Comunicado do Partido Comunista Maoista de Itália sobre o Dia Internacional da Mulher
10 de Março de 2008. Serviço Noticioso Um Mundo a Ganhar.

O seguinte comunicado do Partido Comunista Maoista de Itália foi publicado no jornal Proletari Comunisti.

Por toda a Itália, as mulheres proletárias e o movimento feminista manifestar-se-ão de mil formas diferentes, das greves de trabalhadoras às manifestações de rua em defesa do direito ao aborto e dos direitos de todas as mulheres agora sob ataque da burguesia, dos seus governos e dos seus partidos. Elas enfrentam ataques às suas condições de vida e trabalho porque não têm segurança no trabalho e são as primeiras a ser despedidas e a ficar desempregadas. Elas lutam contra o alto custo de vida e os cortes nos serviços sociais que tornam as suas vidas ainda mais difíceis e as sujeitam a uma dupla opressão. Elas lutam contra a intensificação da violência sexual na família que resulta das novas e velhas formas de domínio e opressão chauvinista-patriarcal masculina; elas lutam contra o ataque fascista clerical ao direito ao aborto inspirado pelo Papa Ratzinger e apoiado de várias formas pelos partidos do centro-esquerda, bem como do centro-direita.

Centenas de milhares de mulheres manifestaram-se recentemente contra tudo isto, no passado dia 24 de Novembro. Elas isolaram e expulsaram das suas manifestações as ministras da falsa “esquerda” do governo de Prodi e dos partidos do centro-direita. Por isso, elas têm sido atacadas como “violentas” ou mesmo “terroristas”.

As forças reformistas e os líderes da média e pequena burguesia tentaram tornar este movimento compatível com o sistema durante a grande assembleia de 12 de Janeiro e nos dois dias de reuniões de trabalho em Fevereiro, mas a maioria das organizações feministas e de mulheres, entre elas muitas jovens, rejeitaram esse abraço.

Desde o início que as mulheres encontraram no Movimento Feminista Proletário Revolucionário um ponto de referência que consegue defender e apoiar as suas causas justas mais radicais e lutar por unir as mulheres trabalhadoras e proletárias e o movimento feminista para fazer avançar a sua luta e a sua consciência e organização.

Isto trouxe novas forças para a corrente proletária e revolucionária do movimento das mulheres.

Este avanço confirma, na fornalha da luta de classes e em íntima ligação às massas, a capacidade dos comunistas proletários do Partido Comunista Maoista de Itália para fazerem uma análise concreta da situação concreta, para desenvolverem a linha de massas, identificando e desenvolvendo o caminho concreto para libertarem a fúria das mulheres como poderosa força da revolução num país imperialista como a Itália.

Os falsos grupos e partidos comunistas, pelo contrário, desenvolvem uma linha dogmática e oportunista, um marxismo doutrinário e uma prática revisionista que os separa das massas das mulheres e contribui para a persistência e a hegemonia do feminismo revisionista, reformista e pequeno burguês dentro do movimento das mulheres.

Viva o 8 de Março, dia internacional de luta das mulheres! Viva o centenário do 8 de Março! Mulher, não deixes de lutar, tudo na vida deve mudar! Libertemos a fúria das mulheres como poderosa força da revolução!

Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese