Sobre a invasão do Curdistão iraquiano pela Turquia
3 de Março de 2008. Serviço Noticioso Um Mundo a Ganhar.

O seguinte folheto foi publicado pelo Comité no Estrangeiro do Partido Comunista Maoista (MKP) (Turquia e Curdistão Norte) a propósito da vasta invasão da região curda do Iraque pelo exército turco. Foi distribuído em inúmeras manifestações contra a invasão realizadas por toda a Europa, incluindo uma marcha de protesto de cerca de 3000 pessoas que atravessou as ruas de uma parte do East End de Londres, onde vivem muitos imigrantes turcos e de outras nacionalidades. O seu título completo é: “A nação curda e o PKK não estão sós! Resistir ao governo turco e ao seu exército, lacaios dos imperialistas, em todo o lado!”

Manifestação de apoio à causa curda,
por ocasião da prisão de Öcalan, líder do PKK


Uma vez mais, o governo turco desencadeou uma vasta operação ao serviço dos interesses dos EUA.

O governo turco enfrenta uma crise económica e está a tentar desviar o descontentamento popular com um ataque ao Curdistão. Com base na negação da existência da nação curda e sob as palavras de ordem “Uma nação, um país, uma bandeira”, o governo turco está a tentar aniquilar as aspirações revolucionárias do povo curdo.

Nunca nos devemos esquecer que o Curdistão foi dividido em quatro partes pelos imperialistas e pelos seus cães de caça. Em cada uma das parcelas dessa divisão, a nação curda está a ser oprimida, tal como todos os povos minoritários e as suas crenças religiosas.

Os líderes curdos do Iraque estão a apoiar os imperialistas norte-americanos e, conjugado com isso, as forças militares fascistas estão a atravessar a fronteira e a atacar numa operação que não é independente dos interesses do imperialismo norte-americano na região.

Com esta operação mais recente, está a demonstrar-se que a política de mendigar aos imperialistas e esperar pelas suas esmolas não resulta em nada que resolva a questão nacional curda.

Com uma abordagem baseada, como diz o governo turco, na “resolução da questão nacional curda sem o PKK”, estão a tentar oprimir e minar a dinâmica revolucionária do PKK. É responsabilidade sobretudo das forças nacionalistas revolucionárias curdas impedi-los e, em segundo lugar, é responsabilidade dos líderes revolucionários da Turquia e do Curdistão Norte também fazê-lo.

Se as forças do nacionalismo revolucionário forem integradas no sistema político turco e completamente eliminadas, isso será uma grande perda para o movimento revolucionário radical – é crucial que percebamos isto para nos prepararmos para levarmos a cabo as nossas tarefas.

Por isso, quem quer que se considere um ser humano e todos os partidos e organizações devem estar lado a lado com a nação curda e o PKK e deve apoiá-los – e isto é agora mais importante que nunca.

Em suma, a nossa resposta à chacina fascista reaccionária não deve ser concebida como sendo de meros apoiantes – também a devemos ver como sendo nossa tarefa resistir e transformar isto em actos.

Por isso, apelamos aos nossos próprios activistas e a todos os progressistas e intelectuais, patriotas, democratas, revolucionários e comunistas a que resistam à operação militar fascista turca. Devemos ser activos em todos os campos com uma abordagem prática. Apelamos a que todos apoiem o movimento nacional curdo.

Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese