Tribunal de Recurso da Holanda rejeita acusações contra José María Sison
8 de Outubro de 2007. Serviço Noticioso Um Mundo a Ganhar.

José María Sison

O Tribunal de Recurso dos Países Baixos rejeitou um recurso do ministério público holandês para anular uma decisão de 13 de Setembro de um tribunal inferior que libertou da prisão o presidente fundador do Partido Comunista das Filipinas (PCF), José María Sison. O tribunal superior decidiu que não havia “nenhuma evidência directa e suficiente” que apoiasse as acusações contra ele.

Sison foi preso a 28 de Agosto sob a acusação de ter ordenado a execução pelo PCF em 2003 e 2004 de dois homens nas Filipinas, embora ele já morasse na Holanda há muitos anos. Foi mantido em isolamento durante 17 dias antes de um tribunal de Haia ter ordenado a sua libertação por falta de provas. Os procuradores do ministério público holandês recorreram da decisão e alegaram que ele deveria permanecer encarcerado enquanto esperava julgamento. Esse recurso foi agora rejeitado. A decisão de 5 de Outubro dizia que as provas apresentadas contra Sison – declarações recolhidas quando a polícia holandesa foi às Filipinas descobrir algo para usar contra ele – não eram nem convincentes nem fidedignas e que tinham que ser vistas num contexto político.

Isto, claro, levanta a questão de saber porque é que o governo holandês, com ligações íntimas a Washington e aos principais interesses da Holanda nas Filipinas, tem sido tão zeloso a perseguir Sison, se não pela ânsia de o punir a qualquer pretexto pela sua actividade revolucionária.

Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese