O novo governo do império no Iraque
11 de Abril de 2005. Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar.

Este artigo foca-se no novo governo. Um artigo a surgir na próxima semana fará uma avaliação militar.

Recordam-se que era suposto que as eleições de Janeiro passado trouxessem uma “nova era” para os EUA no Iraque? Uma vez mais, o império mais poderoso do mundo não conseguiu obter os resultados que desejava. As eleições organizadas pelos ocupantes não produziram um governo estável em que os EUA pudessem confiar. E não provocaram o colapso da resistência armada contra a ocupação, ou mesmo qualquer outra coisa que nesta altura pudesse ser identificada com uma mudança decisiva na situação militar.

Os mais de dois meses de duras lutas políticas que foram necessárias para se chegar a um acordo sobre a divisão das principais pastas governamentais dizem muito sobre a estreita base do regime – uma aliança de ladrões e fantoches dos EUA – e sobre a probabilidade de essas lutas internas virem a ser uma característica permanente. Nomeados até agora estão o presidente, dois vice-presidentes, o primeiro-ministro, dois vice-primeiros-ministros, o presidente da assembleia e dois vice-presidentes, todos representando o pior da sociedade iraquiana. O lugar de vice-primeiro-ministro não tem nenhuma base legal de existência e foi inventado à +ultima hora para apressar as conclusões dessa aliança de gângsteres. A selecção dos ministros, passo final da formação do governo, não será menos conflituosa.

Os ocupantes limitaram de antemão o novo regime com uma Lei Administrativa Transitória (LTA), um conjunto de regras projectadas para garantir que os políticos eleitos não violarão os interesses dos EUA. Uma das medidas da LTA é que o governo deve ser eleito por dois terços dos votos da Assembleia, em vez da maioria, para fortalecer a posição dos partidos curdos, abertamente favoráveis à ocupação norte-americana, nas suas negociações com os partidos xiitas cuja vitória era certa desde que as eleições foram marcadas. (A LTA também exige uma maioria de três quartos para alterar qualquer das regras fundamentais, de forma que em termos práticos os ditames norte-americanos ficaram solidamente escritos.)

Foi preciso muito tempo e duras disputas antes desses partidos conseguirem chegar sequer a um acordo preliminar sobre como dividir o saque. Nunca houve qualquer consideração real pelos desejos do povo que esses políticos supostamente representam. As principais negociações tiveram lugar fora de cena, em segredo, e mesmo os lugares supostamente públicos da Assembleia foram fechados aos visitantes e à imprensa. De forma bastante apropriada, a realidade caiu-lhes em cima quando estavam a deliberar, sob a forma de morteiros que caíram na Zona Verde controlada pelos norte-americanos e onde se escondia o governo fantoche.

Os dirigentes da Assembleia e do novo governo foram escolhidos por ordem inversa de importância, com os menos importantes em primeiro lugar. As muito divulgadas disputas entre esses criminosos sobre como “chegar” a uma população sunita que boicotou esmagadoramente as eleições revelaram-se na sua primeira escolha: para presidente da Assembleia, que tinham decidido reservar para um sunita, escolheram Hajim al-Hassani, um membro do Partido Islâmico Sunita Iraquiano que apropriadamente passou a maior parte da sua vida adulta nos EUA. Quando o ano passado esse partido abandonou o governo provisório imposto pelos EUA em protesto contra o ataque a Falluja, Hassani demitiu-se do seu partido, em vez de deixar o seu trabalho como Ministro da Indústria onde estava encarregado das privatizações.

Mas Hassani é relativamente impotente, o lacaio de um lacaio. Acima dele, como novo presidente, está Jalal Talabani, dirigente da União Patriótica do Curdistão (PUK), um completo vendido aos EUA. O Ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Abdullah Gul, felicitou Talabani pelo seu novo trabalho e chamou-o de “um dos políticos do Iraque a quem a Turquia dá a maior importância”. Quando o representante de um regime que durante muito tempo foi um inimigo jurado do povo curdo elogia um político curdo, isso deve ser motivo para pensar. A mensagem de Gul salientou o compromisso de Talabani em relação à “integridade do Iraque”, em vez de defender a autodeterminação (o direito a escolher a autonomia ou a independência) preferida pela imensa maioria do povo curdo do Iraque. Esse é um desenvolvimento que o regime turco, dependente dos EUA e com base no exército, muito teme devido ao seu possível impacto na extremamente oprimida população curda da própria Turquia. Talabani também é o preferido do regime iraniano, com quem há muito tem ligações, novamente em detrimento dos curdos, desta vez os do Irão.

O acordo que ele supostamente fez com Massoud Barzani, dirigente do rival Partido Democrático Curdo (KDP) e que Talabani criticou como sendo “tribal” da primeira vez que dele se afastou, foi que em troca de apoiar Talabani para a presidência, o partido de Barzani obteria o controlo do Curdistão iraquiano.

É revelador da desconfiança mútua e dos interesses contraditórios entre estes reaccionários que Talabani tenha trazido 3000 dos seus próprios peshmergas curdos como seus guarda-costas privados quando se instalou num antigo palácio de Saddam em Bagdad.

O verdadeiro homem-forte do novo poder é suposto vir a ser, em teoria, o primeiro-ministro, ainda que estejamos para ver o que irá acontecer. Num possível presságio, quando Talabani estava a falar numa cerimónia para anunciar as escolhas finalmente acordadas nas negociações secretas, sofreu subitamente o que disse depois ter sido um lapso de memória... e não conseguiu pronunciar o nome de Ibrahim al-Jaafari, abandonando então o local. Caso alguém tenha pensado que se tratou apenas de um lapso, Talabani fez a mesma coisa numa entrevista à televisão norte-americana dois dias depois, chamando Jaafari de “Zarqawi”, o nome do alegado chefe da afiliada da Al-Qaeda no Iraque.

Jaafari é dirigente do partido islâmico Dawa, o primeiro partido religioso xiita do Iraque, formado em 1958 para combater o poderoso movimento comunista de então. Desde a criação da República Islâmica do Irão em 1979, o Dawa tem sido apoiado pelo regime desse país e pelos seus serviços militares e de informações. Embora Talabani e Jaafari sejam rivais, uma coisa os que une: é serem ambos amigos de Israel. Talabani é um aliado tudo menos aberto de Israel, cujos comandos têm liberdade para operar no Curdistão iraquiano, como foi completamente documentado pelo repórter investigativo norte-americano Seymour Hersh, entre outros. Os vínculos de Jaafari ao estado sionista passam pelas forças da República Islâmica do Irão [RII] que o apoiam. O Irão tem mantido ligações secretas com Israel que datam dos primeiros anos da RII. Essa relação surgiu inicialmente à luz de dia durante o escândalo Irão-Contras no mandato do Presidente Reagan dos EUA, e depois durante a semana passada quando o Presidente iraniano Mohammad Khatami avançou para apertar a mão ao Presidente de Israel durante o funeral televisivo do Papa.

Os dois vice-presidentes de Jaafari são Abdul Mahdi – um membro do Conselho Supremo da Revolução Islâmica do Iraque (SCIRI), o maior partido xiita do país, formado directamente pela República Islâmica do Irão –, e Ghazi al-Yawar. Mahdi é o anterior Ministro das Finanças que propôs entregar a companhia petrolífera nacional do Iraque a investidores privados estrangeiros, o que, segundo explicou, significaria “a investidores norte-americanos e empresas norte-americanas, certamente a companhias petrolíferas”. Yawar, o anterior presidente do Iraque durante o último governo sancionado pelos EUA, é o xeque de uma das mais poderosas tribos do Iraque e um proeminente homem de negócios.

Os nomeados seguintes foram os dois vice-primeiros-ministros. Um deles é o agente da CIA Ahmad Chalabi, tendo ficado supostamente responsável pela segurança, e o outro é um membro do partido curdo. Também concordando em se juntar ao novo governo de alguma forma ainda não especificada está o clone de Saddam pró-EUA, Iyad Allawi, que exigiu quatro lugares no governo para os seus homens, apesar de o seu partido ter fracassado nas eleições de Janeiro. A princípio, Allawi recusou mesmo demitir-se do seu actual lugar de primeiro-ministro interino do Iraque para abrir caminho ao novo governo, mas cedeu quando lhe foi oferecida imunidade contra a investigação de acusações de corrupção quando estava no governo. Os EUA querem manter os antigos membros seculares do Baath como Allawi em posições-chave, em particular nas forças armadas, mas isso poderia não ter sido possível sem a configuração global conseguida no acordo – ainda que temporário e frágil – aparentemente alcançado entre os partidos curdos e xiitas. É difícil imaginar homens que se odeiem mais um ao outro que os que foram nomeados para os lugares cimeiros do novo governo iraquiano.

Alguns observadores escreveram que, uma vez que a figura mais forte do novo governo é do partido Dawa, uma agência fundamentalista islâmica anteriormente considerada como organização “terrorista” pelos EUA, a composição do novo governo é perigosa para os interesses norte-americanos e não o resultado que os EUA procuravam quando realizaram estas eleições. É verdade que esta situação tem potenciais complicações e mesmo perigos para os EUA. Mas, até agora, os EUA e a República Islâmica do Irão têm trabalhado muito de perto para tentar pacificar a resistência iraquiana à ocupação. Moqtada Sadr, o jovem clérigo xiita iraquiano que o ano passado liderou uma revolta contra a ocupação norte-americana, foi aconselhado pelo ex-presidente da RII, Akbar Hashemi Rafsanjani, normalmente considerado o político mais poderoso do Irão, a dizer aos seus seguidores que depusessem as suas armas e se juntassem ao processo eleitoral. Devemos ter presente que embora os EUA estejam a trabalhar actualmente numa mudança de regime no Irão, também querem empurrar algumas figuras de confiança do actual regime para um novo regime.

Os ocupantes contaram com o Grande Aiatola Ali al-Sistani, o verdadeiro líder da Aliança Unida Iraquiana à qual os dois principais partidos xiitas pertencem, para fazer com que o processo eleitoral resultasse como eles desejavam. Sistani divergiu do fundador da RII, Aiatola Ruhollah Khomeini, ao defender a filosofia do “quietismo”, segundo a qual países como o Iraque deveriam ser islâmicos em termos sociais e legais, sem uma intervenção directa dos clérigos na política. Esta posição contribuiu para o facto de ele ter conseguido exercer grande influência no tempo de Saddam. Saddam perseguiu Sistani e até certo ponto manteve-o prisioneiro, mas houve outros ayatollahs que foram assassinados. Para dar uma imagem das suas convicções em termos cristãos bíblicos, Sistani é um homem que acredita em “dar a César o que é de César” – quer dizer, em reconhecer a supremacia de quem realmente detém o poder político. As ligações de Sistani ao Irão vão nos dois sentidos e permitem-lhe ter também aí alguma influência, especialmente entre a oposição religiosa. Claro que o “quietismo” de Sistani não o impediu, ainda que silenciosamente, de regular a política xiita e de negociar o poder.

Como escreveu Juan Cole, especialista sobre o Médio Oriente da Universidade de Michigan, no Washington Post (15 de Agosto de 2004) para explicar o pensamento de Sistani: “Sistani acredita que os xiitas fizeram um erro estratégico em 1920 quando se revoltaram contra o poder colonial britânico depois da I guerra mundial. Os britânicos procuraram o apoio dos minoritários sunitas, levando-os ao poder para o resto do século. Sistani acredita que, mostrando paciência, a maioria xiita pode chegar ao poder no Iraque pela via eleitoral, se evitar alienar os norte-americanos.” Dadas as circunstâncias, os EUA provavelmente não podem esperar por melhor que alguém como Sistani para manter o seu regime fantoche e dar-lhe um pouco de legitimidade. Os imperialistas norte-americanos estão bastante conscientes que estabelecer o poder neocolonial no Médio Oriente ou em qualquer outro lugar – como o tipo de regime reaccionário extremo que estão a trabalhar para estabelecer nos EUA – não se consegue sem usar a religião como principal pilar político e ideológico.

Uma das questões mais espinhosas ainda por ser solucionada é saber quem ficará com o Ministério do Petróleo. Os partidos xiitas já controlam a Companhia Petrolífera do Sul, que possui vastos campos de petróleo. Diz-se que operam quase por si próprios sem muita interferência ou exigências de tributo da parte da capital. Os partidos curdos querem controlar a cidade de Kirkuk e os seus extensos campos de petróleo que são propriedade da Companhia Petrolífera do Norte. Kirkuk, uma cidade historicamente curda segundo os nacionalistas curdos, foi predominantemente povoada por povos turcomanos até aos anos 50, segundo outros relatos. Saddam Hussein tentou esvaziá-la de turcomanos e curdos e enchê-la de árabes com o seu patrocínio; agora, os dois partidos curdos estão a afastar os árabes e os turcomanos, tentando construir o seu próprio patrocínio e assegurar o seu próprio controlo das riquezas do subsolo. O Ministério da Defesa e o Ministério do Interior também são prémios-chave.

Outra questão importante é o papel oficial do Islão no novo governo e em que grau a lei islâmica (Xariá) estará no comando. Por definição, qualquer adopção da Xariá significa reconhecer a autoridade de Sistani. Em muitas partes do país onde a Xariá já é imposta pelas milícias fundamentalistas islâmicas, as mulheres são severamente oprimidas. É esta a tendência em todo o Iraque, onde quer que o domínio islâmico tenha sido estabelecido – incluindo nos bairros pobres de Bagdad e do sul, onde a milícia de Sadr é poderosa, e mesmo, claro, em lugares como Falluja durante os muitos meses em que foram as guerrilhas e não o governo que controlaram a cidade.

A institucionalização oficial desse tratamento das mulheres seria um grande passo atrás na sociedade iraquiana. É um indicador tão bom como qualquer outro de que não há nada de democrático no regime que está a ser edificado no Iraque sob a protecção das armas norte-americanas. Revela a natureza da aliança de forças que os EUA estão a tentar alinhavar num regime neocolonial: um conglomerado cheio de disputas das classes e forças mais recuadas do Iraque: líderes tribais e de clãs (tanto entre árabes como curdos) e autoridades religiosas associadas a relações feudais, em conjunto com grandes capitalistas dependentes dos EUA e seus representantes. Os cínicos governantes norte-americanos estão a permitir que essas forças essencialmente masculinas se consolem da sua própria subjugação à ocupação abusando das mulheres. Mas além disso, em termos sociais e ideológicos, o domínio patriarcal é um elemento chave na reconstrução do tipo de sociedade de que os EUA necessitam se quiserem dominar vitoriosamente o Iraque.

Isto reflecte-se também na esfera das políticas oficiais, que são pouco mais que uma orgia de políticas de identidade em que as figuras em disputa, ao mesmo tempo que apelam aos sentimentos nacionais, religiosos e outros dos seus “eleitores”, estão a servir os seus próprios interesses enquanto exploradores em aliança com a ocupação.

Os princípios básicos por trás do novo governo do Iraque não têm nada a ver com a vontade das massas, em quem votaram ou aquilo em que pensavam que estavam a votar, entre os que votaram. Primeiro houve um acordo geral entre todos os ladrões envolvidos e depois foram realizadas eleições para o legitimar. Com as posições de presidente do parlamento, de presidente e de primeiro-ministro reservadas com antecedência respectivamente para um sunita, um curdo e um xiita, o modelo da “democracia” iraquiana é o Líbano onde os lugares governamentais são divididos de forma semelhante, de modo a preservar a aliança reinante entre os líderes dos clãs e os capitalistas compradores seus aliados. O Conselho de Governo iraquiano com 25 membros escolhidos pelos norte-americanos em 2003 também foi organizado de acordo com uma quota para cada grupo étnico e religioso, o que sugere que a libanização do Iraque foi desde o princípio um objectivo dos EUA.

O novo governo foi criado por descaradas relações de poder, as relações entre os caranguejos que lutam nesse cesto – que é certo mudarem à medida que o equilíbrio de forças entre eles for mudando – e as relações entre os caranguejos e os ocupantes que os querem comer se não executarem as tarefas que deles esperam. Tanto por causa dos agudos conflitos de interesses entre as forças que compõem este governo e a contradição entre o povo e a ocupação – a contradição mais fundamental que está a condicionar o desenvolvimento de tudo o resto –, parece muito improvável que este novo governo mostre vir a ser estável.

Com eleições ou sem eleições, com um novo governo ou não, os EUA e o seu aliado (a Grã-Bretanha – o único outro país que agora representa um papel militar significativo) não deixarão de espezinhar o povo iraquiano e nunca irão deixar enquanto lhes permitirem aí permanecer. Embora a resistência seja política e ideologicamente diversificada, com todos os tipos de ideias misturadas em muitos casos, e essas ideias tenham muita importância, é a resistência do povo à humilhação nacional que está a liderar o desenvolvimento de todo o processo.

Mesmo o relativo sucesso dos EUA ao realizarem estas eleições enfrentando uma resistência militar e um boicote, poderá tornar-se no seu contrário. Um clérigo xiita que agora reside nos EUA escreveu no jornal Denver Post: “Sem excepção, os iraquianos com quem eu falei dentro e fora do Iraque, encararam o voto nas eleições de domingo como, em primeiro lugar, um voto pela retirada imediata das forças de ocupação e, em segundo lugar, um voto para tomar o controlo do dia-a-dia das suas vidas, que só pioraram em resultado da gestão incompetente da Casa Branca no Iraque.”

De um modo semelhante, o jornalista independente Dahr Jamail escreveu de Bagdad, a 1 de Fevereiro: “Todos os iraquianos que votaram e com quem eu falei explicaram-me que acreditavam que a Assembleia Nacional que iria ser formada em breve sinalizaria o fim da ocupação.” Estamos a meio de Abril, a formação desse governo ainda não está completa e o fim da ocupação ainda não está à vista.

Antes das eleições, ouvia-se frequentemente os seguidores de Sistani a cantar: “Não, não, não à América! Sim, sim, sim às eleições.” A 9 de Abril, no segundo aniversário da queda de Saddam Hussein, a Praça Firdus de Bagdad encheu-se de muitas dezenas de milhares de pessoas, ou mesmo centenas de milhares segundo alguns relatos, convocadas pelo líder xiita Moqtada al-Sadr, bem como pelas autoridades religiosas sunitas. Elas cantaram “Não à América, não à ocupação!” e derrubaram e queimaram efígies de Saddam, de George W. Bush e de Tony Blair.

O número de crianças famintas no Iraque quase duplicou desde o início da ocupação norte-americana, segundo um relatório elaborado para a Comissão dos Direitos Humanos da ONU por Jean Ziegler, um especialista de renome e opositor da fome a nível mundial. Ziegler disse que mais de um quarto das crianças iraquianas não consegue o suficiente para comer e quase 8 por cento passa fome.

Ao mesmo tempo, o número de iraquianos mantidos prisioneiros pelos norte-americanos quase duplicou nos últimos meses, passando para 10 400. Isto não são sinais de que o conflito entre os ocupantes e o povo esteja de alguma forma a diminuir.

É perigoso mentir ao povo. E as condições da ocupação estão a impelir as massas à resistência.

Fonte (em inglês): Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG), em aworldtowinns.co.uk ou no perfil facebook Awtw Nese