Do Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG) de 2 de outubro de 2017, aworldtowinns.co.uk

Apoiantes do novo comunismo de Bob Avakian atraíram manifestantes atacados pela polícia em Hamburgo e chegaram a milhares de pessoas através de folhetos que promoviam o novo comunismo e da declaração da Recusar o Fascismo: NÃO! Em nome da humanidade, RECUSAMO.NOS a aceitar uns Estados Unidos fascistas! Afastar o regime de Trump e Pence! (Foto: Especial para o Revolution/Revolución)
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Combater a Cimeira do G20 de Exploradores,
Assassinos em Massa e Promotores da Guerra!

Ajudar a Expulsar o Regime Fascista de Trump e Pence!

A Humanidade Precisa da Revolução
e do Novo Comunismo!

Esta cimeira do G20 junta os países imperialistas mais poderosos do mundo, flanqueados por reacionários como Erdogan da Turquia e Modi da Índia. Ela será sublinhada pela chegada de Donald Trump, o líder de um regime fascista recentemente instalado nos EUA. Estes não são claramente tempos comuns. Há uma responsabilidade urgente de intensificar grandemente a luta e de aproveitar as fendas que aparecem no edifício desta ordem mundial capitalista devoradora de vidas e de lhe pôr um fim.

Os organizadores da cimeira alegam que o G20 estabeleceu para si mesmo a tarefa de “moldar a globalização para benefício de toda a gente”. Isto é uma piada mórbida para a maioria das pessoas aqui e em todo o mundo, porque o capitalismo só pode florescer triturando a maioria para benefício de alguns. Esta realidade amarga é verdade mesmo nos países democráticos mais “avançados”, mas é-o ainda mais quando estendida ao mundo inteiro. A verdade básica e esmagadora continua a ser: a impiedosa dominação e exploração da esmagadora maioria dos povos e nações deste planeta por um punhado de países ricos continuará enquanto existir este sistema capitalista-imperialista. É uma dolorosa atribuição de culpa à natureza criminosa e desumana deste sistema que, num mundo onde as necessidades básicas da humanidade já poderiam ter sido resolvidas, o sofrimento, a miséria e a ignorância persigam vastas extensões da paisagem humana.

Mesmo se esses governantes desejassem o contrário, o funcionamento subjacente do modo de produção capitalista-imperialista força-os a explorar as pessoas e o planeta numa escala cada vez mais intensificada. Eles são impelidos por uma competição e rivalidade cada vez mais aguda entre eles a usar as formas mais brutais de opressão e repressão para defenderem este modo de produção e o seu regime.

O G20 irá levar a uma intensificação da repressão na Europa contra os “indesejáveis”. Eles irão continuar a fechar cada vez mais as suas fronteiras e a repelir brutalmente migrantes desesperados, ao mesmo tempo que se preparam para aumentar as sangrentas intervenções militares no Médio Oriente e noutros lugares que têm afastado milhões de pessoas dos seus lares.

A cimeira do G20 representa essencialmente os estratos obsoletos do Ocidente capitalista-imperialista que há muito passou o seu prazo na história. Os imperialistas ocidentais estão simultaneamente a alimentar e em conflito com outros estratos sociais historicamente obsoletos representados pelo fundamentalismo islâmico, e esta dinâmica está a impelir correntes reacionárias em grande parte do mundo. Os imperialistas estão a usar isto para se apresentarem mais atraentes como defensores do Iluminismo, tornando mais difícil que as pessoas distingam os seus verdadeiros amigos dos seus reais inimigos. Tudo isso sublinha claramente a necessidade urgente de a humanidade romper para fora e para além deste sistema.

O surgimento do regime fascista de Trump e Pence à cabeça do país imperialista mais poderoso do mundo tem dramáticas implicações para as pessoas em todo o lado. As mesmas contradições profundas que conduziram à instalação do regime de Trump nos EUA também estão a trabalhar em toda a Europa, alimentando o racismo, a xenofobia, a misoginia e um ambiente político mais repressivo. Esta viragem à direita por parte dos governantes está a ter expressão no crescimento de movimentos fascistas em todo o mundo, incluindo a possibilidade de regimes fascistas também na Europa.

É urgente apoiar ativamente a atual luta para expulsar o regime fascista de Trump e Pence nos Estados Unidos! Há pouco tempo a perder antes de este regime conseguir consolidar completamente o seu poder. Esta batalha anda de mãos dadas com o combate à viragem à direita na Europa como parte de uma luta global para nos libertarmos do capitalismo e do imperialismo de uma vez por todas.

A Cimeira do G20 deste ano está marcada pela intensificação da rivalidade interimperialista. Trump deixou abundantemente claro que está disposto a fazer tudo o que é necessário para reconstruir a dominação imperialista norte-americana do mundo. Mas não se pode deixar que os outros imperialistas usem a cara feia do regime de Trump para esconderem as suas próprias características horrendas! Angela Merkel está a tentar apresentar-se como “líder do mundo democrático”. A parceria dela com o recém-eleito Emmanuel Macron está a ser anunciada como contrapeso “inclusivo, humanitário e democrático” ao abertamente retrógrado e cruel Donald Trump. Mas quando os representantes políticos da Europa falam da necessidade de assumirem “mais responsabilidade” no mundo, o que querem dizer é que a Alemanha, a França e o resto da Europa deveriam defender as ambições imperialistas deles de uma maneira mais implacável, incluindo através da guerra. Embora haja reais diferenças entre estes imperialistas sobre como reforçarem o sistema deles, são diferenças entre reacionários. Num momento em que Trump apela à construção de um muro na fronteira dos EUA com o México, a “Europa Fortaleza” já é responsável por milhares de migrantes morrerem todos os anos. E para manter do lado de fora os pobres e os perseguidos, a Europa imperialista está agora a apoiar a construção de brutais campos de migrantes no Norte de África que até diplomatas alemães estão a comparar a “campos de concentração”.

Confrontadas com o surgimento de um inimigo aparentemente imbatível, há uma forte tendência das pessoas a aceitar a “política do possível” e a ficarem resignadas a procurar apenas suavizar os golpes mais notórios do sistema, deixando uma mudança fundamental para as gerações futuras. Apesar disso, alguns dos apelos aos protestos contra o G20 salientam que o sistema do capitalismo não pode resolver corretamente os problemas que a humanidade enfrenta. Há mesmo uma compreensão de que deveria ser possível haver um mundo onde as mulheres não sejam dominadas, onde os recursos da Terra não sejam saqueados, onde as pessoas do mundo inteiro cooperem ao serviço dos interesses comuns da humanidade. Sim, tudo isso é possível – mas o que muito poucos entendem é que isso só pode acontecer através de uma revolução concreta, e não apenas através de mudar as caras que estão no poder e de “fazer o melhor” num enquadramento putrefacto. A necessidade da revolução é cada vez mais aguda e urgente, mesmo que muitas pessoas pensem que já ela foi experimentada e não resultou, enquanto outras a veem como um sonho impossível.

O líder revolucionário norte-americano Bob Avakian salientou: “As pessoas em todo o lado estão a erguer-se em rebelião mas estão constrangidas, abandonadas e deixadas à mercê de opressores assassinos, ou enganadas para caminhos que só reforçam, frequentemente com uma brutalidade selvagem, as grilhetas escravizadoras da tradição; em todo o lado, as pessoas precisam de uma saída da situação desesperada delas, mas não veem a fonte do seu sofrimento e o caminho para fora da escuridão.”

Porém, uma visão e uma abordagem científica para se avançar para além de um mundo de exploração e opressão, de miséria, fome, fanatismo, patriarquismo e desperdício da humanidade. Ele é o novo comunismo, uma nova maneira de ver a revolução e o comunismo desenvolvida por Bob Avakian. É um passo em frente tremendamente libertador e entusiasmante para a humanidade. É a maneira científica de entender os problemas monumentais que sete mil milhões de pessoas no planeta enfrentam. Fornece a orientação estratégica global para construir um movimento para uma verdadeira revolução, e para fazer uma revolução que de facto possa triunfar contra a massiva máquina de morte e destruição deste sistema. Fornece um esboço de como podemos criar uma sociedade que satisfaça as necessidades básicas das pessoas ao mesmo tempo que abre perspetivas inteiramente novas para o fermento e a criatividade culturais e intelectuais… De como podemos extirpar de facto o racismo e o patriarquismo, incluindo na maneira de pensar e nos valores das pessoas... De como podemos criar uma economia que seja sustentável e com respeito pelo resto da natureza e de como podemos construir uma sociedade que tome como seu ponto de partida não os interesses do “meu país” mas os da humanidade.

Não podemos ficar satisfeitos com a perspetiva de protestar contra esses mesmos governantes das mesmas maneiras todos os anos. A humanidade e este planeta não podem aceitar isto! Temos de enfrentar o que a humanidade realmente precisa para eliminar este sistema. As pessoas que sabem que o mundo atual é intolerável têm uma séria responsabilidade não só de continuarem e incrementarem a sua atual resistência mas também de procurarem e examinarem o mais avançado entendimento científico de como o mundo pode e deve ser transformado através da revolução. Precisamos de uma profunda revolução – e a nova síntese do comunismo torna isso possível!

Grupo do Manifesto Comunista Revolucionário (Europa)

28 de junho de 2017