Revolucionários afegãos: “A resistência necessita de uma arma político-ideológica superior à dos invasores e dos seus lacaios”
15 de Outubro de 2007. Serviço Noticioso Um Mundo a Ganhar.

O texto que se segue é extraído de um folheto publicado a 7 de Outubro pelo Movimento Revolucionário da Juventude do Afeganistão, no sexto aniversário da invasão norte-americana daquele país.

Apliquemos todos os nossos esforços na construção das bases de lançamento de uma resistência nacional revolucionária e popular!

Transformemos a resistência contra os ocupantes e os traidores nacionais fantoches numa força decisiva a nível nacional!

Passaram seis anos desde que os imperialistas encabeçados pelos EUA desencadearam a sua campanha de agressão contra o Afeganistão. Estes anos foram repletos de actos criminosos e de decepção. A “cruzada” imperialista de Bush e companhia, que começou a 7 de Outubro de 2001 com o alarido de mentiras sobre a “guerra ao terror”, ainda está no seu início e o seu curso estratégico ainda se está a desenvolver. Esta dinastia odiada e desumana já criou muitos terrores.

Os imperialistas e os seus lacaios locais em toda a região do Médio Oriente estendida até ao Afeganistão e ao Paquistão, apesar das suas falsas e repetidas promessas de paz, segurança e progresso social, têm produzido uma corrupção generalizada e aberto o caminho a operações ainda mais terríveis.

Os crimes e o terrorismo dos invasores imperialistas e dos seus lacaios não ficaram inteiramente sem resposta. Eles foram recebidos por uma resistência vigorosa e intensificada. Mas deve-se salientar que a resistência recorreu a uma velha e antiquada arma político-ideológica. Mesmo sabendo que essa arma inflige golpes imediatos aos invasores, a luta que ela guia não pode ter um resultado positivo para o povo. A resistência contra a actual campanha imperialista necessita de uma arma político-ideológica que seja historicamente superior à dos invasores e seus lacaios.

Essa velha e antiquada arma político-ideológica sofre de uma limitação inerente e incurável, do ponto de vista social: é muito restrita. Na melhor das hipóteses consegue unir apenas um sector de uma nação em particular que corresponde aos interesses de um pequeno sector de senhores feudais e da burguesia compradora que se opõem à invasão mas que, em última análise, estão ligados por mil fios ao imperialismo mundial e às potências reaccionárias estrangeiras.

Toda a resistência reaccionária, ao enfrentar os actuais ocupantes, tem uma fraqueza histórica. As forças que estão nessa resistência foram treinadas pelos próprios ocupantes e podem voltar a qualquer momento para os braços dos seus amos.

Mas no Afeganistão há ainda outro problema. O regime fantoche é oficialmente um estado teocrático e religioso. Isso ficou institucionalizado na sua constituição, a qual declara que a Xariá [lei islâmica] é a base de todas as leis do Afeganistão. Nestas condições, é natural que uma resistência teocrática reaccionária tenha muito em comum, do ponto de vista ideológico, com o regime fantoche. Os esforços de Karzai para atrair os talibãs a participarem no regime através de negociações de paz baseiam-se nestes pontos de concordância.

Lançar e desenvolver uma resistência nacional revolucionária e popular é a única forma de construir uma luta decisiva e inflexível contra os ocupantes imperialistas e os seus fantoches. Sem isso, é impossível lançar uma luta de âmbito nacional. Só uma resistência de âmbito nacional, decisiva e inflexível, poderá expulsar os ocupantes, derrubar o seu regime fantoche e levar o Afeganistão no caminho da libertação e de uma verdadeira independência fora das garras do imperialismo e da injustiça social.

Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese