Moqtada al-Sadr: amigo ou inimigo dos EUA no Iraque?
5 de Julho de 2004. Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar.

Nas últimas semanas assistimos a uma verdadeira reviravolta do jovem clérigo iraquiano Moqtada al-Sadr, que durante dois meses liderou uma insurreição contra as forças norte-americanas de ocupação centradas em Najaf. Ele mandou regressar a casa os membros da sua milícia nessa cidade santa e de seguida declarou um cessar-fogo unilateral com o exército dos EUA no subúrbio pobre conhecido como Cidade de Sadr, em Bagdad, a sua principal base política. Nos últimos dias antes da “entrega da soberania”, deu o seu apoio condicional ao governo nomeado pelos EUA, que antes tinha ridicularizado como sendo marionetas de Washington. Em vez da resistência armada, anunciou que se concentraria na participação nas eleições marcadas para Janeiro de 2005 pelos EUA e pelo regime escolhido a dedo por estes.

Os EUA responderam com gestos também conciliatórios. Em Abril, o comandante norte-americano Ricardo Sanchez tinha dito que “o objectivo das forças dos EUA é matar ou capturar Moqtada al-Sadr”. A 28 de Junho, o adjunto de Sanchez, Mark Kimmitt, dissera à comunicação social que os EUA tinham mudado de opinião. “Muitas vezes, resolvemos as nossas diferenças pacificamente em vez de usar as armas, e isso é uma vitória” disse.

Sadr e o novo primeiro-ministro iraquiano nomeado pelos EUA, Iyad Allawi, estão actualmente a negociar um acordo definitivo. Allawi ofereceu a Sadr uma amnistia se o seu grupo entregar as suas armas de uma vez por todas. Sadr respondeu com declarações contraditórias. Disse: “Pedimos ao povo iraquiano e ao mundo para continuarem a resistir à ocupação até à nossa última gota de sangue”, mas acrescentou que, no que lhe diz respeito, a verificação de que o governo de Allawi é ou não independente dos EUA será ver se lhe permite ou não participar nas eleições. Como Sadr é um dos muito poucos candidatos possíveis com alguma audiência popular, está confiante que as eleições lhe darão o papel central no novo governo que até agora lhe tem sido negado. Mas, como pode a sua participação ou mesmo a realização de eleições alterar o facto de que este regime neocolonial é política e economicamente dependente dos EUA, de que responde a qualquer capricho norte-americano e de que é desprezado pelo povo e mantido pela força das baionetas norte-americanas?

Como foi que este clérigo, apelidado de incitador e que se tentou posicionar como campeão da resistência aos EUA, se tornou em candidato a participante no espectáculo de marionetas montado pelos EUA?

Moqtada Sadr é o filho mais novo de Muhammad Sadiq Sadr, um conhecido e importante clérigo xiita assassinado em 1999, supostamente por agentes do regime de Saddam. Sadr, de 30 anos, entrou em contradição com os EUA quando os invasores não o consideraram uma figura importante e não o empregaram no governo que criaram, o chamado Conselho de Governo Iraquiano. Os EUA já tinham incluído outras forças islâmicas, mas deixaram-no de lado. Ele começou a promover-se a si próprio e à sua corrente de pensamento em competição com outros líderes xiitas, enquanto dava sinais da sua vontade de estabelecer laços com os invasores e com outras forças reaccionárias.

Imediatamente após a entrada das tropas dos EUA em Bagdad em Abril de 2003, os seguidores de Sadr começaram a patrulhar as ruas do subúrbio xiita pobre anteriormente conhecido como Cidade de Saddam e rebaptizado Cidade de Sadr, em homenagem ao pai de Moqtada. Logo dois dias após a queda de Bagdad, as pessoas próximas de Moqtada Sadr foram acusadas da morte de Abdul Majid al-Khoei, um líder xiita favorável à invasão que tinha trabalhado no exílio com os governos britânico e norte-americano.

Em Junho de 2003, Sadr criou uma milícia chamada Exército do Mahdi (o Mahdi é um líder político e religioso mítico que os fiéis xiitas acreditam que chegará um dia) e um jornal semanal chamado al-Hawza. Embora pequeno em termos de circulação, a forte crítica ao papel do administrador dos EUA no Iraque, Paul Bremmer, enfureceu esse norte-americano, que ordenou o seu encerramento em Março passado. Finalmente, as relações entre Sadr e as autoridades dos EUA tornaram-se tão azedas que quase um ano após a morte de Khoei, Bremmer decidiu emitir um mandato de captura contra Sadr devido a esse caso. Agora que Sadr e os EUA chegaram a um acordo, esse mandato foi suspenso – nem será cumprido, nem completamente anulado. Se for concedida uma amnistia a Sadr, este ficará livre da ameaça que os EUA continuam a manter sobre a sua cabeça.

O modelo político de Sadr para o Iraque é uma República islâmica do tipo da estabelecida no Irão em 1979. O seu programa inclui a instituição do domínio religioso xiita, especialmente nas cidades santas xiitas do Iraque como Najaf e Karbala, mas também em grande medida a nível nacional. Por exemplo, ele tem feito inflamados sermões a urgir a aplicação da lei islâmica, incluindo o uso obrigatório do véu para as mulheres. Isso tem sido combinado com uma retórica anti-EUA que apesar de inflamada – e uma importante razão para ele ser capaz de manter os seguidores que herdou do pai – também é ambígua. Como os seus objectivos se têm centrado na instituição do domínio religioso e não na expulsão dos ocupantes, fica sempre em aberto a possibilidade de algum tipo de compromisso com os EUA.

Esta atitude ecléctica e essencialmente capitulacionista para com os EUA pode ser vista muito concretamente na estratégia militar levada a cabo sob sua liderança durante os dois meses de combates entre o Exército do Mahdi e as forças armadas dos EUA.

Numa altura em que os EUA estavam concentrados em combater a resistência em Falluja, Sadr liderou a tomada de mesquitas e de outros locais em Najaf e noutras cidades santas xiitas vizinhas e exigiu que as tropas norte-americanas as abandonassem.

O modo como os exércitos combatem é determinado pelos seus objectivos. A estratégia militar maoista da guerra popular é guiada pelos objectivos políticos revolucionários dos maoistas; o modo como Sadr luta é determinado pela sua política não-revolucionária. Em vez de ser uma tentativa de envolver, enfraquecer e eventualmente expulsar os ocupantes, o que aconteceu em Najaf foi mais parecido com um esforço para pressionar os ocupantes, não para os derrotar.

Ignorando as questões mais básicas da estratégia militar (como a necessidade de compreender que a guerra será muito prolongada, à medida que o povo for gradualmente solidificando a sua força e debilitando o inimigo), mesmo num sentido táctico os confrontos directos de rua entre uma multidão armada e tanques e especialmente a tomada e a defesa de edifícios, não são a via para forças mais fracas poderem derrotar um exército como o dos EUA. Esse é o tipo de situação de que os EUA mais gostam, porque podem usar as suas próprias tremendas vantagens (especialmente a sua superior tecnologia e poder de fogo) e massacrar um grande número de pessoas com poucas perdas para as suas próprias tropas.

Em contraste com o Exército do Mahdi, os combatentes de Falluja, apesar das suas insuficiências políticas e das insuficiências militares que daí advêm, tiveram algum sucesso na sua utilização de pequenas unidades móveis que podem infligir golpes e desaparecer. Deste modo, estão a fazer entrar em jogo as suas vantagens próprias, especialmente o apoio político, logístico e de informações do povo, e podem atrair as forças dos EUA para situações que anulam algumas das suas vantagens. Por exemplo, as ruínas criadas pelos bombardeamentos da cidade pelos EUA com artilharia e helicópteros constituem um terreno onde forças mecanizadas (tanques e outros veículos blindados) não se podem mover rapidamente e onde patrulhas dos EUA podem ser cercadas e/ou emboscadas sem que os seus reforços cheguem rapidamente. Em resumo, os combatentes de Falluja agiram de modo a poderem atingir as forças dos EUA sem lhes oferecer grandes alvos. Em retaliação, os EUA mostraram uma brutalidade desenfreada contra todos os habitantes da cidade e geraram uma resistência ainda maior.

A manifestação da milícia de Sadr nas ruas de Najaf não é senão uma parte da preparação para uma batalha final, mesmo num sentido táctico limitado. Ao lutar contra um inimigo militarmente mais forte, as mais sérias forças de resistência nunca se preocupam em exibir as suas forças e mostrar o seu poderio simplesmente para impressionar os seus oponentes. Escondem-se dos olhos do inimigo e depois lançam emboscadas e ataques de surpresa. Durante esse período tentam ganhar a confiança do povo e desfrutar de um cada vez maior apoio das massas, desde que sigam uma linha revolucionária e desenvolvam uma guerra justa. Pelo contrário, as forças de Sadr depressa sofreram perdas muito elevadas, com as desapiedadas tropas dos EUA a matar os seus membros às centenas. Então, Sadr foi forçado a retirar e os soldados dos EUA entraram nas cidades santas xiitas, algo que não tinham ousado fazer no início. A imagem dos tanques a desfilar pelas avenidas de Najaf contrasta claramente com a relutância que os EUA continuam a ter em fazer entrar forças terrestres nas ruínas do centro de Falluja.

Contudo, a brutalidade com que os EUA derrotaram a insurreição de Sadr não significou que os EUA não perceberam a sua mensagem de querer chegar a um compromisso. De facto, perceberam-na muito bem, mas quiseram negociar numa posição de maior força e não de fraqueza. A princípio, Sadr disse que as suas forças não se renderiam enquanto os EUA não abandonassem essas cidades e prometessem ficar fora delas. Foi declarada uma trégua e os EUA retiraram as suas tropas. No fim de Junho, as tropas dos EUA tinham voltado a Najaf, supostamente para “elevar a moral” da sua polícia fantoche e entregar mais armas, mas na realidade para fazer chegar a mensagem de que regressaram em controlo, um ponto que precisavam muito de marcar na actual situação. Sadr não teve outra escolha senão aceitar a desculpa norte-americana para esta violação da trégua, de modo a salvar a sua face, dado que não estava em posição de fazer alguma coisa contra isso. Já tendo basicamente capitulado, não podia reacender novamente a sua insurreição armada. Enfrenta agora um problema semelhante, já que os ocupantes e os seus lacaios estão a exigir que os seus seguidores entreguem as suas armas e abandonem a carta da “manifestação armada” de qualquer jogada futura que possam fazer.

A estratégia militar de Sadr está ligada à sua política e ideologia. O seu fundamentalismo é do mesmo tipo do que está no poder no Irão desde que o Xá apoiado pelos EUA foi derrubado por uma revolução popular. O regime de Khomeini pode não ter sido a solução preferida pelos EUA para o Irão, mas eles acharam isso mais aceitável que a continuação da situação revolucionária. A situação é semelhante relativamente a Sadr que não é o político iraquiano favorito dos EUA, mas que pode ser-lhes muito mais útil que os seus rivais mais abertamente servis e largamente impopulares.

Em vez de mobilizarem para acabar com a sociedade opressiva que o Xá representava – o domínio estrangeiro e as ultrapassadas relações sociais no Irão que tornavam possível esse domínio – os mulás iranianos instituíram uma ditadura religiosa. Impuseram ao povo as leis mais retrógradas e bárbaras, especialmente contra as mulheres. Assassinaram dezenas de milhar de comunistas e outros revolucionários, milhares de curdos e membros de outras nacionalidades minoritárias e transformaram num inferno a vida de outras minorias religiosas, bem como da maioria dos que consideravam a religião como um assunto pessoal. O seu regime desfrutou de boas relações com os países imperialistas. Os EUA, outras grandes potências e Israel forneceram-lhe armamento e munições para eliminar os revolucionários (isto veio a lume durante a administração Reagan com o escândalo Irão-Contras). Mas, ao mesmo tempo, o regime islâmico iraniano nunca abandonou as suas palavras de ordem anti-norte-americanas e antiocidentais e procurou tirar proveito dos sentimentos anti-imperialistas do povo.

Sadr aprendeu bem o essencial dessa lição. Sabe-se que visitou repetidamente o vizinho Irão após a invasão, reunindo-se com altos-funcionários em Teerão. Também há notícia de que o Irão financiou a milícia de Sadr e que os representantes de Sadr se encontram constantemente com altos-funcionários iranianos, incluindo Khamenei, Rafsanjani e comandantes militares como Safavi e Zulqadr. Rafsanjani, o principal ideólogo do regime, apoiou publicamente Sadr. Na altura da insurreição de Sadr, Rafsanjani disse que Sadr e o seu grupo representavam a única “luta” (como ele a chamou) genuína no Iraque e que todas as outras forças contra os EUA eram “terroristas”. Essa foi uma declaração particularmente baixa porque nesse mesmo momento a resistência popular, sobretudo na cidade sunita de Falluja, estava no seu ponto mais elevado e milhares de jovens, sunitas e xiitas de todo o Iraque, estavam a unir-se ou a apoiar essa feroz resistência popular contra os invasores.

O Irão também tem boas relações com todos os vários grupos xiitas reaccionários, incluindo o aiatola Sistani, um aiatola dito moderado (de facto, um aiatola pró-EUA) e o Hezb al-Dawa (a direcção do Hezb al-Dawa estava no Irão há mais de 20 anos e o seu líder, o aiatola Hakim, foi assassinado o ano passado). Para manter a sua influência no Iraque, o Irão não pode limitar-se a apoiar apenas uma facção. Deste modo, o apoio do regime iraniano a Sistani ou ao Hezb al-Dawa não significa que não apoiem Sadr. Manter essa influência é vital para o regime iraniano que espera utilizá-la como vantagem em futuras negociações com o imperialismo norte-americano para salvar a sua própria existência em perigo.

De facto, pode ser que essa afinidade de Sadr com os mulás que governam o Irão tenha sido a razão por que os EUA tenham tido relutância em inclui-lo inicialmente no seu conselho fantoche. Os EUA não queriam ver um aumento da influência do Irão no Iraque, particularmente no início, quando parecia que o Irão poderia ser o próximo Iraque, o próximo objectivo da agressão norte-americana. A capitulação política e militar de Sadr face aos EUA chegou numa altura em que o regime iraniano enviava sinais cada vez mais conciliatórios aos EUA. Ao mesmo tempo que Sadr anunciava a sua intenção de entrar para a equipa controlada pelos EUA, um porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros elogiava a “entrega de soberania” pelos EUA. “Esperamos que o governo interino crie o terreno para a restauração da soberania plena, o fim real da ocupação e as eleições gerais livres e atempadas”, disse, ecoando exactamente as afirmações dos EUA.

O que é importante aqui não é a relação exacta entre o Irão e o grupo de Sadr, mas sim a unidade entre as suas políticas e ideologias e as suas tentativas para enganar o povo conquistando o seu apoio ao mesmo tempo que fazem as mais vis concessões aos reaccionários e ao imperialismo.

Algumas pessoas foram confundidas pelo facto de a maior parte do apoio a Sadr ter vindo dos mais baixos estratos xiitas. Isso não significa que ele representasse os seus interesses. Historicamente, o clero na maioria dos países islâmicos está ligado ao sistema económico dominante e às instituições políticas que o representam. Isso permitiu ao clero desfrutar de privilégios especiais, mas esses privilégios têm sido minados pelos desenvolvimentos económicos e políticos da região. Embora os colonialistas e os seus sucessores tenham sempre tentado basear o seu domínio desses países em alianças com as mais reaccionárias forças locais, como as autoridades feudais, tribais e religiosas, o desenvolvimento do capitalismo sob domínio imperialista e a necessidade objectiva de algumas mudanças sociais adicionais para que o capital estrangeiro possa prosperar, criaram algumas contradições.

A ascensão ao poder no Irão de Khomeini e do seu regime xiita e as suas relações íntimas com os xiitas iraquianos alarmaram Saddam Hussein no Iraque. O clero já tinha sido muito restringido no Iraque após o golpe de 1958 contra o rei imposto pelos britânicos. A guerra Irão-Iraque dos anos 80 piorou as já más relações entre o regime e os líderes religiosos xiitas. Saddam deslocou-se mais para um secularismo à sua maneira. De facto, começou a restringir cada vez mais os privilégios do clero xiita quando a ascensão de Khomeini no Irão fazia o clero ansiar por mais. O clero xiita no Iraque no seu todo, incluindo o pai de Sadr, nunca lutou por uma mudança radical no Iraque. Dado que muitos dos pobres urbanos em lugares como a Cidade de Sadr têm um antecedente camponês onde a cultura religiosa tem uma forte influência, não é surpreendente que as ideias retrógradas associadas ao fundamentalismo islâmico se tenham difundido entre eles, especialmente quando misturada com uma retórica e actividades anti-sistema e anti-EUA. O aumento da influência de Sadr é, em não pequeno grau, uma consequência do facto de não houve nenhuma forte contra-influência revolucionária. No passado, muitos dos comunistas do Iraque vinham dos mesmos estratos sociais que agora apoiam Sadr.

Os danos que o grupo de Sadr pode infligir à luta popular vêm da sua ideologia e da política que dela flui. Mesmo de um modo mais básico, é uma posição que apenas pode dividir o povo e não uni-lo contra o ocupante. Isso pode ser claramente visto em termos das contradições entre os sunitas e os xiitas do Iraque. Para manter a região sob seu controlo, os britânicos utilizaram governantes sunitas contra a maioria xiita, uma política que Saddam manteve. Agora, pretendendo ser amigos dos xiitas, os EUA colocaram a ênfase em trabalhar com alguns ayatollahs xiitas como Sistani, Khoie e Hakim. Mas isso não trouxe nada mais que uma nova opressão ao povo de todas as religiões. A ideologia e a política de Sadr estão muito de acordo com os esforços dos EUA para agravar e explorar as diferenças entre xiitas e sunitas e entre árabes e curdos – que foram um alvo particular da sanha reaccionária de Sadr. A actuação de Sadr de procurar privilégios para os xiitas – de facto, principalmente para as autoridades xiitas reaccionárias – simplesmente continua o jogo de “dividir para reinar” que colonialistas e neocolonialistas têm jogado nesta região e no mundo inteiro há mais de um século.

E claro que a sua posição não pode unir as mulheres e os homens na remoção dos privilégios masculinos e da opressão das mulheres que os invasores norte-americanos estão determinados em perpetuar e que, de facto, eles próprios representam. (Haverá prova mais forte da concordância entre o fundamentalismo islâmico e o imperialismo cristão que o comportamento das tropas dos EUA para com os seus cativos iraquianos em Abu Ghraib, onde a pior degradação que os soldados conseguiram imaginar para infligir a um homem foi o reduzi-lo ao estado de mulher?)

No que diz respeito ao imperialismo norte-americano, eles tentarão incluir Sadr no seu aparelho, ao mesmo tempo que tentarão contê-lo. Os EUA têm tentado muito reconstituir uma coligação governamental que represente as antigas classes dominantes, sem Saddam mas leal ao imperialismo norte-americano. O anúncio de Sadr de que concorrerá às eleições de 2005 significa que ele é agora um candidato a uma posição importante nessa coligação. Pode ser que Sadr deva ser considerado algo como um candidato de reserva dos EUA, no caso de colapsar a coligação com que está a trabalhar agora. Os EUA podem ter relutância em aceitar Sadr porque não estão ansiosos por ver os mulás do Irão a aumentar a sua influência dentro do governo fantoche. Mas a deserção instantânea da maior parte do chamados soldados e policias do “novo Iraque” que os EUA enviaram contra o Exército do Mahdi mostra que os EUA têm poucas alternativas.

Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese