O 1º de Maio Revolucionário em Berlim
5 de Maio de 2008. Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar.

Imagem do 1º de Maio na Turquia. (Foto: AP)

Muitas duras batalhas tiveram lugar em todo o mundo por ocasião do 1º de Maio deste ano. Em Hamburgo e em Nuremberga, na Alemanha, houve contra-manifestações contra os comícios do Partido Democrático Nacional neonazi, que acabaram por resultar em carros incendiados e pedras e garrafas atiradas quando a polícia as atacou com canhões de água e gás pimenta. Nelas participaram cerca de 7000 e 1000 pessoas, respectivamente. Vários manifestantes antinazis foram presos. Recebemos o seguinte relato de Berlim.

Várias centenas de pessoas (começando com cerca de 800 e terminando com cerca de 400) manifestaram-se num bairro operário e de imigrantes de Berlim para celebrarem o “1º de Maio revolucionário”.

Esta manifestação revolucionária que atravessa o bairro de Kreuzberg tem-se realizado desde 1997. Outras acções ocorreram durante a noite anterior e mais tarde nesse dia.

Imagem do 1º de Maio na Turquia

A manifestação foi precedida de um comício em que os representantes de organizações e partidos comunistas e revolucionários deram as suas perspectivas sobre a situação mundial. Falaram da ocupação do Iraque e do Afeganistão e das perigosas ameaças militares contra o Irão. O representante da coligação começou por falar sobre a história revolucionária do 1º de Maio e do trabalho feito para a organização das actividades deste ano. Os preparativos para a manifestação foram encarados como uma campanha política de promoção da consciência revolucionária entre os estudantes universitários e das escolas secundárias e entre os mais baixos estratos da sociedade que vivem nos bairros de imigrantes e da classe operária. Cerca de 30 000 folhetos da convocatória da manifestação do 1º de Maio foram distribuídos entre esses sectores da população.

O folheto salientava a necessidade de criação de um mundo novo que seja radicalmente diferente do actual, que é controlado pelos opressores e exploradores dos povos do mundo. Usando como palavras de ordem “Queremos um mundo novo”, o folheto apelava a:

– um mundo em que um pequeno número de países ricos deixe de dominar e explorar a vasta maioria das nações e povos do mundo;

Manifestantes enfrentam a polícia de choque em Istambul (Turquia), quando tentam celebrar o 1º de Maio na Praça Taksim, proibido pelas autoridades.
(Foto: Burak Kara/Getty Images)

– um mundo em que todas as mulheres e homens sejam iguais, onde o sistema patriarcal em todas as suas formas seja inteiramente abolido e em que nenhuma mulher esteja ameaçada de violação, violência ou maus-tratos pelos homens;

– um mundo que deixe de alienar os jovens mas que os veja como força motriz da sociedade e um mundo em que a próxima geração não herde um meio ambiente destruído.

Um representante dos RK (Comunistas Revolucionários da Alemanha) falou sobre a questão da reforma ou revolução e sobre como os actuais sindicatos dissipam os impulsos revolucionários entre a classe operária. O orador também se referiu à questão do nuclear do Irão e da ameaça de agressão imperialista norte-americana contra o Irão e condenou a ocupação norte-americana do Iraque e do Afeganistão. Terminou salientando a possibilidade de construção de um mundo novo. Police officers in full riot gear walk through broken glass strewn on the ground after bins were overturned after a peaceful May Day rally turned violent in Berlin's Kreuzberg district May 1, 2008. REUTERS/Wolfgang Rattay (GERMANY

Polícia de choque e vidro partido no chão, depois da manifestação do 1º de Maio em Kreuzberg (Berlim).
(Foto: Wolfgang Rattay/Reuters)

Apoiantes do Partido Comunista (Maoista) do Afeganistão, do Partido Comunista da Turquia (Marxista-Leninista) / Centro Maoista do Partido e do Partido Comunista Maoista [Turquia e Norte Curdistão] (MKP) também leram mensagens e elogiaram o Movimento Revolucionário Internacionalista.

Os participantes de várias nacionalidades gritaram palavras de ordem em defesa do derrube do sistema imperialista mundial pela revolução. Declararam a sua solidariedade internacionalista para com o povo da Palestina e condenaram em particular os EUA, a Grã-Bretanha, a Alemanha e a França pela sua colaboração e agressão imperialistas. Também declararam claramente que “Não há Libertação sem Revolução”.

Como em muitas outras ocasiões nos anos anteriores, a polícia tomou medidas provocatórias e, próximo do fim da manifestação, impediu os manifestantes de chegarem ao seu destino final. Os organizadores da manifestação denunciaram e condenaram isso como uma provocação policial e cantaram A Internacional antes de dispersarem.

Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese




Ver o vídeo do 1º de Maio Revolucionário de 2008 em Kreuzberg (Berlim):