ajamos para construir um mundo inteiramente novo onde os pesadelos infernais de hoje de facto deixem de existir, e a humanidade possa verdadeiramente florescer.