PC(M)A: «Bona II: Uma reunião para decidir o futuro da guerra de ocupação contra o nosso povo»
12 de Dezembro de 2011. Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar.

Publicamos de seguida excertos de um comunicado do Partido Comunista (Maoista) do Afeganistão, datado de 22 de Novembro.

Faz agora dez anos, em Dezembro de 2001, os invasores imperialistas norte-americanos e britânicos e os seus aliados organizaram a Conferência de Bona para definirem os seus futuros planos de guerra contra o nosso povo e instalarem um regime fantoche no Afeganistão. A essa reunião, sob as asas dos imperialistas, foi levado um rebanho de traidores nacionais. A ONU foi utilizada para fornecer uma fachada internacional e legal para a guerra imperialista de agressão sob o pretexto de uma «guerra contra o terrorismo».

Agora, uma vez mais, os ocupantes imperialistas estão a reunir-se para reorganizarem os seus planos para o futuro da guerra contra o nosso povo. Porém, esse planeamento não está a considerar apenas os próximos três anos, mas é um plano de treze anos em duas fases. A primeira fase vai de agora até ao fim de 2014 e a segunda vai de 2014 ao fim de 2024. Na primeira fase, os aliados dos Estados Unidos e uma parte das forças norte-americanas deixarão o Afeganistão, pelo que o acordo estratégico militar, político e económico entre eles e o regime fantoche tem de ser formalizado de forma a permitir que eles continuem com as suas invasões e intervenções militares contra o nosso país e o nosso povo.

Tem-se tornado claro que os imperialistas norte-americanos pretendem manter dezenas de milhares das suas forças nalgumas bases militares estratégicas chave, mesmo depois de 2014. O acordo estratégico extensível por dez anos entre os EUA supostamente fornece ao regime fantoche de Karzai o quadro legal para a presença das forças norte-americanas e o estabelecimento a longo prazo das suas bases militares. A base legal para a continuação das invasões e intervenções militares dos aliados dos imperialistas norte-americanos também será proporcionada por estes acordos estratégicos com o regime fantoche. Os imperialistas britânicos, alemães, franceses, australianos e outros e a União Europeia no seu todo podem continuar com as suas agressões e intervenções militares com base neste tipo de acordos.

O acordo estratégico entre o estado reaccionário e expansionista indiano e o regime fantoche de Cabul que foram assinados há algum tempo atrás entre Manmohan Singh e Hamid Karzai é um aspecto essencial dos acordos estratégicos globais assinados entre o regime de Karzai e as potências imperialistas e reaccionárias do ponto de vista dos realinhamentos do poder regional. Neste contexto, a assinatura do acordo estratégico entre o governo indiano e o regime fantoche não é nada diferente do alinhamento entre o estado indiano e o regime fantoche, contra o Afeganistão.

O surgimento deste tipo de circunstâncias poderá ser uma importante fonte de tensões e conflitos regionais e acender ainda mais as chamas dos conflitos reaccionários que já submergiram a região. Assim, a continuação da guerra imperialista levada a cabo pelos EUA e seus aliados contra o nosso país e o nosso povo, cujo tema central é a manutenção da presença das bases militares estratégicas no Afeganistão, prova e ilustra o seguinte:

Os imperialistas norte-americanos e os seus aliados não vieram para o Afeganistão para combater o terrorismo nem para promover a democracia e os direitos humanos, os direitos das mulheres e os direitos das nacionalidades oprimidas, nem para criar desenvolvimento social, cultural e económico. Na realidade, eles defendem os seus interesses estratégicos políticos e económicos regionais e globais e não pretendem deixar facilmente o nosso povo e os povos da região em paz nem retirar as suas forças de ocupação.

A segunda conferência de Bona é uma reunião com o objectivo de implementar e executar esse plano dos imperialistas norte-americanos e dos seus aliados europeus e não europeus. É por isso que nós vemos essa reunião como um evento sobre o futuro da ocupação, da agressão e da guerra imperialista intervencionista contra o nosso país e o nosso povo e condenamo-la vigorosamente.

O Partido Comunista (Maoista) do Afeganistão, que está a trabalhar para preparar a guerra revolucionária popular de resistência nacional contra os ocupantes e o regime fantoche, acredita fortemente que a continuação da presença dos ocupantes imperialistas norte-americanos no Afeganistão após 2014 aumentará a pressão da guerra contra o nosso povo, mas também acenderá e aumentará outras tensões regionais. Por isso, a presença militar estratégica prolongada deles não só não reduzirá a resistência contra eles, como fortalecerá mesmo ainda mais e ampliará a base social da resistência contra eles. Além disso, a continuação da presença geradora de crise dos ocupantes norte-americanos aumentará a oposição contra eles em toda a região. Numa altura em que todo o sistema imperialista mundial e sobretudo os imperialistas norte-americanos estão submersos por uma severa crise económica e em que a resistência dos povos nos países imperialistas está em ascensão, e em que a corrupção e a podridão do regime fantoche são incuráveis, nós acreditamos fortemente que os imperialistas norte-americanos e os seus sátrapas traidores nacionais serão derrotados por uma resistência nacional de base ampla e prolongada.

Com base nesta convicção, temos incrementado os nossos esforços preparatórios para a guerra revolucionária popular de resistência nacional e temo-nos esforçado para mudar da fase de preparação para a de início de facto da guerra, o mais cedo possível. Os planos imperialistas para o futuro da guerra de ocupação contra o nosso povo estão condenados ao fracasso.

Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese