Do Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar (SNUMAG) de 20 de Junho de 2005, aworldtowinns.co.uk

Dirigentes do partido maoista presos na Índia

Dois dirigentes do Partido Comunista da Índia (Maoista) foram detidos no estado indiano do Bengala Ocidental. Um deles é Sunil Roy, membro da Comissão Política do PCI (Maoista). O outro é Patipaban Haldar, Secretário do Partido no Estado do Bengala Ocidental e membro do seu Comité Central. Os dirigentes maoistas foram presos nas ruas de Konnagar, nos arredores de Kolkata (a antiga Calcutá), mas a polícia alega tê-los capturado nas florestas do distrito de Midnapore, a oeste da cidade. Embora capturados a 21 de Maio, não foram levados a tribunal – em Midnapore – senão a 24 de Maio. Apesar da sua idade (70 anos) e saúde delicadas, as autoridades negaram ao camarada Roy a sua medicação e têm tratado os dois homens como delinquentes comuns.

O revisionista Partido Comunista Marxista da Índia, conhecido como CPM, tem uma negra história de participação no assassinato de revolucionários maoistas durante a insurreição de Naxalbari, iniciada no Bengala Ocidental nos anos 60, lado a lado com o governo central dessa altura, o regime fascista de Indira Gandhi do Partido do Congresso. Desde que subiu ao poder no Bengala Ocidental no final dos anos 70, a Frente de Esquerda liderada pelo CPM tem reprimido violentamente toda a oposição, mesmo a dos seus opositores parlamentares burgueses. Apoderaram-se de terras, propriedades e recursos do governo. Conjuntamente com os antigos exploradores, estão a promover activamente a globalização imperialista. Um comunicado de 6 de Junho do Secretário-Geral Ganapathy do PCI (Maoista) ligou a prisão dos dois camaradas à criação de “agências e redes de informações especiais” pelo governo central na maior parte dos estados onde está activo o partido agora com nove meses de idade. E continua: “As prisões foram seguidas de uma série de outras prisões que usaram a sua rede de informações contra o movimento maoista. E isso também foi seguido pelo acossamento de muitos simpatizantes e simples democratas e pela insinuação de falsos casos.”

“O Camarada Shome”, diz o comunicado usando o pseudónimo de Roy no partido, “foi um dos fundadores do Centro Comunista Maoista da Índia [CCMI] e representou um importante papel como Secretário desse partido após o martírio do Camarada Kanai Chatterjee em 1982, até 1996. Ele deixou o lugar de secretário por causa de graves problemas de saúde. A sua vista foi afectada depois de ter perdido um olho devido a uma operação às cataratas. Contudo, apesar da gravidade do seu estado de saúde, o camarada Shome continuou a representar um papel muito importante no CCMI, participando como membro de relevo na delegação de alto nível em todo o processo de fusão entre o CCMI e o Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista) (Guerra Popular) e tornou-se membro do novo Politburo depois da formação do PCI (Maoista) em Setembro de 2004. No novo partido, ele suportou uma grande parte do trabalho do CC e do PB, apesar dos seus graves problemas de saúde.”

O Secretário-Geral do PCI (Maoista) concluiu: “Todos os democratas devem perceber que um ataque aos revolucionários é um ataque ao movimento democrático em geral. Hoje podem ser os revolucionários, amanhã serão outros. Já testemunhámos a desumanidade adoptada no esmagamento dos movimentos camponeses, sindicais e outros movimentos. Todas as forças democráticas e revolucionárias devem unir-se para lutar contra estes ataques desumanos aos revolucionários e exigir a imediata libertação incondicional dos camaradas Shome, Tapan [Haldar] e outros.”

O porta-voz de outro partido, Krantipriya do Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista) Naxalbari, também emitiu um comunicado sobre estas prisões, descrevendo-as como “parte de uma conspiração congeminada pelos governantes em Deli e pelos chefes do partido CPM”. O comunicado de 1 de Junho diz: “Exigimos que o camarada Sunil Roy, de 70 anos de idade, um veterano do movimento comunista da Índia, e o camarada Patipaban sejam tratados com respeito” e que os seus direitos sejam garantidos.