Recebemos de um leitor o seguinte «eventual trabalho de ficção».
– Na entrevista de imigração e asilo
O que iria ela dizer,
que eles assentaram no país dela e que ela foi esmagada?
A última coisa com que eles se preocupavam era com ela.
Diz-lhes o que eles querem ouvir:
Ooh, você é tão grande e forte e bom,
todas as miúdas querem a tua liberdade
para limparem a tua merda.
– No hotel de alta segurança
Todos sabemos o que não aconteceu:
Olhando para a nudez da velha barata
a jovem não caiu de desejo.
Seja o que for que aconteceu, foi grotescamente desigual.
Não foi a primeira vez que ele violou a soberania de alguém.
Tal como as corpulentas potências cujo poder ele encarnava,
ele floresceu em trocas desiguais.
– Filosofa aprés-violação (Paris)
Onde está o mal?
Apenas um pouco de «levantar a saia da empregada».
Os rapazes vão ser violadores,
quem os pode culpar?
– Entrando na diversão (Nova Iorque)
O procurador diz que ela mentiu.
A imprensa disse que ela era uma pêga.
Eles despojaram-na da sua honra.
Aquela mulher, não será ela um alvo aceitável?
– Qual é a arma mais poderosa de um violador?
«Submete-te e cala-te»,
ou serás violada uma vez atrás de outra
pela polícia,
pela imprensa,
políticos,
pretensa justiça,
os ideólogos da violação.
| Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese |