Os novos planos dos EUA para o Afeganistão: Notas sobre os acordos estratégicos de longo prazo
12 de Dezembro de 2011. Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar.

Após uma década de ocupação e guerra da coligação liderada pelos EUA, as pessoas estão a reflectir para avaliarem os resultados.

Mas as forças reaccionárias à escala internacional também se prepararam para isto. Ao organizarem várias conferências e reuniões internacionais e internas, elas têm tentado impor as suas próprias conclusões e preparar a opinião pública, pelo menos para o prosseguimento dos seus planos reaccionários no Afeganistão e na região durante mais uma década.

De facto, a política norte-americana no Afeganistão está a entrar numa nova fase. Os EUA estão a tentar fazer crer que a sua missão no Afeganistão está quase terminada e que a estabilidade e a prosperidade estão ao seu alcance, ainda que com alguns problemas secundários. Por isso, começaram a retirar os seus soldados e a entregar gradualmente as funções de segurança ao governo afegão. No final de 2014, apenas permanecerá um pequeno número de tropas estrangeiras para «protegerem o país» contra os seus vizinhos, porque o exército do Afeganistão não é suficientemente forte para se defender.

Tal como a história que os EUA e seus aliados contaram quando invadiram o Afeganistão era uma mentira, também esta o é.

Entre as reuniões recentemente realizadas sobre o Afeganistão estão a conferência de Istambul em Outubro que envolveu os países da NATO e os vizinhos do Afeganistão, e a grande Loya Jirga tradicional em que participaram 2000 membros, convocada pelo Presidente afegão Hamid Karzai em meados de Novembro para discutir dois importantes temas: o acordo estratégico de longo prazo com os EUA e as negociações com os talibãs.

A conferência mais decisiva para os imperialistas decorreu em Bona, Alemanha, a 5 de Dezembro, na sequência da primeira conferência de Bona de há 10 anos. A primeira conferência de Bona, realizada dois meses após o início da invasão e de os talibãs terem sido desalojados do poder, estabeleceu o enquadramento dos planos imperialistas para o Afeganistão durante a última década. Nessa conferência, Karzai foi designado chefe do governo provisório e os lugares no governo foram entregues aos seus aliados e a outros fundamentalistas islâmicos conhecidos como Jihadis que se opunham aos talibãs.

A segunda conferência de Bona sobre o Afeganistão recebeu a atribuição de aprovar o enquadramento dos planos imperialistas para o Afeganistão para a próxima década. Ao contrário da impressão cuidadosamente optimista que os imperialistas querem dar, o quadro real é sombrio. A maioria das pessoas no Afeganistão estão cada vez mais desiludidas com a situação e com as promessas não cumpridas, e muitas estão a juntar-se às forças reaccionárias da oposição. Além disso, os ocupantes estão a actuar com uma severa brutalidade contra a população.

Os ataques aéreos e os bombardeamentos continuam a fazer vítimas civis que nada têm a ver com os talibãs. Um incidente recente revela o padrão dos bombardeamentos da NATO e dos EUA. A 23 de Novembro, um ataque aéreo no distrito de Zhare, na província de Kandahar no sul do Afeganistão, matou sete civis, entre as quais seis crianças de duas famílias. «Mohammad Rahim, de 50 anos, tinha consigo os seus dois filhos e três filhas. Eles tinham entre 4 e 12 anos de idade e foram todos mortos, excepto uma filha de 8 anos que está gravemente ferida».

Embora as forças da NATO e do governo repitam a sua história estereotipada de que estavam a perseguir um grupo de insurgentes que neste caso estava a «colocar uma mina», o tio das crianças mortas pôs em causa esse relato, dizendo:

«Não havia nenhum talibã no campo; é uma alegação infundada que os talibãs estavam a colocar minas... eu fui ao local e não encontrei nem um único pedaço de evidência de bombas ou de qualquer outra arma. Os norte-americanos praticaram um crime sério contra crianças inocentes, nunca serão perdoados» (CBS News, 24 de Novembro de 2011).

Os ataques nocturnos dos ocupantes que visam aterrorizar o povo afegão tornaram-se tão ampla e profundamente odiados que Karzai teve de falar sobre esse assunto. No seu discurso na abertura da Loya Jirga, disse: «O Afeganistão acredita que a guerra ao terrorismo não é feita nas casas das pessoas, o seu ninho está noutro lugar. A corrupção nas instituições é incrível. Continua a haver uma perseguição governamental às pessoas, as casas das pessoas ainda não estão imunes, as instituições governamentais e estrangeiras ainda podem incomodar as pessoas. Por isso, o que é que nós devemos fazer em relação a estes problemas?» (BBC, website em persa, 16 de Novembro de 2011).

As mulheres continuam a ser vítimas do fundamentalismo, tanto do governo de Karzai instalado no poder pela NATO, como da oposição. Há inúmeros relatos que indicam uma intensa e dolorosa discriminação contra as mulheres. A história de uma jovem chamada Golnaz que foi violada por um familiar está ser particularmente chocante. Golnaz, que ficou grávida, foi presa e condenada por ter tido relações sexuais fora do casamento (Zina). Condenaram-na a três anos de prisão. Quando ela recorreu, um tribunal superior aumentou a pena para 12 anos de encarceramento. Depois de a história dela ter chegado à comunicação social mundial, Karzai ordenou a sua libertação com a condição de ela se casar com o seu violador, apesar de ela não o querer. É esta a suposta libertação das mulheres debaixo da ocupação. E nem vale a pena mencionar que há milhares de Golnaz no Afeganistão.

Nenhum aspecto da reconstrução do país foi seriamente levado a cabo, à excepção da edificação das suas forças armadas e do aparelho burocrático. O cultivo e a produção de drogas continuam a aumentar e a moldar a estrutura económica do país. A corrupção, a pobreza e o sofrimento têm submergido as pessoas. As forças dos EUA e da NATO são odiadas. Estas são algumas das razões por que as pessoas que desprezavam os talibãs são cada vez mais atraídas para o lado deles.

Nenhum verdadeiro sucesso na luta contra os talibãs, a não ser tentar fazer a paz com eles

Embora tenha sido o povo quem mais tem sofrido com a ocupação, os ocupantes estão agora a tentar fazer a paz com os talibãs que supostamente eram o seu alvo. Tal como foi acima mencionado, esta tem sido a questão no centro das mais recentes reuniões internacionais e locais.

O governo e os EUA estão a fazer tudo o que podem para atraírem os talibãs para a mesa das negociações. Têm chegado a compromissos em muitas questões, sobretudo quanto aos direitos das mulheres. A crescente aplicação da Xariá (lei corânica) pelo regime de Karzai visa conquistar os apoiantes dos talibãs. Ofereceram imunidade a muitos dos líderes talibãs e sugeriram à organização a abertura de um escritório em Doha (Qatar) ou na Turquia para facilitar as negociações.

Se a maioria ou algumas das forças talibãs irão ou não para a mesa das negociações é outra questão, que depende da sua própria avaliação da situação. A questão é que os ocupantes e o governo de Karzai estão a trabalhar arduamente para conseguirem que os talibãs aceitem algum tipo de acordo de partilha de poder.

Tudo isto mostra que os EUA e os outros imperialistas não invadiram o Afeganistão para libertar o povo nem as mulheres. Eles não invadiram o Afeganistão para combater terroristas nem para trazer a paz e reconstruir o país. Ao contrário do que indicam essas alegações, eles invadiram o Afeganistão pelos seus interesses globais e estratégicos. Neste sentido, a invasão liderada pelos EUA é pouco diferente da invasão do Afeganistão pelo social-imperialismo soviético (a URSS imperialista antes de ter abandonado o seu falso socialismo). A diferença é que os soviéticos se aliaram às forças revisionistas locais que se auto-intitulavam democratas ou comunistas, enquanto os EUA e os outros imperialistas ocidentais se aliaram principalmente às forças islâmicas e a vários sectores do fundamentalismo islâmico.

O tratado estratégico de longo prazo entre o Afeganistão e os EUA

Os EUA e os seus aliados irão continuar a procurar defender os seus interesses globais no Afeganistão, independentemente de que mudanças aí conseguirem trazer às suas políticas. De facto, as novas políticas na agenda de trabalhos, que incluem reduzir as suas forças, negociações com os talibãs e o acordo estratégico de longo prazo, tudo isto está ao serviço desses interesses imperialistas.

Tem havido muitas reuniões entre os governos dos EUA e do Afeganistão para acabarem de esboçar esse acordo. Parece que a mais recente ronda de conversações bilaterais teve lugar em Setembro de 2011 em Washington. Diz-se que o rascunho do documento cobre as relações militares, económicas, políticas, culturais e educativas entre os dois países.

Muitos observadores têm sugerido que a questão mais importante em discussão durante o último par de anos tem sido a proposta de construção de bases militares dos EUA que permitam a presença permanente ou pelo menos de longo prazo de dezenas de milhares de soldados dos EUA no Afeganistão. Apesar da negação inicial pelos responsáveis do Afeganistão e dos EUA, Karzai confirmou-o no seu discurso na recente Loya Jirga em que se discutiu o acordo, cujos detalhes permanecem secretos. Nem mesmo a Loya Jirga foi informada do conteúdo integral das exigências e condições norte-americanas.

No seu discurso de abertura, Karzai defendeu que o Afeganistão beneficiaria com essas bases militares.

«Os EUA querem bases militares que terão alguns efeitos em nós e na região e nos nossos vizinhos. Nós podemos usar isso em nosso benefício. Mas temos as nossas condições: os EUA têm que parar com os ataques nocturnos. E acabar com os escritórios paralelos no Afeganistão [as estruturas financeiras e políticas norte-americanas que substituem ou vigiam os órgãos governamentais afegãos]. Embora nós e os EUA e o Ocidente sejamos amigos, também somos amigos da Rússia, da China e dos nossos vizinhos. Nós daremos [aos nossos vizinhos] a nossa palavra de que, independentemente do preço, não permitiremos que nenhum país seja atacado a partir do nosso território.»

«Estas são as nossas condições. O Afeganistão está preparado para assinar o tratado de longo prazo e isso é do nosso interesse. Há dinheiro deles a vir para o Afeganistão, eles treinam os nossos soldados e as nossas forças policiais e asseguram a estabilidade geral da região». (BBC, website em persa, 16 de Novembro de 2011)

Isto é tudo o que foi revelado sobre o conteúdo da proposta de tratado estratégico. Mesmo alguns membros da Loya Jirga protestaram por não terem conhecimento do que iam aprovar. Mais tarde, Safia Sedighi, porta-voz da Loya Jirga, disse aos jornalistas: «Os norte-americanos exigiram que as condições deles ficassem secretas».

Embora não tenha sido confirmado, algumas fontes crêem que os EUA pretendem manter bases militares permanentes em pelo menos cinco locais (Shinden em Herat perto da fronteira com o Irão, Shoor Abak, Kandahar, Khost e Bagram).

Ao mesmo tempo que os governos norte-americano e afegão têm tentado criar a opinião pública para justificar as bases militares estrangeiras de longo prazo no Afeganistão, também têm tentado encobrir as verdadeiras intenções neocoloniais dos EUA no país e na região.

Por exemplo, sempre que surge o tema do fim da guerra, Washington acrescenta que «desta vez» não deixarão o Afeganistão «sozinho», como se o caos em que o Afeganistão caiu durante os anos 90 fosse porque as potências ocidentais «abandonaram» o Afeganistão após a derrota dos soviéticos. Eles alegam que se os EUA saírem completamente o caos irá reemergir. Eles falam como se não tivesse sido a interferência imperialista que levou à guerra civil dos anos 90 e como se o Afeganistão não fosse um caos total hoje – um caos que eles criaram.

Em primeiro lugar, os imperialistas nunca deixaram as pessoas do Afeganistão a sós para prosseguirem com a vida delas. De facto, o caos criado no Afeganistão tem sido o resultado de décadas de intromissão nos assuntos afegãos, sobretudo pelos imperialistas e seus aliados regionais. Os Jihadis chegaram ao poder em resultado de mais de uma década de apoio militar, financeiro, político e de propaganda do Ocidente. Mais tarde foi, de facto, o Paquistão, com a aprovação dos EUA, que trouxe os talibãs de volta. O Paquistão era então o principal aliado norte-americano na região. É importante salientar que durante esse período o Paquistão e os EUA tinham fortes interesses comuns na região e andavam particularmente unidos para os alcançarem.

Como recordava um recente artigo de opinião no jornal New York Times, «durante a administração Clinton, o Sr. Putin propôs uma cooperação Estados Unidos-Rússia contra os talibãs; Washington recusou a oferta por razões políticas» (Dov S. Zakheim e Paul J. Saunders, 1 de Dezembro de 2011). Que razões políticas eram essas? Quando sabemos que os EUA foram um dos principais apoios financeiros dos talibãs e que os países que reconheceram o regime talibã eram os principais regimes clientes dos EUA na região, as razões políticas tornam-se mais claras: os EUA estavam – e ainda estão – à procura da hegemonia regional como parte da manutenção do seu domínio global.

O papel dos EUA na transformação do Afeganistão num caos é de conhecimento tão comum que mesmo aqueles que querem justificar a actual e a futura ocupação norte-americana têm de o ter em conta. Eles alegam que esta situação se deve a os EUA terem de continuar a governar o Afeganistão. «As responsabilidades políticas, morais e em parte legais dos EUA por ajudarem o Afeganistão são uma das expectativas das relações estratégicas bilaterais. Os EUA tiveram um papel óbvio na criação dos actuais problemas do Afeganistão, incluindo provocar a ex-União Soviética a interferir militarmente, apoiar os grupos extremistas durante a ocupação [soviética], entregar a chave de Cabul a Islamabad depois dessa ocupação e entregar o Afeganistão ao Paquistão depois de 2001», escreveu Davoud Moradian, que actualmente ensina na Universidade Americana de Cabul. Ele conclui que «o apoio norte-americano ao Afeganistão não é só porque Cabul o está a pedir mas também um direito do Afeganistão e uma responsabilidade dos EUA e de outros países ocidentais». (BBC, serviço em persa, 14 de Outubro de 2011)

Os EUA querem continuar a controlar o Afeganistão pelas mesmas razões por que a URSS ocupou o país e lá quis ficar – e pelas mesmas razões por que os britânicos quiseram o Afeganistão no século XIX. Na realidade, o Afeganistão foi cobiçado por uma longa lista de impérios, entre os quais o mongol, o persa e o indiano.

Devido à sua importância estratégica, o Afeganistão é há muito tempo um campo de batalha de disputa entre países poderosos. Porém, as recentes ocupações têm decorrido numa nova era em que o capitalismo evoluiu para imperialismo e em que o controlo militar e económico global se tornou qualitativamente mais importante. E, para forçarem o seu caminho e prolongarem a sua permanência, esses imperialistas tornaram-se mais brutais, com um efeito na vida das pessoas que tem sido desastroso em muitas dimensões.

É esta a razão de ser do acordo estratégico entre os EUA e o Afeganistão e da segunda Conferência de Bona sobre o Afeganistão – a disputa entre potências.

Ao defender a manutenção de uma presença dos EUA, o Senador John Kerry, ex-candidato presidencial democrata norte-americano e actual presidente do Comité do Senado para as Relações Externas, escreveu um artigo em que exprime algumas das preocupações dos imperialistas norte-americanos sobre o que aconteceria se deixassem o Afeganistão:

«A Rússia, por exemplo, está a tentar reafirmar a sua autoridade na região e poderia usar a nossa partida como pretexto para transferir as tropas russas para a fronteira tajique-afegã. Os chineses estão a expandir a sua pegada económica mas escolheram não envolver-se política ou militarmente, em parte porque temem os sentimentos separatistas activos na volátil região de Xinjiang que faz fronteira com o Afeganistão. Também o Irão tem fortalecido a cooperação económica e comercial com Cabul, com base nas suas ligações culturais, para reafirmar o seu papel na região. E os indianos assinaram recentemente um acordo de parceria estratégica com o Afeganistão, cimentando assim as suas ligações de longo prazo.» (The New York Times, 1 de Dezembro de 2011)

Uma porta a norte para a Ásia Central, a sul e a leste para a península indiana, a ocidente para o Irão e o Médio Oriente, e também perto de dois países poderosos como a Rússia e a China, a localização do Afeganistão torna-o extremamente importante do ponto de vista estratégico quando se tem em conta a disputa regional e mesmo global.

A ocupação norte-americana: um perigo regional e global

A ocupação norte-americana do Afeganistão e os seus planos para ficarem durante as próximas décadas não servem os interesses do povo do Afeganistão e não servem a segurança desse país nem a estabilidade da região. Pelo contrário, essa ocupação é uma fonte de insegurança para o Afeganistão e para a região e provocador de disputas.

É amargamente irónico que Karzai, quando declarou que os EUA tinham de ter bases militares no país para proteger os interesses do Afeganistão, deu a palavra dele de que nenhum vizinho seria ameaçado ou atacado a partir de território afegão. Pouco depois, foi exactamente isso que aconteceu.

Não muito depois de ele ter feito essa promessa, um ataque aéreo da NATO contra dois postos militares paquistaneses na fronteira norte-ocidental com o Afeganistão matou pelo menos 25 soldados paquistaneses. Esse acto gerou tanta indignação que o governo paquistanês teve de reagir, ordenando que a CIA cessasse as operações com drones [aviões não tripulados] que faz a partir da base aérea de Shamsi, no Paquistão ocidental, e fechando as duas principais rotas de abastecimento da NATO ao Afeganistão. O Paquistão também boicotou a Conferência de Bona, como protesto. Previsivelmente, os responsáveis dos EUA e da NATO estão a investigar para ver o que aconteceu de «errado».

O Paquistão foi durante anos um importante aliado dos EUA, mas a sua importância estratégica diminuiu e as contradições com os interesses regionais dos EUA vieram mais à luz do dia. Esse «erro» dos EUA pode ter visado pôr pressão no Paquistão para que aceite a nova abordagem dos EUA para a região, em que o papel do Paquistão será dramaticamente reduzido, ao mesmo tempo que aumentará o papel da Índia no Afeganistão e na região.

Não muito depois disso, um drone da CIA que tinha levantado voo do Afeganistão foi levado até bem dentro do Irão, perto da cidade de Kashmar, a cerca de 140 quilómetros da fronteira. Isso chamou a atenção para as operações encobertas no interior do Irão que são lançadas a partir de instalações norte-americanas no Afeganistão.

Estes incidentes mostram que os EUA querem ficar no Afeganistão não para o proteger dos seus vizinhos mas para ameaçar os seus vizinhos.

Obviamente, as palavras de Karzai não têm valor nenhum – são apenas uma justificação para a continuação da traição do povo do Afeganistão e da região. À mesma luz, os EUA estão a mentir para tentarem esconder os seus objectivos e enganar as pessoas.

A declaração de que os EUA estão a sair do Afeganistão é uma mentira. A declaração de que os EUA estão a construir bases militares para garantir a estabilidade da região também é uma brutal mentira. Na realidade, os esforços dos EUA nessa região podem provocar consequências mais perigosas mesmo à escala mundial, a menos que eles sejam desfeitos não só pela luta do povo do Afeganistão mas também da região e de todo o mundo.

Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese