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| Aspecto de uma
anterior manifestaçao organizada pela Karzar |
Isto não é verdade apenas no Afeganistão, mas também no Irão, no Iraque, no Paquistão e em muitos outros países do terceiro mundo, sobretudo nos governados ou influenciados por líderes religiosos.
É por isto que há cerca de três anos foi criada a “Campanha das Mulheres pela Abolição de toda a Legislação Misógina e com Base no Género e das Leis Penais Islâmicas contra as Mulheres do Irão” (Karzar) por activistas iranianas no exílio. A campanha tem sido apoiada por centenas de revolucionários e progressistas iranianos e internacionais que estão descontentes com a discriminação contra as mulheres no Irão e noutros países islâmicos.
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| Aspecto de uma
anterior manifestaçao organizada pela Karzar |
Depois, a manifestação passará pelo Parlamento Europeu para exprimir a sua oposição a esse bando de potências imperialistas. Seguirá então para a embaixada da República Islâmica do Irão, onde os manifestantes mostrarão a sua oposição à opressão das mulheres e às leis severamente discriminatórias. A manifestação terminará na Universidade de Bruxelas (UBL), onde oradores de diferentes países e organizações falarão sobre a opressão das mulheres e o Dia Internacional da Mulher.
A força dessa manifestação é que embora proteste contra a brutal opressão das mulheres pelo regime iraniano e outros fundamentalistas islâmicos, opõe-se claramente a qualquer intervenção norte-americana contra o Irão ou qualquer outro país da região e do mundo. A manifestação também salientará que não são apenas as mulheres iranianas ou afegãs que são oprimidas e discriminadas, mas também as mulheres dos países imperialistas em geral, como a Bélgica, a França, os EUA e outros, onde as mulheres podem ter conquistado a igualdade perante a lei mas continuam a ser discriminadas pela sociedade e pelo sistema e ainda sofrem a supremacia masculina. Isto mostra que remover leis discriminatórias não é o fim mas apenas o início da batalha pela libertação das mulheres.
O texto que se segue inclui excertos da convocatória dessa manifestação. Para mais informações, contacte: karzar2005@yahoo.com ou http://www.karzar-zanan.com/.
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| Cartaz da
manifestação de 2007 |
O ano que deixámos para trás foi um ano amargo para a maioria das mulheres do mundo:
Apesar de todas as atrocidades, as mulheres do Irão, do Iraque, do Curdistão, da Turquia e do Afeganistão não foram silenciadas. No coração do Médio Oriente, as mulheres iranianas esforçam-se por enviarem notícias das suas lutas contra o regime misógino e religioso do Irão às forças progressistas do mundo inteiro. Elas tentam ligar a corrente das suas lutas ao mar global da luta das mulheres.
Os regimes reaccionários dos EUA e do Irão, cada um deles oferece-nos uma versão diferente do inferno: seja a morte por apedrejamento, a forca, o véu obrigatório e a violação pelos “Guardas Revolucionários” do Irão, ou, como no Iraque, um regime apoiado pelos EUA e seus aliados, imposto através de sanções económicas e bombardeamentos e ataques militares – com a óbvia escravização das mulheres. Devemos permitir que as fileiras do movimento das mulheres sejam estilhaçadas pela terrível opção entre os imperialistas e o regime islâmico reaccionário do Irão? Ou devemos confiar nos 28 anos de experiência, conhecimento e lutas das mulheres iranianas que provam que essas duas posições hostis são as duas versões do mesmo sistema patriarcal e antimulheres e que qualquer apoio a uma irá inevitavelmente fortalecer a outra?
Conseguiremos comunicar às pessoas de todo o mundo as reivindicações da maioria das mulheres iranianas que estão determinadas a conquistar um futuro independente do regime islâmico e das forças patriarcais dos EUA e seus aliados? Conseguiremos ser as portadoras da notícia positiva de que as mulheres iranianas escolheram um caminho independente da ordem mundial reaccionária dominante?
A escolha é nossa! A escolha é tua!
A 8 de Março, estaremos nas ruas para proclamarmos a nossa escolha: Estamos determinadas a escrever novas páginas na história contemporânea do Irão, conquistando a nossa emancipação e igualdade. As nossas reivindicações mínimas são a abolição de todas as leis bárbaras e desiguais contra as mulheres, incluindo a execução por apedrejamento, o uso obrigatório do véu e o apartheid dos sexos. Estamos determinadas a conquistar o direito ao divórcio, a manter as nossas crianças depois do divórcio, a conquistar o controlo total sobre os nossos corpos, o direito a escolher os nossos parceiros, seja como heterossexuais ou lésbicas, e a eliminar qualquer controlo ou interferência religiosa nos vários aspectos da vida das mulheres. Exigimos a libertação e a emancipação das mulheres de qualquer opressão e exploração. Estas reivindicações só são realizáveis com o derrube do regime islâmico do Irão.
A presença de cada uma de nós na manifestação do 8 de Março reforçará as nossas reivindicações e a nossa determinação em conquistarmos essas reivindicações.
| Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese |