![]() | |
|
O «Dignité al-Karama», um dos barcos que integram a Flotilha da
Liberdade II |
Depois de ter alegado inicialmente que os oito navios e barcos ancorados na Grécia estavam retidos para inspecção devido a uma queixa privada (de um grupo israelita) de que os navios não eram capazes de navegar, agora o governo grego proibiu abertamente todas as partidas com destino a Gaza. Uma nona embarcação atracada na Turquia ficou com o eixo do hélice danificado de uma forma muito parecida com o que tinha acontecido a outro barco da flotilha na Grécia.
Neste momento, o único barco da flotilha que está em mar aberto é o francês «Dignité/Karama».
O governo grego promulgou oficialmente a proibição de partida a 1 de Julho. O navio norte-americano «The Audacity of Hope» [«A Audácia da Esperança»], o maior navio da flotilha, com 51 passageiros e tripulantes e 11 jornalistas a bordo, saiu do porto pouco antes da ordem ter entrado em vigor, mas foi interceptado em mar alto por comandos armados e forçado a retroceder. O capitão foi preso, acusado do delito de «arriscar vidas» e continua detido em condições que os relatos dizem ser severas. Já antes da partida ele tinha sido atacado na rua por um grupo de homens.
![]() | |
|
Um dos participantes na flotilha saúda de bordo do «Juliano» à partida
de Perama, perto de Atenas. (Foto: John Kolesidis/Reuters) |
Apesar do navio norte-americano dever o seu nome a uma frase associada ao Presidente norte-americano Barack Obama, aparentemente reflectindo a esperança que o governo dele pudesse ficar incomodado e neutro, os responsáveis norte-americanos exigiram repetidamente que a flotilha fosse suspensa. O Quarteto, um grupo das principais potências imperialistas do mundo criado para mediar um acordo israelo-palestiniano e constituído pelos EUA, ONU, União Europeia e Rússia, emitiu um comunicado em que apela aos governos que «usem a sua influência para desencorajarem mais flotilhas». Segundo os relatos, os responsáveis norte-americanos têm dito repetidamente aos participantes norte-americanos na flotilha que podem ser presos quando regressarem a casa por ajuda a um grupo «terrorista» (o Hamas, a organização islâmica que governa Gaza).
O argumento usado no comunicado do Quarteto e pelo governo grego é o do risco de os participantes na flotilha ficarem feridos ou serem mortos às mãos do exército israelita, o qual há um ano atingiu e matou nove passageiros de uma flotilha semelhante. Isto é uma posição moral e legalmente ultrajante, porque esses mesmos governos e o Secretário-Geral da ONU Ban Ki Moon se têm recusado a exigir que Israel cumpra a lei internacional e se abstenha de atingir manifestantes desarmados. O primeiro-ministro israelita Benjamim Netanyahu foi mais honesto ao agradecer ao primeiro-ministro grego George Papandreou e a outros governos o facto de terem apoiado Israel neste momento crucial.
Até este momento, foram noticiadas manifestações de emergência de apoio à flotilha na Grécia, no Canadá, na Bélgica e na Grã-Bretanha.
| Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese |