Recebemos o seguinte comunicado do Círculo Revolucionário, do qual também está disponível uma versão em formato PDF:

POR UMA
GREVE GERAL
COMBATIVA!

Na profunda crise actual do sistema capitalista, os cerca de 147 grupos financeiros e 500 super-monopólios que dominam o mundo lutam ferozmente por maximizarem os seus lucros. Através das suas instituições internacionais (FMI, Banco Mundial, BCE, União Europeia) temos estado a assistir a uma restruturação do capitalismo global, subjugando todos os povos do mundo, concentrando nas suas mãos os meios de produção e intensificando a exploração e aumentando a destruição do planeta. Chile, Haiti, Moçambique, Tunísia, Grécia, Irlanda, Portugal, todos os povos e nações deste globo estão a ser vítimas do assalto económico e militar do ditame financeiro desses poderes transnacionais.

Perante este ataque, o poder político servil e corrupto das classes dominantes desses países tem-se mostrado sempre disponível. Em Portugal, os governos, o parlamento e os partidos burgueses PSD/CDS/PS sem distinção passaram a ser basicamente executantes e altifalantes da voz do poder económico e financeiro. Os dados “objectivos” que o actual governo apresenta como justificação para as suas medidas, na realidade seguem a lógica financeira da banca e do grande patronato com o único objectivo de transferirem a riqueza que nós criamos para os cofres desses parasitas.

Os trabalhadores, os desempregados e os reformados, sejam portugueses ou imigrantes, mulheres ou homens, enfrentam a ditadura dos bancos e das multinacionais da “Troika” (Barclays, Deutsche Bank, Siemens, Volkswagen, etc., ...), bem como da banca e do grande patronato portugueses (BCP, BPI, Mello, Sonae, ...) e dos seus governantes. Eles apropriam-se diariamente – a custo cada vez mais próximo do zero – do produto do nosso trabalho, eliminam as conquistas obtidas através de duras lutas e acabam com condições mínimas de vida na saúde, na educação dos nossos filhos, na habitação, nas reformas dos nossos idosos, espremem-nos através do aumento do custo de vida, de impostos e de taxas e juros de toda a ordem!

Não passa nenhum dia sem que seja introduzida alguma medida nova que elimina direitos e visa transformar-nos em novos trabalhadores escravizados à semelhança do que existiu durante o colonialismo em África, ou do que existe hoje em muitos países asiáticos como a China, a índia, etc.

Só uma luta com determinação nos abre perspectivas!

MOBILIZAÇÃO GERAL

É importante discutirmos com os colegas, ouvir as suas dúvidas, passarmos a informação, preparar acções em conjunto, organizarmos a GREVE GERAL com todos – com sindicatos combativos contra todas as tentativas de intimidação nas empresas.

No bairro, é importante falarmos com os vizinhos, apoiarmo-nos no dia-a-dia contra a fome, prepararmos a resistência conjunta contra os despejos, o encerramento de serviços públicos e o aumento de transportes.

No dia da Greve Geral, apoiemos activamente a sua realização, seja através de concentrações na empresa onde trabalhamos, seja nas empresas próximas do bairro onde vivemos. Juntemo-nos numa gigantesca concentração que seja a expressão da nossa determinação de luta!

A luta é de todos nós em todos os lugares!

Pergunte-se a si próprio: espera mesmo que esta “governação unida” PSD/CDS/PS e o seu parlamento faça algo a seu favor, perante os acontecimentos dos últimos anos?

A nossa mobilização com determinação, persistência e organização é a única defesa que temos. É esta a grande lição que se pode tirar da vitoriosa revolta do povo moçambicano em 2010 contra a imposição pelo FMI do aumento brutal dos alimentos, das recentes lutas do povo chileno e da crescente revolta do povo grego contra a ditadura da fome e da miséria impostas pela Troika.

A GREVE GERAL do dia 24 de Novembro é um passo significativo no avanço da nossa luta!

As fábricas, as empresas, os serviços e as ruas são os nossos locais de resistência!

Lutamos pelo repúdio da dívida e da política de austeridade do governo, contra as medidas que aumentam a precariedade, o trabalho escravizado, e pela utilização dos recursos do país no apoio social, na educação e na saúde, e não no resgate dos grandes banqueiros e grupos capitalistas.

A nossa luta continua até à extinção de todos os acordos de dependência do país, e deve prosseguir em conjunto e em solidariedade com todos os povos da Europa em luta contra os ditames do FMI !

POR UMA AMPLA MOBILIZAÇÃO PARA A GREVE GERAL!

Novembro 2011

circulorevolucionariolx@yahoo.com
http://circulorevolucionario.blogspot.com